Aqui neste blog me exponho, mostro meus medos e minhas fraquezas, minhas conquistas e minhas alegrias. E fora daqui sou igual, transparente, exposta.
Há muito deixei de me importar com a opinião alheia. Não faço nada do que possa me envergonhar, ao contrário, orgulho-me de ter sentimentos fortes, verdadeiros, de ser autêntica, de viver e deixar florescer a vida em mim e nos outros.
Por vezes me criticam ou questionam,"porque falar sobre isso ou aquilo? Ninguém tem nada com isso!" Pois é, ninguém tem nada com isso. Mas não sei viver de outro jeito, não sei ser de outra forma, não sei ser falsa, a mentira me incomoda, o teatro da boa convivência me irrita.
Com os anos aprendi a ser mais tolerante, mais compreensiva, saber que nem tudo deve ser do jeito que acho que deva ser, que as pessoas são livres para decidirem o que fazer das suas vidas, como viver, a quem amar, enfim, já não faço julgamentos. Cada um no seu quadrado!
Então não aceito a hipocrisia, a falsidade, o puxa-saco nem o puxa-tapete.
Claro que para viver em sociedade é preciso buscar a harmonia. E a convivência pacífica e harmônica passa pelo diálogo, pela conversa franca, pela tolerância aos pequenos erros, pela aceitação das pessoas como elas são. Mas nunca pela farsa, pela mentira, pela inveja ou pelo egoísmo do 'primeiro eu'.
Então prefiro ser transparente. Quando alguém me magoa, perdoo, relevo, deixo pra lá. Aprendi a ver sempre o lado bom das pessoas, das coisas, dos acontecimentos.
Mas isso não quer dizer que tenha sangue de barata. Ao contrário, deixo bem claro o que me desagrada, compro briga pelo bem comum, pelas garantias constitucionais a todos, indistintamente.
E, vez por outra, quando realmente não consigo gostar de alguém, prefiro afastar-me, manter distância, ignorar.
E ignorar é meu modo de fazer entender que fiz o possível para cativá-lo ou, para ser cativado por esta ou aquela pessoa, mas, como não conseguimos, como nossas energias não entraram em sintonia, melhor ignorar!
E assim eu sou! Transparente. Brigo por gente, gosto de gente que se expõe, que não tem medo de viver, ou se tem, enfrenta-o e segue adiante. Gosto da vida, gosto do que me faz bem e cultivo o que me faz bem. O resto é resto e eu não preciso de restos.
Portanto, antes de me perguntar algo tenha certeza de que quer ouvir minha resposta, ela será sincera. Antes de pedir minha opinião esteja certo que a quer, ela poderá desagradá-lo. Mas, se quiser a minha amizade e se desejar ser meu amigo, saiba que poderá contar comigo sempre, porque sou parceira, sou leal e fiel, sou real. Sou Maria Conceição de Aguiar!

Maria, esse texto me fez lembrar nossa conversa inbox. Admiro sua coragem e sua maneira de ser espontânea. Acho que todo escritor e poeta é um pouco assim: fala da alma. Por isso, gosto de seus textos. Bjok.
ResponderExcluirObrigada Fátima, e sou exatamente assim, transparente. Não me considero escritora nem poeta, apenas alguém que gosta de brincar com as palavras e transformá-las em textos, mas, de fato, falo da alma!
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