quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

POSSE

O romance terminou mas eles continuam amigos nas redes sociais, encontram-se de vez em quando e rola um lance, um clima de saudosismo...e por que não? Só por hoje, amanhã é outro dia!
Ou ficam um tempo sem contato, mas de repente bate uma carência, um chama e o outro vai. Só por hoje, amanhã será outro dia!
Mas nesse vai e vem vão se perdendo um do outro e de si mesmos. Até quando?
E nesses reencontros, nessa insistência em manter as amarras, mesmo sabedores de que aquilo não tem futuro, não seguirá adiante, vão perdendo oportunidades, desperdiçando chances, deixando de viver.
Até que decidem dar um basta, chega pra lá que quero viver a minha vida.
Hum, mas ai complica. Ele não te quer mas não quer te perder totalmente. Ela não te assume mas não te deixa ir.
São sentimentos estranhos, complicados. Posse.
Como entender que alguém que foi meu por tanto tempo possa ter outra pessoa? Como sabê-lo feliz longe de mim ou, pior ainda, feliz ao lado de outro alguém?
Pois é, somos estranhos. Possessivos! 
Mas como? Não somos donos do outro, não podemos mandar nos seus sentimentos, determinar as suas escolhas, mantê-lo preso a nós mesmo infeliz.
Sabemos disso, então porque o fazemos? Carência, egoísmo, solidão? Medo? Talvez!
E porque o outro se dispõe a viver assim? Atendendo ao nosso chamado, mantendo sua vida em pausa para ficar a nossa disposição? Carência, egoísmo, solidão? Medo? Talvez!
E observando casais que assim vivem penso no quanto estão perdendo, deixando de viver novas histórias, novos rumos. E vejo o mal que causam a si e ao outro na angústia da incerteza, do vai e vem, do 'e por que não'.
Já passei por isso, vivi ambos os papeis. E agora vejo outros assim e me compadeço. Mas não dá para aprender com o erro dos outros. Não podemos ensinar com nossos tropeços. As pessoas precisam passar pelo mesmo problema, que na verdade nunca é o mesmo, apenas parecido. Mas apenas vivenciando as próprias experiências poderão aprender, refletir, repensar e fazer as suas escolhas.
E que façam as escolhas certas. E que saibamos desatar os nós, formar novos laços e desmanchar àqueles que se tornaram meros enfeites desgastados pelo tempo, os quais já não têm a ver com nosso agora, com nossa realidade atual. Pensamentos meus!

Maria Conceição de Aguiar

NÓS MERECEMOS

Nós merecemos a felicidade plena e absoluta.
Merecemos a satisfação pessoal e a realização profissional.
Nós merecemos respeito e admiração por sermos quem somos, independente do que temos.
Nós merecemos um sorriso amável, um abraço verdadeiro, uma palavra amiga.
Merecemos um amor duradouro, um colo, um afago, carinho, aconchego.
Merecemos ir além, sonhar além, analisar todas as possibilidades e decidir pelo que acharmos melhor.
Nós merecemos a chance de tentar, errar, tentar de novo, cair e levantar, recomeçar.
Merecemos um novo olhar, um novo som, um novo sentido.
Um novo querer, um bem querer, um querer bem!
Merecemos o momento do batom borrado, cabelo desalinhado, sorriso largo!
Merecemos o rímel intacto, o salto alto, o bom humor restaurado.
Nós merecemos doses diárias de encantamento, acalento e inspiração.
Merecemos aplausos e elogios sinceros e as críticas quando necessárias.
Merecemos a verdade, lealdade, sinceridade, fidelidade.
Nós merecemos um tempo só para nós, um tempo para eles e um bom tempo com ele!
Transbordar, levitar, respirar, amar e amar!
O chope no bar, o dedilhar no violão, caminhar, olhar e enxergar.
Merecemos o que há de melhor, quem há de melhor e oportunidades para sermos melhores.
Ah, nós merecemos tudo de bom!

Maria Conceição de Aguiar

DESENLACES

Volta e meia trago este tema ao blog. Desenlaces, rompimentos, desencontros!
Sei bem como é difícil aceitar e entender o fim de um relacionamento, namoro, casamento, sei como sofrem as pessoas que passam por esse desenlace e por isso trago o assunto a tona.
Quando um casal está junto faz planos, compartilha seus ideais, sua vida. Um se completa com a existência e a  presença do outro. Estão juntos por opção, pelo amor que os une e, portanto, há cumplicidade, companheirismo, carinho e atenção.
Sentir-se amado e amar o parceiro é maravilhoso. Transborda o melhor de nós.
Entretanto, quando esse amor enfraquece, destoa, morre, tudo fica mais difícil. E quando acaba para um apenas, é terrível. De repente parece que falta-nos o chão, a luz, a guia. Ficamos fragilizados, tentando entender, mas sem achar explicação plausível, procurando culpas e culpados, sofrendo.
E então já não vemos luzes, apenas trevas, já não vemos esperança, parece que aquela dor jamais acabará.
E nessa fase de sofrimento, muitos entram em depressão, já não caminham, apenas arrastam-se pelos dias intermináveis da solidão, dos porquês!
Difícil encarar, entender, aceitar. 
E eis que nessa fase de angústia pela perda, tendemos a nos tornar irreconhecíveis, capazes de gestos, palavras e atos antes impensáveis.
Há àqueles que rastejam atrás do ex, tentando reconquistá-lo, buscando voltar a um passado que não vai voltar, que ficou lá atrás, mas naquele momento eu o quero de volta e ponto final.
Há os que iniciam imediatamente um novo relacionamento, acreditando na primícia que diz que que a dor de um amor cura-se com outro amor. Ledo engano. Corações machucados precisam de um tempo para restauração, tempo de cura, de libertação, para só então estar apto a amar novamente.
E há ainda os que dão seu grito de liberdade e decidem aproveitar a vida. De bar em bar, de mão em mão, ao sabor do vento. Mas sempre tem o dia seguinte, em que a dor aumenta, a saudade aperta, a culpa corrói e a solidão atormenta.
Pois é, mas então o que fazer? Como enfrentar a dor do desenlace, do término? Como já escrevi aqui, acho imprescindível dar-se um tempo. Tempo para amadurecer, para o entendimento, para a cura. Tempo para preparar-se para um novo amor, uma nova vida, um novo começo.
Com o tempo o coração se aquieta, a saudade diminui, o sofrimento cessa. Com o tempo as dores vão-se, as mágoas passam, a vida volta a ter sentido.
Não existe nenhuma fórmula mágica, não há um passe de mágica. É preciso respeitar o seu tempo, o tempo de cada um.
É necessário um recolhimento, um reencontro consigo mesmo para só depois voltar à vida plenamente. Para amar o outro e por ele sentir-se amada, é urgente primeiro reaprender a se amar. Resgatar a autoestima, a alegria de viver e de estar vivo, a independência emocional. 
E com o tempo entendemos os porquês, percebemos que tudo passa, sempre passa e dai renascemos para o mundo, para a vida e, principalmente, para o amor!

Maria Conceição de Aguiar
27/2/2014


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

VALE A PENA

Vale a pena viver. Portanto, insista, persista, recomece, refaça-se!
Vale a pena amar. Então, entregue-se, baixe a guarda, aceite, tente!
Vale a pena sonhar. Por isso deixe-se levar, extravase, extrapole!
Vale a pena acordar. Levante-se, saia, veja o mundo lá fora!
Vale a pena tentar. Ouse, faça, refaça!
Vale a pena ser feliz. Cative e deixe-se cativar!
Vale a pena extasiar-se. Dance, sorria, admire, vá além!

E como disse Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena".

E não é? Somos seres dotados de corpo, mente, membros, alma e coração. Somos grandes e não podemos ter alma pequena, arraigada, ranços, preconceitos, medos vãos.
E se assim é, vamos olhar para a frente e acreditar que de fato vale a pena viver, amar, sonhar, acordar, tentar, ser feliz e extasiar-se.
E vale muito a pena acreditar nas nossas infinitas possibilidades. Eu acredito e isso faz com que tudo valha a pena!

Maria Conceição de Aguiar

AMAR

Como é bom conjugar o verbo amar, principalmente no presente: Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos!
O amor é o mais belo dos sentimentos, o mais nobre, o que torna tudo possível. Quando o sentimos o mundo se transforma, a vida ganha cor, tudo muda para melhor!
E quando nos sabemos amados então, ah, tudo de bom!
Porque o amor puxa outros sentimentos não menos importantes, não menos nobres, mas que, para serem perfeitos, necessitam ser guiados por esse!
Então quando amamos ou quando nos sentimos amados, deixamos aflorar a bondade por vezes adormecida, a compaixão, a tolerância já esquecida, o encanto do perdão, o aconchego do sorriso!
E falo do amor fraternal, entre amigos, parentes e familiares. Do amor que une pais e filhos, irmãos.
Mas falo principalmente do amor que nasce entre duas almas que se encontram, descobrem-se e completam-se.
Porque acredito que o amor que une dois seres transcende aos paradigmas convencionais, às explicações lógicas, à lógica em si. É que amor não se explica, apenas sente-se. E quando é verdadeiro não há limites, não há parâmetros de medida ou comparação. Ama-se e pronto!
Na verdade, amor que é amor sempre é verdadeiro, senão haverá de ter outro nome.
E quem não sonha em viver um grande amor? E quem nunca ansiou pela plenitude do amor correspondido, conquistado, cativado e cultivado?
Por mais racionais que sejamos, temos sangue correndo nas veias, coração que pulsa, imaginação fértil, desejos, fantasias, necessidades.
E precisamos sim da companhia, da troca de ideias, do passeio de mãos dadas, do abraço confortante, do parceiro, da companheira.
Portanto não acredito na vida sem amor. Não há felicidade plena em corações vazios, em almas separadas.
Amar e ser amado é bom demais, acalenta nossos dias, alimenta nossos sonhos, faz brotar e desabrochar o que de melhor há em nós!
Então, amemos uns aos outros, amemos a nós mesmos, mas, acima de tudo, tenhamos todos a oportunidade de viver um grande amor! 

Maria Conceição de Aguiar

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

SIMPLES ASSIM

Sempre achei que a vida é muito simples, as pessoas é que a complicam. E continuo assim pensando!
É tão fácil amar, ouvir, calar, ponderar, pensar, perdoar, recomeçar. Mas ao invés disso, perdemos nosso tempo com dissabores, falando muito, perdendo a razão, lamentando o que passou, ansiando pelo que virá, deixando de viver o hoje.
E eu me incluo nesse rol.
Viver de maneira simples não significa viver na ignorância, miséria ou coisas do tipo.
Acredito que signifique acordar todos os dias agradecendo pelo despertar, saudar o sol ou a chuva, sair à rua e cumprimentar os passantes, trabalhar com seriedade e comprometimento, amar incondicionalmente.
Acho que viver na simplicidade seja agradecer por tudo e por todos, tirando lições dos acontecimentos, saboreando os sentimentos, ouvindo mais que falando, respeitando os demais, agindo com bom senso.
É viver cada dia como uma dádiva. Aprender todos os dias, deixar passar as ventanias, deixar-se levar pelos bons fluídos.
Mas porque é tão difícil? Por que complicamos a vida? Porque fazemos tanta tempestade por tão pouco?
Porque é tão difícil colocar-se no lugar do outro e assim tentar entendê-lo? Porque é tão raro valorizarmos as qualidades em detrimento dos defeitos?
Não somos perfeitos. Mas exigimos perfeição do outro.
Enquanto não nos conscientizarmos de que estamos aqui de passagem, que nossa vida é breve, que o tempo passa rápido demais, não conseguiremos admirar a plenitude da simplicidade do dia a dia!
Enquanto nossas maiores preocupações forem a roupa nova, o sapato da moda, a bolsa de grife, o carro do ano, a casa maior, o trabalho melhor, o salário mais alto, não atingiremos a sabedoria do prazer em receber um sorriso, um abraço, um obrigada, um bom dia!
Enquanto acharmos que somos melhores pelo cargo que ocupamos, pelo nível de instrução que temos, pelo salário que recebemos, estaremos perdendo a chance de vivenciarmos o mundo real das pessoas reais, da vida real!
Então para que complicar? Porque não aproveitarmos as chances diárias de fazer o bem, de dar-se sem esperar recompensa, de ajudar sem alardear, de ser mais do que ter. E porque não experimentarmos a sabedoria alheia, a convivência pacífica, a partilha harmoniosa de saberes, conhecimentos, de vida?
Simplicidade é saber despir-se da arrogância, das vaidades, da individualidade. Saber que todos têm os mesmos direitos e deveres e precisam ser respeitados independente de não compartilharmos suas ideias.
Simplicidade é ver-se no outro e ver-nos por dentro, na essência, resgatando o que foi se perdendo, o que deixamos para trás pela vida que escolhemos.
Pois é, quero ser cada vez mais simples na minha maneira de ser e de agir, no meu relacionamento com o mundo e com as pessoas. Quero o aconchego do meu lar, da família e dos amigos, da vida que em mim clama!
Uma reflexão, um desafio, um desabafo, um chamado!
Simples assim!
Maria Conceição de Aguiar

O PÁSSARO E O PEIXE

Diz a lenda que um pássaro e um peixe podem até se apaixonar, mas onde viveriam esse amor?
E, pensando bem, eis um tema interessante! 
Um peixe só sabe viver na água, fora dela morreria em pouco tempo. Um pássaro, ao contrário, na água morreria afogado.
Então eles podem se conhecer, apaixonar-se, encontrar-se de vez em quando, por breves instantes, mas sempre chegará o momento da despedida, em que cada qual voltará para o seu mundo.
O pássaro é livre, precisa voar, bater asas, sair do ninho. Entretanto, em determinado momento sentirá vontade de construir seu próprio ninho, no alto de uma árvore, na cumeeira de um telhado, na soleira de um toldo. 
O peixe também é livre, embora sua liberdade seja limitada à água. Gosta de nadar, conhecer outros mares, visitar lagos e rios, sem ponto fixo, sem laços.
Então o peixe e o pássaro tendem  a dispersarem-se, voando ou nadando para longe um do outro.
Essa lenda serve para ilustrar o quanto é difícil manter um relacionamento quando as pessoas são demasiadamente diferentes, vivem em mundos opostos, levam vidas antagônicas.
Porque os opostos se atraem, mas os semelhante se completam!
Então, pensando assim, o romance entre o peixe e o pássaro estaria fadado ao fracasso. E como fazer? Desistir ou persistir?
Eis a questão!
Caso desistam, estarão abrindo mão de algo que poderia ser bonito, eterno enquanto houver laços que os una.
Caso persistam poderão brevemente entrar em colapso, não se adaptando ao mundo um do outro.
E então, o que fazer? 
Persistir ou desistir?
Poderia o peixe aprender a voar, mesmo que rasamente para acompanhar seu amor? E o pássaro aprenderia a nadar para viver esta paixão? 
Difícil decisão, difícil compreensão! Caso não tentem jamais saberão o que poderia ter sido. Caso tentem, terão que fazer escolhas, ceder, aprender, reeducar-se.
Eu não tenho a resposta. Não sei se alguém tem! Deixo aqui a polêmica, a dúvida, o questionamento. E se alguém tiver a receita, opine, fale, escreva.
Particularmente acredito no que disse anteriormente: Os opostos se atraem mas os semelhantes se completam. O que acham?

Maria Conceição de Aguiar


FACEBOOK

A proposta inicial era interessante. Aproximar pessoas, promover o intercâmbio de ideias, conceitos e pensamentos. Conhecer gente nova, reencontrar outras, conversar virtualmente!
E assim é. Através do Facebook reencontramos antigos colegas de escola, de trabalho, amigos separados pelo tempo, pela vida, parentes distantes.
Lá, compartilhamos, curtimos, comentamos. E a rede social aumenta, quebra padrões, dissemina opiniões, proporciona interação.
Mas, aos poucos, o que era um espaço para cultivo de amizade virtual, foi se tornando um cenário de discussões políticas, ideológicas, religiosas.
Claro, que isso tem o lado bom. Podemos discutir, divergir e discernir. Entretanto, o lado negativo também aparece. Há quase um estado de guerra, meio velado, meio dissimulado em que um já não aceita a posição do outro e os comentários, principalmente nesses aspectos, tornam-se até ofensivos.
O Facebook me atrai. Ali encontrei pessoas com as quais não tinha mais contato, conheci outras, fiz amigos, divulguei meu blog, expus-me! E, confesso, viciei!
Pois é, porque é de fato viciante. Queremos acompanhar as atualizações de status, as publicações, curtir, comentar e compartilhar.
Mas pensando bem, acho que é hora de voltar ao mundo real e passar menos tempo no virtual.
Porque de repente percebi que tenho desperdiçado muito do meu tempo. Tempo este que passa muito rápido, que não volta, que não dá para recuperar. 
E apesar de gostar de ficar no bate papo, vou me dedicar a outras coisas. Quero  voltar a estudar, escrever, ler. Quero voltar a sair e ter conversas cara a cara, olho no olho. Tenho tanto pra fazer, tanto por viver. meu tempo é cada vez mais precioso.
Não vou abandonar de vez, nem excluir meu perfil. Mas vou diminuir meus acessos, organizar melhor o meu tempo.
E as questões políticas e religiosas, as paqueras virtuais, não mais me interessam, não me fascinam.
Não quero seguidores, nem centenas de amigos ou milhões de curtidas. Quero a vida real e normal. Quero viver mais e melhor. 
E se agora percebo que tenho ficado muito tempo conectada, fato que está me incomodando, é chegada a hora de mudar, recuar, rever.
Portanto, a partir de hoje continuarei a dar uma olhada ou outra, postando, compartilhando. Mas em menor quantidade, com menos tempo desprendido.
A partir de hoje os amigos verdadeiros sabem onde me encontrar, têm meu e-mail, meu número de telefone e meu endereço. O resto é resto, não tem tanta importância.
Eis meu desafio para 2014: Ficar menos tempo logada, estudar mais, ler e escrever mais e mais. Facebook apenas meia hora por dia e já está de bom tamanho. E as discussões ideológicas deixo pra lá. Minha liberdade de expressão e opinião exerço aqui no meu blog, cujo lema é: Pensamentos meus!
Maria Conceição de Aguiar
25/2/2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

MENTIRA


Eis algo que não admito: A mentira!
Ah como é difícil conviver com alguém que tenha o péssimo hábito de mentir. 
Há alguns que já se habituaram tanto em fazê-lo que quase nem percebem e acabam acreditando nas próprias mentiras, tentando-nos convencer de que são verdades. Outros, mentem descaradamente, mesmo que ninguém acredite, mesmo que desmascarados, juram até o fim que falam a verdade.
E ainda alguns que se perdem nas pequenas mentiras do dia a dia, talvez tentando impressionar, proteger-se, conquistar, sei lá, não gosto.
Quem mente perde totalmente a confiança. O mentiroso torna-se alguém difícil de lidar, de conviver, de conversar, de ouvir. Porque sempre ficamos com o pé atrás, sempre duvidando, questionando.
Ah não dá. Acredito que a verdade sempre é melhor, mesmo que machuque, mesmo que faça sofrer, mesmo que gere dissabores, vale muito mais que a mais bela das mentiras.
Porque pode-se enganar a muitos por muito tempo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo. E a mentira, por melhor contada que seja, sempre acaba sendo descoberta. Um dia, toda verdade vem à tona e deu-se o estrago.
Então, melhor não. Melhor ser verdadeiro, autêntico. Sem poses, sem máscaras, sem melindres. Gostou, fale, não gostou, fale também.Oou então cale-se, mantenha-se no silêncio sábio, inerte, mas não minta, não iluda, não camufle.
Porque amigos, podemos lidar bem com a crítica, a fúria, o fora, o desamor, os desencontros. mas não há como lidar com a mentira e, principalmente, com o mentiroso. Ah, de fato, não dá. Eu não consigo! E você?

Maria Conceição de Aguiar

LIMPEZA

Há tempos fiz as pazes com o mundo, com Deus e com as pessoas. Há muito apaguei as sombras do passado, perdoei a mim e aos outros, parei de julgar, deixei de lamentar, resolvi renascer.
Hoje vejo as pessoas, as coisas e a vida de uma maneira mais simples, bela e pacífica. Já não cobro tanto, nem exijo muito de mim nem dos outros. Quer dizer, exijo sim, mas já não peço perfeição, assim como não tento ser perfeita. Porque, na verdade ninguém o é!
Há tempos fiz as pazes com meu passado, fiz terapia, matei os monstros, enfrentei os medos, curei os traumas, tratei as neuroses, minimizei as frustrações. Já não guardo mágoas nem rancores. Meu coração está aberto ao amor, amizade, carinho e compreensão. O que passou, lá atrás ficou.
Entretanto, há pessoas que prefiro deixar lá. Que não pertencem ao mundo que escolhi para viver, portanto, prefiro deixá-las onde estão, sem contato, sem nada.
Essa exclusão não significa que eu tenha preconceitos ou sentimentos ruins para com elas. Significa apenas que não mais se encaixam na minha vida e por isso não quero que retornem.
Aliás, não gosto de fantasmas que reaparecem do nada para tentar assombrar a vida dos outros. 
Minhas portas estão abertas para as pessoas de bem e do bem. Meu coração e minha mente estão abertas para àqueles de boa vontade. 
E, falando sinceramente, o que me une às pessoas é a sintonia das afinidades, mesmo que sejamos opostos, há sempre algo bom que atrai, que proporciona troca, partilha, gerando afeto, amizade, laços nem sempre sanguíneos, mas da escolha, da confiança, da unidade.
Então, já não olho tanto para trás, já não lamento perdas, nem conto vitórias. Vou vivendo cada dia como um presente de Deus. 
Procuro dar o melhor de mim. Mas quando me decepciono não lamento, sigo adiante, excluo, não sofro nem faço sofrer.
E, citando Antoine Exupery, 'Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas'! O resto é resto e não vale a pena!
Maria conceição de Aguiar
19/2/2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ESCREVENDO!

Escrever não é meu ofício, mas meu prazer! Escrever é um dom recebido de Deus.
Acredito que todas as pessoas tenham um dom em especial. O meu é a escrita, o brincar com as palavras, misturá-las, formar frases e transformá-las em textos.
Poderia se meu ofício, mas sou impaciente demais para isso. Ou preguiçosa em demasia para dedicar-me a estudar, aperfeiçoar  e escrever profissionalmente.
prefiro ficar por aqui, dividindo com os leitores do blog os meus pensamentos, o resultado das minhas observações do mundo, da vida e das pessoas e, principalmente, de mim mesma.
Escrevendo me desnudo, mostro quem sou, o que sinto, o que penso, como vejo o mundo que me cerca. 
Escrevendo vou deixando a minha opinião, sugestão, reflexão!
Escrever é meu jeito muito pessoal de ajudar a quem precisa, pois minhas palavras soltas ou misturadas tratam temas cotidianos e por vezes são lidas exatamente por quem precisa delas.
Escrevendo presto homenagens, dissemino amizades, conto casos, brinco com a rima, a repetição e a aliteração.
Escrevendo elogio, critico, chamo à responsabilidade, incentivo o pensamento, a discussão sadia, a reflexão, especialmente a minha!
E assim eu vou embaralhando letras, formando palavras, dando novo sentido para algumas, invetando outras. E brincando com as palavras vou dizendo a que vim, dando pitaco, metendo o dedo nas feridas ou tratando outras, fazendo-as fechar e cicatrizar de vez.
Ah, adoro escrever! E se assim não fosse enlouqueceria, pois minha mente fervilha, meus pensamentos pedem passagem, minha imaginação é fértil e minha observação é quase sem limites.
Então traduzo tudo isso em textos, nem sempre compreendidos, nem sempre compartilhados, mas que sempre representam o pulsar da minha alma, pensamentos meus que divido com vocês!
E escrevendo eu vou seguindo! E escrevendo vou mantendo-me ocupada. Ee escrevendo não sinto solidão, nem tédio, nem vazio. Escrever é minha arte!
Maria Conceição de Aguiar

E SE...

Quantas vezes nos fazemos este questionamento: E se...Normalmente depois de termos vivenciado algo, falado, feito, ouvido, assistido. Enfim, geralmente, depois!
Então a gente começa a lembrar, pensar e se perguntar:
E se naquele dia eu tivesse ficado em casa? Ou, e se eu tivesse saído com meus amigos....
E se eu não tivesse me deixado enfurecer e falado tantas sandices....E se eu tivesse dado a resposta certa, mortífera, dolorosa.
E se eu houvesse me calado? E se tivesse gritado mais alto?
E se eu fosse àquele encontro? E se eu aceitasse o seu convite? E se dançássemos juntos?
E se te pedisse para ficar? E se te mandasse embora?
E se eu saísse sem olhar para trás? E se partisse para não mais voltar?
E se tivesse escolhido outra profissão? E se estudasse literatura?
E se pensasse menos e agisse mais?
E se eu tivesse escolhido outro amor, outro marido, outra vida?
E se...
Então, não sei! Quem saberá essas respostas? Vamos vivendo e experimentando, fazendo escolhas, optando.
Não dá pra ser tudo, ter tudo, fazer tudo, amar a todos. Não dá!
Daí escolhemos e depois vemos as consequências e arcamos com elas. E quando percebemos que fizemos escolhas erradas, equivocadas, ficamos meio sem noção, sem norte, sem rumo...E se!
E quando essas escolhas, apesar de não estarem totalmente erradas deixam-nos confusos, sem a certeza de que era esse o caminho a seguir, então começamos o questionamento: E se...
Mas a resposta jamais saberemos. mesmo que demos um passo atrás, que tentemos um recomeço, um novo ponto de partida, mesmo que nos demos uma nova chance, uma outra oportunidade parecida com a anterior, ainda assim, jamais será a mesma coisa.
Porque o que passou não volta. Os momentos são únicos. O mundo evolui rapidamente, o tempo não espera por ninguém, as pessoas mudam.
Portanto, o que foi ou o que poderia ter sido, passou. Não dá pra reverter. E o que virá também assim será. Podemos pensar nas várias possibilidades mas teremos que optar, escolher, elencar prioridades para aquele momento da nossa vida. E depois novamente perguntar-se...e se...!

Maria Conceição de Aguiar

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

EU VOU!

Eu vou vivendo, aprendendo, revivendo, renascendo.
Eu vou em frente enfrentando alguns obstáculos, contornando outros e até ignorando alguns.
Eu vou amando, conquistando, descobrindo, reinventando.
Eu vou seguindo!
Eu vou observando tudo, todos, a mim mesma.
Eu vou mudando, adaptando-me, amadurecendo.
Eu vou treinando, praticando, tropeçando, levantando, sorrindo.
Eu vou em linha reta ou por muitas curvas, depende da situação, do momento, do meu humor.
Eu vou caminhando, pedalando, dirigindo, perdendo o leme, consultando a bússola e voltando ao rumo.
Eu vou em frente sem mágoas nem rancores, apenas alguns dissabores!
Eu vou pisando firme, ou flutuando, ou então lentamente, mas nunca pisando em ovos.
Eu vou me admirando, corrigindo, enfeitando, amando-me!
Eu vou sem medo ou com ele, mas sempre vou!
Eu vou com fé e esperança.
Eu vou vivendo um dia de cada vez, ou um ano em um mês.
Eu vou intensamente, ou mansamente, mas vou!
Eu vou em frente, por vezes uma paradinha, uma olhada para trás e então recomeço a jornada, em frente.
Eu vou até onde Deus me permitir, até haver vida em mim, enquanto houver amor para compartilhar, sementes para cultivar e frutos para colher. 
Eu vou até o fim!
Maria  Conceição de Aguiar

CONFORTO

"Ela está no fim, precisa apenas de conforto", disse o médico. Mãe e filha se entreolharam, saíram de lá em silêncio. Não conseguem ainda conversar sobre o assunto.
Há alguns anos a mãe foi diagnosticada com uma doença grave. Tratou-se, voltou à vida normal e quando pensou estar curada vem o diagnóstico contrário: A doença espalhou-se rapidamente, não há mais o que ser feito a não ser proporcionar-lhe conforto com medicamentos paliativos, vida regrada, amor e carinho.
E a filha, aos 18 anos, sente-se meio perdida, assumindo as responsabilidades da casa, sem saber direito o que fazer, como agir, o que pensar.
Ouvindo-a falar fiquei pensando, deu um nó no peito, um dó por ambas. Quanta dor estão sentindo, quantos sonhos serão roubados, quantas coisas deixarão de viver.
Já passei por isso e sei exatamente como é. Meu pai foi diagnosticado com câncer terminal quando eu também tinha 18 anos. E assim como a mãe da minha amiga, que não tem um companheiro, meu pai não tinha um amor, uma mulher, uma companheira.
E nessas horas faz falta. Porque filhos e pais dão um suporte imenso, claro, são essenciais. Mas um companheiro segurando na sua mão, secando o seu suor, ajudando-a a ir ao banheiro, no banho, a vestir-se...é diferente, faz falta sim!
Também tentamos dar ao meu pai o conforto necessário. Mas ver sua vida esvaindo-se aos poucos foi muito triste.
Então amiga, quero que saibas que essa dor que sentes agora tende a aumentar. Por vezes parecerá sufocar. Irão chorar escondidas, lamentar-se, perguntar-se o porquê. Poderão desanimar, deixar assim e depois recomeçar, levantar, reerguer-se até uma nova crise. e assim sucessivamente, até o fim! 
E depois ficará uma angústia, que se transformará em saudade, depois em lembranças. E chegará o dia em que apenas as boas lembranças ficarão, a dor passará e o porquê será entendido.
Sim, pois acredite, há um porquê, uma explicação, nem sempre lógica, nem sempre de fácil compreensão, mas há! Nada é por acaso, nada é em vão. 
portanto, aproveite este tempo que terão juntas. Beije-a, abrace-a carinhosamente, diga o quanto a ama, leve-a para passear. Seja filha, amiga, companheira, enfermeira. Faça a sua parte e terá para sempre a certeza de que fez tudo o que era possível, que deu o melhor de si, que amou e foi amada incondicionalmente! E ela irá serena, mais tranquila percebendo o quando você amadureceu, o quanto tornou-se forte. Sim, porque você já está mais adulta, forte, encorajada a ajudá-la nessa jornada. por isso dou-lhe parabéns e saiba que pode contar comigo, sempre!
Maria conceição de Aguiar
13/2/2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

SOL E LUA

O sol e a lua me atraem, seduzem-me, fazem-me viajar em pensamentos, divagar, sonhar, pensar.
Com eles aprendo várias lições. 
Aprendi que nada é impossível, que para tudo há solução, pois até eles, quando querem se encontrar, provocam um eclipse.
Aprendi que um desperta e o outro acalma, dependendo de cada pessoa. Há os que despertam com o sol, outros com a lua. E há àqueles que se aquietam ao nascer do sol ou ao surgir da lua.
Aprendi que tudo tem seu tempo, tudo vem no tempo certo, que não temos tempo para perder, que tempo passado não volta e tempo futuro é incerto.
A lua me mostra que não há escuridão total, ela está lá, brilhando, iluminando, renovando. Com ela também aprendi a entender as fases da vida. Minguante, crescente, nova e cheia. Isso mesmo, fases da vida!
O sol me mostra que estou viva, reforça minha energia, revitaliza.
E com o sol e a lua vou vivendo, revivendo, renascendo, repensando, refazendo, recompondo forças, revitalizando meus dias e noites, minha vida, meu pensar, meu agir e sentir.
Com eles percebi que a vida passa rápido demais, o tempo não para, que o mundo não gira ao redor de mim nem de ninguém, que estamos todos no mesmo plano, independente das diferenças.
Com essa dupla fui aceitando melhor minhas fases, as mudanças, as perdas, os ganhos.
Porque assim é! Tudo é rápido demais! Ciclos que precisam ser vividos, encarados, enfrentados, saboreados!
Então não perco tempo, mas também não me apresso. Tudo a seu tempo!

Maria Conceição de Aguiar

OLHARES

Vocês tem se encontrado para conversar, bater papo, trocar ideias. Sempre que se encontram a conversa rola solta, papo bom, descontraído. E ai?
E o que acontece quando seus olhares se cruzam? Ou quando olham na mesma direção?
Caso dê um frio na barriga, uma sensação de paz ou de fogo, caso os olhos percebam admiração, carinho, ternura, beleza interna e externa, caso os olhos brilhem...sigam em frente, vale a pena.
Mas, se ao contrário, os olhos tendem a desviar um do outro, os olhares nada dizem, são mudos ou silenciosos, desistam.
Porque o olhar é o primeiro passo, o primeiro sinal, a primeira demonstração do que estamos sentindo.
Quando olhamos alguém de verdade, podemos enxergar sua aura e sua alma, sua mente!
Quando olhamos pra valer deixamos transparecer nossos mais profundos sentimentos, nossas verdades, nosso íntimo. Porque raras pessoas conseguem mentir com o olhar.
Olhos nos olhos! Sensação que pode extasiar ou esvaziar um encontro. Olhares que se cruzam, admiram, conversam sem nada falar!
E a partir dai começam a olhar na mesma direção.
Todo encontro começa com um olhar. Toda paixão inicia pelos olhos. O melhor contato, o primeiro, o mais importante, o que marcará, deixará lembranças.
E se assim não for, melhor deixar pra lá. E se os olhos não se comunicarem, se ao olhar não conseguirem enxergar, bola pra frente, porque não valerá a pena insistir.
Então olhem, observem, namorem com os olhos, troquem olhares e vejam o que sentem e, principalmente, se vale a pena continuar se encontrando!

Maria conceição de Aguiar
12/2/2014

ESTAGIÁRIOS

Para tornar-se um profissional apenas a teoria não basta, é preciso praticar a profissão, observar, perguntar, experimentar, aprender na ação. Então lá vem o estágio!
Ao longo da minha vida já fui estagiária e já convivi com vários estagiários das mais diversas formações.
A maioria deles chega cheio de expectativa, achando que sabe tudo, basta colocar em prática. Ledo engano.
No dia a dia do trabalho, nas repartições públicas ou nas empresas privadas, o estagiário começa como aprendiz, lá do comecinho, fazendo os trabalhos considerados até banais, repetitivos, por vezes, enfadonho.
Muitos desistem no meio do caminho, do estágio ou até mesmo da profissão escolhida.
Mas há os que persistem, descobrem-se no estágio e começam a aprender pra valer, levando a sério, inovando, trazendo novo gás aos trabalhos diários.
Esses crescem, têm diferencial e, na maioria das vezes, saem do estágio prontos para o mercado de trabalho.
Mas, observadora como sou e convivente com estagiários no meu local de trabalho, encontro todos os tipos, principalmente de estagiárias.
Tem a ciumenta, a sabe-tudo, a polivalente, a reclamona, a sorridente! às vezes aparece a emburrada, a tagarela, a multimídia, a popular, a divertida.
E com os meninos não é diferente. Têm de todos os perfis.
Particularmente, divirto-me com essa turminha. Muitos chamo de pupilos, tenho paciência para ensinar o trabalho, mas cobro a aprendizagem.
Na verdade, as meninas e meninos que trabalham conosco, aprendendo a profissão, misturando a teoria à prática, são especiais.
Cativam-me cada qual com seu jeito, estilo, maneira de ser, falar e pensar.
E olhem, fazem a diferença. Sem eles nosso trabalho levaria bem mais tempo para ser concluído, nossas tardes seriam mais silenciosas, mas mais atarefadas, menos alegres. Com eles rejuvenescemos, e, mais do que ensinamos, aprendemos!
É isso, compartilhamos conhecimentos. Portanto, este é um texto de agradecimento aos estagiários que diariamente fazem parte da minha rotina de trabalho. Adoro vocês!

Maria Conceição de Aguiar
12/2/2014

EU QUERO

Eu quero cada vez mais sentir prazer nas pequenas coisas, nos sabores da vida.
Eu quero a serenidade misturada com a avalanche, a quietude embaralhada com a insensatez. 
Eu quero a paz de um amor verdadeiro, recheado de sentimentos bons, marcado pelo prazer da conquista diária, da convivência harmoniosa, da sinceridade, da lealdade.
Eu quero meus filhos cada vez mais fortes, sábios nas suas decisões, mas caso as errem que saibam reconhecer e dar um passo atrás.
Eu quero minha família cada vez mais próxima, unida, um por todos e todos por um.
Eu quero sentimentos verdadeiros, quero pessoas sem máscaras, quero a verdade sempre.
Eu quero continuar me expondo, mostrando-me exatamente como sou, com minhas virtudes e meus defeitos, meus acertos e meus tropeços.
Eu quero amigos leais, com os quais sei que posso contar e que sabem que estarei sempre por perto, mesmo longe.
Eu quero sentir o sol, o vento, a brisa da manhã. a água do mar, da cachoeira, da vida.
Eu quero saber que não preciso de limites, que sei até onde posso ir e quando recuar, caso necessário.
Eu quero ser amada pelo que que sou, por quem sou!
Eu quero cada vez mais aceitar o oposto, o diferente, os pensamentos desiguais, os gostos diferenciados.
Eu quero não julgar, simplesmente aceitar cada um como é.
Eu quero viver num mundo real, mas de onde possa, vez por outra, dar uma escapadinha e viver uma fantasia, realizar um sonho, fazer uma coisa nova.
Aliás, eu quero a novidade de um novo sorriso, um novo gosto, um novo cheiro, um novo gesto.
Eu quero portas escancaradas, janelas abertas, coração livre de mágoas ou ressentimentos.
Eu quero crer que tudo tem um porquê e que ninguém passa na nossa vida por acaso, assim como nada acontece sem um propósito.
Eu quero a alma serena, o coração transbordando, a cabeça fervilhando de novas ideias, novos projetos, novos sonhos.
Eu quero a sabedoria para discernir, optar, decidir.
Eu quero!

Maria Conceição de Aguiar

O JARDINEIRO...PARTE 3

E hoje decidi visitar a obra, olhar e observar. como toda obra está atrasada, fora do prazo. Chegaram as gramas e em breve chegarão as plantas.
Mas até lá o jardineiro sem jardim continua vagando solitário por entre os peões da construção, pelos canteiros revirados, cheios de barro, pelos corredores, inerte, como já habituado a essa situação.
Já nem chama atenção. Já não faz diferença. tornou-se invisível.
Triste sina tornar-se invisível aos passantes, aos demais. Triste espera, longa, desgastante.
Ms ele, o jardineiro, parece ter-se habituado.
Recolhe-se mais e mais a sua invisibilidade. Uns poucos dão-lhe uma fala, bom dia, boa tarde.
Mas, a grama nova já está lá, amontoada, esperando ser plantada para então ele voltar a cultivá-la.
Observando penso no que pode estar sentindo. Não sei, não consigo adivinhar.
O jardineiro sem jardim acostumou-se ao marasmo do nada por fazer, do esperar pacientemente.
Mas observando melhor percebo um semblante triste, acabrunhado por ter que cumprir horas de trabalho sem trabalho. Como se o tempo tivesse parado, como se ele houvesse parado no tempo.
Difícil entender, difícil avaliar, analisar, julgar.
Espero que em breve o novo jardim esteja pronto e o velho jardineiro recupere o ânimo, a vontade de trabalhar, a habilidade em manter a grama verde, as flores viçosas, as plantas bem cuidadas.
Espero que a apatia que agora o assola torne-se sombras do passado e ele, com o jardim novo, renove-se na arte de exercer seu ofício com esmero, vontade e apreço.
Mas, por enquanto, continua vagando imune a tudo e a todos, como um fantasma que já ninguém vê, que nem mesmo assombra.
Pois é, essa história ainda vai render. Vou continuar acompanhando e compartilhando com vocês a história do jardineiro sem jardim!

Maria Conceição de Aguiar
11/2/2014

EU DEVO

Eu devo crer que tudo sempre tem solução.
Eu devo aceitar o que a vida me oferece de bom!
Eu devo tirar lições das pancadas e mazelas, dos tropeços.
Eu devo aprender mais e mais a perdoar, relevar, deixar pra lá...
Eu devo tornar-me um ser humano melhor a cada dia.
Eu devo ao menos tentar!
Eu devo ter coragem para seguir em frente, enfrentando o mundo de cabeça erguida!
Eu devo fortalecer a minha fé e aprender a confiar.
Eu devo semear sem pensar na colheita, mas sempre regando, cultivando, cuidando.
Eu devo cuidar mais de mim, prestar mais atenção aos sinais do meu corpo, aos alertas da minha mente, às batidas do meu coração.
Eu devo cuidar mais daqueles a quem amo, dar-lhes a devida atenção, meu ombro amigo, meu olhar carinhoso, minha censura quando necessário.
Eu devo aprender que cada dia é um novo dia, cheio de novas oportunidades.
Eu devo entender que o tempo não para, não volta, não espera.
Eu devo confiar!
Eu devo amar incondicionalmente!
Eu devo aceitar a mão estendida, o abraço apertado, a palavra amiga
Eu devo aceitar o amor em todas as suas formas...
Eu devo ser feliz e fazer feliz àqueles que me rodeiam.
Eu devo cuidar mais da vida, da minha vida, sem me preocupar com o julgamento alheio.
Eu devo entender que nenhum dia é igual ao outro, nenhuma pessoa é igual a outra, respeitando as diferenças.
Eu devo amar e ser amada e assim ser feliz na minha caminhada!

Maria Conceição de Aguiar
11/2/2013