segunda-feira, 21 de outubro de 2013

NOSTALGIA

Hoje é um daqueles dias em que deixo a nostalgia tomar conta de mim, por algumas horas apenas, claro!
E então as lembranças vem à tona com tanta força, com tamanha intensidade, bate saudade.
Saudade da criança que fui, que gostava de brincar de boneca, de casinha, mas já tinha tantas responsabilidades. Sempre pensante, desafiadora, sempre querendo entender o porquê de tudo.
Saudade dos tempos de escola, dos colegas, dos professores que contribuíram para que eu me tornasse ainda mais pensante, instigante, escrevedora.
Saudades de mim adolescente, alta e magra, bonitinha até. E, principalmente das amigas daquela época, as primeiras, com quem eu me identificava, ou não, mas éramos amigas, pra todas as horas. O primeiro namorado, noivado, casamento.
Saudade dos filhos pequenos, crescendo, descobrindo o mundo. "Manhê......." Saudades!
Da faculdade, dos amigos da vida adulta, das reuniões de família, das festas do interior, do gosto de ensinar, lecionar, interagir com meus alunos.
Do jornalismo, da assessoria, da atuação política, dos textos, das matérias, dos artigos.
Saudades!
O tempo passa tão rápido, mudamos, evoluímos, crescemos literalmente.
E de repente começamos a nos afastar. O tempo é curto, a vida é rápida, as atividades são muitas. E de repente quase não visitamos os parentes, os amigos, a família torna-se muito restrita.
Os amores vem e vão. Os amigos vem e vão. Os sonhos vem e vão. As prioridades mudam, as necessidades mudam.
E a tecnologia hoje facilita o contato virtual, impessoal. Mas faltam abraços, aconchego, conversas, bate papo descontraído. Falta intensidade, falta cumplicidade.
E de repente tudo torna-se efêmero, passageiro, demodê, fácil e difícil ao mesmo tempo, complexo.
E nessas horas de nostalgia ouço Titãs, Paralamas, Engenheiros e tantos outros que marcaram momentos importantes da minha vida.
E nessa sessão de nostalgia fico pensando nas conquistas que ensejaram renúncias, nas derrotas que deram lugar a recomeços, nas tristezas que trouxeram lições importantes, nas alegrias que jamais esquecerei.
E nessa nostalgia penso e lembro de pessoas, lugares, canções, momentos eternizados em minha memória.
O tempo não para, nem volta. nem eu gostaria que assim fosse. Mas,de vez em quando, gosto de relembrar, reviver, olhar para trás e ver que valeu a pena, que a vida sempre vale a pena. E que, apesar da distância física, as pessoas que amo permanecem em meu coração. Vivos ou mortos, longe ou perto, com ou sem contato, Amo meus filhos, meus netos, minhas tias, meus tios, minha primalhada toda, meu irmão, meus sobrinhos, meus primos, meus avós, meu pai.
E de resto é resto. Para o resto costumo parafrasear o poeta e dizer: "Eles passarão e eu passarinho!"

Maria Conceição de Aguiar

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