E de repente você chegou e mudou minha concepção de amor, namoro, relacionamento. Fez-me entender que pode-se ser feliz, apesar das diferenças.
E ao seu lado fui feliz! Mas, confesso, tive medo! Medo de demonstrar, medo de mostrar-me demais, medo de parecer frágil, dominada, medo de sucumbir demasiadamente.
Mas você, apesar da pouca idade, mostrou-se homem feito. E fez-se companheiro. E segurou minhas mãos nas crises de enxaqueca, e cuidou de mim quando precisei fazer cirurgia.
E apesar de tão jovem soube amar-me e demonstrar isso em gestos, atitudes, olhares, palavras.
Ao seu lado descobri o exato sentido da palavra companheirismo. Conheci a verdadeira intimidade que só se dá entre casais de verdade.
Com você descobri que posso amar e ser amada e que
as diferenças são apenas detalhes.
Mas esses detalhes, assumo, começaram a pesar para mim. Apesar de dizer-me descolada, livre, independente, vivo em sociedade e comecei a ficar incomodada.
De repente, nossas diferenças culturais, sociais, profissionais e, principalmente, de idade, passaram a me incomodar, foram se tornando empecilhos.
E de repente vi-me pensando no amanhã, no depois, no como será daqui cinco, dez, vinte anos.
Normalmente não sou assim. Então, percebi que aquela relação já não podia ser.
E eis que deixei você ir. E eis que agora o excluo finalmente da minha rede de contatos e deixo-o livre para seguir, para viver, para voar. E eis que solto as amarras de vez, para sempre!
Mas lembrarei com carinho dos anos que passamos juntos, das idas e vindas, dos momentos bons, da parceria e até das brigas e discussões, dos estresses.
Jamais o esquecerei, poque você foi um marco na minha vida, entre o que eu era o que sou. E sei que também não me esquecerás, ficarei para sempre guardada num cantinho especial da sua memória.
Com você aprendi a ser mais leve, mais solta, mais alegre, mais amada. Com você aprendi a amar sem preconceitos, sem pré-conceitos. Por isso, hoje, dedico-lhe este texto e me despeço de vez, desejando que você seja muito feliz, sempre.
Acredito que nada é por acaso e que ninguém passa pela vida de ninguém em vão. Aprendemos muito um com o outro e posso dizer categoricamente: Valeu a pena!
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