domingo, 30 de junho de 2013

NOVA ETAPA

E o Brasil acordou, e os brasileiros entenderam que era hora de agir e dar início a uma caminhada rumo à democracia verdadeira, ampla, abrangendo todos os setores, todas as camadas sociais, todos os cidadãos. 
Então fomos às ruas, protestamos, reivindicamos e o país começou a mudar.
Agora é hora de dar início a uma nova etapa. A era da reconstrução. O país está caótico em todos os setores, por isso clamamos por mudanças. Então é chegado o momento de ação concreta. Mais do que reivindicar, é preciso agir, unir forças para que as mudanças realmente aconteçam.
Reforma política sim, mas não feita às pressas, sem preparo. Há de se ouvir o clamor das ruas e investir na reorganização do país com cuidado, sabedoria e discernimento.
Reformar a política tem que, obrigatoriamente, passar pela diminuição do número de vereadores, deputados e senadores. Tem que, inevitavelmente, passar pelo fim das mordomias e regalias a que eles têm direito. E, principalmente, melhorar as condições de vida da população brasileira, tão sobrecarregada de impostos, sem nenhum retorno.
Queremos política clara, jogo aberto, limpo. Queremos políticos honestos, comprometidos com os direitos coletivos, com as necessidades da população a qual representam. Queremos um país mais justo e igualitário para todos.
Vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente não são melhores que ninguém. São pessoas comuns investidas no poder pelo voto da sociedade. Portanto, têm que honrar esse voto e agir pelo bem comum.
Agora a nova etapa passa pela reorganização. Não podemos mais admitir tamanho desperdício do dinheiro público, oriundo dos nossos impostos, com mordomias, com prédios públicos monumentais mas nada funcionais, com viagens, diárias, carros, celulares, assessores e tantos outros gastos desnecessários. Entendo que essa deva ser a nossa luta agora. Diminuição dos impostos, reestruturação política e melhor distribuição e aplicação dos recursos nacionais.
Chega de bolsas, de vales, de esmolas, de pão e circo. Há que se investir em educação, saúde, segurança, geração de emprego e renda. Há que se corrigir erros e exageros e tornar nosso país verdadeiramente um motivo de orgulho aos brasileiros. 
Então, agora que o povo já mostrou que a união de fato faz a força, é hora de dar continuidade partindo para a próxima etapa. Justiça, igualdade de condições, mudanças!
Sou brasileira, sou nacionalista e quero cada vez mais me orgulhar do meu país! Então vamos nos preparar para as eleições do próximo ano. Não mais nos deixemos enganar, ludibriar, encantar. Acordamos e isso é sensacional! E que esse movimento de libertação se reflita nas urnas em 2014!
Maria Conceição de Aguiar
30/6/2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

PERDÃO, SINTO MUITO, TE AMO, SOU GRATA...

Não gosto de ser magoada, também não gosto de magoar. Quando me ofendem, desrespeitam meus direitos, acusam-me de coisas que não fiz ou simplesmente me machucam, fico mal, triste e respondo como sei, com palavras escritas.
Normalmente, essas palavras também ferem, machucam, magoam e então também fico mal, triste.
Enfim, sou do bem, sou de bem. Não gosto de picuinhas, não gosto de reticências. Prefiro resolver tudo na paz, mas, se for preciso, entro na briga.
Não sou melhor nem pior que ninguém. Posso ser diferente de muitos, apenas diferente. Erro muito, mas sou consciente dos meus erros, das minhas falhas, das minhas limitações. Então, quando machuco alguém, normalmente volto atrás. Quando cometo um erro, peço desculpas, perdão. 
Perdão por todas as vezes que reclamei do que me faltava, mesmo tendo tando a agradecer. Perdão por ser tão racional e não agir sempre emocionalmente. Perdão por julgar e as vezes até condenar!
Sinto muito pelas vezes que ofendi, magoei, fiz chorar. Sinto muito pelas vezes que proferi palavras insanas, que blasfemei, que fui soberba. Sinto muito pelas vezes que não percebi que alguém precisava de mim, do meu apoio, do meu carinho, da minha atenção.
Amo a Deus, amo meus filhos e netos, amo a minha família. Amo os meus amigos, a minha vida, o meu trabalho, a minha casa, as minhas coisas. Amo a mim mesma e amo a vida!
Sou grata a tantas pessoas que têm me ajudado ao longo da minha vida. Sou grata a Deus por estar sempre comigo. Sou grata a todos que passaram pela minha vida e deixaram alguma lição, ninguém passou em vão. Sou grata aos que se foram e aos que ficaram. Sou grata por cada conquista, cada vitória, cada desafio, cada obstáculo, cada chance de recomeço.
Perdão, sinto muito, te amo, sou grata!

Maria Conceição de Aguiar
27/6/2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

DEMOCRACIA

Nasci e cresci no período da ditadura militar. 
Leitora, pensadora, observadora e democrática por natureza, jamais me conformei com isso.
Claro que considero a democracia a maior de todas as conquistas. E sei que essa passa pelo voto direto e secreto, pelo pluripartidarismo, pelas diferenças e, principalmente pela liberdade de expressão, de escolha e de opções.
Então, nem me ocorre a ideia de voltarmos a viver em tempos de ditadura. Não é isso que queremos.
Aliás, o povo nas ruas demonstra exatamente o que queremos. Mais liberdade de escolha, mais possibilidades de opinar, mais direitos, mais qualidade de vida!
Mas há os que tentam deturpar o movimento, achando que estamos passando da democracia para a anarquia. Não concordo.
No entanto, concordo que as mudanças reais só vão acontecer quando soubermos votar. Na hora da eleição dizemos que falta opção, os candidatos são sempre os mesmos, então deixemos como está. Não dá mais, não pode mais ser assim. 
Mas para que essas mudanças aconteçam na prática, é preciso, necessário e urgente a reforma política. Vereador, deputado, senador não pode ser profissão. Estão ali para legislar a favor daqueles que os elegeram, ou daqueles a quem representam, o povo brasileiro. Então,não podem ter tantas mordomias como diárias exorbitantes, carros e celulares pagos por nós, auxílio isso, auxílio aquilo, além dos altos salários, fórum privilegiado, enfim.
É preciso rever isso, a começar pela qualificação. Deveriam ter o mínimo de conhecimento em leis, em uso do dinheiro público, em cidadania.
É fácil se deixar corromper pelo poder dos cargos eletivos. As mordomias são tantas, as vantagens são imensas.
Difícil mudar o que está enraizado. Difícil sim, mas possível. Basta continuarmos unidos, empenhados em promover as mudanças que o país precisa. O que é público é de todos, deve ser usado para o bem comum e não em benefício de uns poucos que detém o poder! Poder esse outorgado por nós que os elegemos.
Basta de discursos vazios, basta de desperdícios, basta de corrupção, basta!
Não queremos nenhum golpe, queremos respeito. Lutamos por mais democracia e não pelo fim dela. Queremos ser tratados com dignidade, independente da classe, posição, profissão, opção sexual. Queremos respeito! Queremos um Brasil para os brasileiros!

Maria Conceição de Aguiar
21/6/2013

VANDALISMO

Sinto-me orgulhosa em ver o povo nas ruas, bradando contra a corrupção, pelo fim da impunidade, por melhores condições de vida para todos.
O movimento, mesmo meio difuso é legítimo, pois está pautado na democracia, na liberdade de expressão, na força da população.
Entretanto, há de se lamentar que, em meio aos manifestantes, vândalos se aproveitem para saquear, depredar, agredir, furtar, enfim aterrorizar e assim enfraquecer o movimento.
A esses que se aproveitam de um momento tão importante, em que o povo se une para reagir, protestando de maneira pacífica e ordeira, para destruir tudo o que encontram pela frente, meu repúdio.
Estas pessoas são as que de fasto não tem causa, não tem razão, não merecem participar. Sou favorável aos que sugeriram que, quando virem alguém depredando, saqueando, agindo de maneira hostil, que os demais sentem-se de mãos dadas, sem que se misturem.
Sou a favor da democracia, da organização social, das lutas desarmadas. Mas sempre com respeito, com honestidade, com discernimento. Nada de depredar bens públicos, apedrejar, arrombar, saquear. Também não concordo em desrespeitar os símbolos da nação como rasgar a bandeira ou cantar o hino nacional de costas.
Tudo tem que ser feito com respaldo ético. Com respeito, com inteligência. Senão vira caos, anarquia e as causas viram fumaça.
Quanto a organização social que os brasileiros têm demonstrado nos últimos dias, merece parabéns!
E os vândalos, os aproveitados da situação, estes, a minoria, merecem sim a punição da polícia e da justiça.
Queremos um Brasil melhor para todos, com maior igualdade de condições, onde as diferenças sejam amenizadas pela recíproca dos serviços públicos, sustentados pelos nossos impostos. Queremos a dignidade humana, um país bonito em toda a sua plenitude.
E não ao vandalismo, seja de que maneira for!

Maria Conceição de Aguiar
21/6/2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

IDEOLOGIA X RADICALISMO

E o Brasil está se mobilizando. Povo saindo às ruas, reivindicando seus direitos, clamando por respeito, exercendo a cidadania.
Muito tenho ouvido falar sobre essas manifestações. Ouço pessoas ideológicas, antenadas, protestando , exigindo saúde, educação, segurança, dizendo não as PECs 33 e 37, ao aumento abusivo das tarifas, dos impostos, das taxas. Exigindo o fim da corrupção.
Também convivo com outros mais radicais que acham que são um bando de vândalos, rebeldes sem causa, ou melhor, que de repente tudo virou causa. Chamam-nos de abobados e vagabundos.
Enfim, a verdade é que a sociedade está reagindo. As causas podem ser muitas, porque as necessidades por que passamos são muitas. Vivemos em tempos de crise, disfarçada pelos números apresentados.
Mas sentimos diariamente a negligência com que somos tratados. Somos cidadãos brasileiros e merecemos muito mais do nosso país.
Elegemos governantes para que nos representem e não queremos mais vê-los emporcalhando o poder que lhes demos.
Talvez essas manifestações deem pouco resultado. Pode ser que daqui a pouco tudo volte ao normal, as pessoas se acalmem e novamente voltem a dormir em berço esplêndido. Mas, por enquanto, quero acreditar que vamos conseguir mudar sim, talvez não tudo, talvez nem muito, mas certamente mudanças virão.
Ideologia e radicalismo são quase uníssonos, podem caminhar juntos, porque ao defender nossos ideais tendemos a ser radicais e não permitir interferências, bem como ao pensarmos radicalmente, com convicção firmada em determinada verdade, aquilo torna-se meu ideal e não aceito o do outro.
Mas há de se ter respeito acima de tudo. Respeito as divergências, as convicções, as esperanças. Há de se entender até onde vai a sua liberdade e em que ponto começa a do outro.
Não podemos ser como Gabriela ''eu nasci assim e cresci assim, vou ser sempre assim..."; nem tão pouco como no mundo de Alice em que tudo é maravilhoso, doce, perfeito. 
Quanto a mim, "prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Portanto, aceito a verdade do outro, dou um passo atrás, pondero, reconsidero. Minha opinião sobre os temas do mundo mudam porque evoluo. Mas quero e exijo respeito assim como faço!
Então, que cada um abrace a sua bandeira, a sua causa, expresse a sua reivindicação e viva a democracia e, principalmente, a liberdade de expressão!
parabéns aos que estão nas ruas, pacificamente buscando um país melhor e mais justo para todos. Utopia? Talvez seja, mas temos que acreditar! temos que participar, ou, no mínimo respeitar!

Maria Conceição de Aguiar
202/6/2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

O TEMPO

Já li e já escrevi muito sobre o tempo. Por vezes nosso aliado, conspirando a nosso favor, ajudando, fortalecendo-nos. Outras, nosso inimigo, implacável, passa rápido demais sem que nos apercebamos, já foi...
Agora vejo o povo nas ruas, clamando por direitos que nos são assegurados na constituição, mas que na prática não os temos.
Vivemos num tempo em que tudo é precário, obsoleto, enganador. Nosso país chegou ao caos em falta de qualidade nos serviços que deveriam ser prestados ao cidadão, que são seus direitos fundamentais.
Queremos escolas de qualidade, com profissionais capacitados, educação formal que dê suporte à profissionalização, que encaminhe ao empreendedorismo, ao mercado de trabalho. Queremos saúde como primordial, com hospitais públicos capazes de atender as necessidades de toda a população. Queremos segurança para que possamos desfrutar com tranquilidade da nossa liberdade de ir e vir. Queremos cultura, prática desportiva, desenvolvimento de talentos.
Queremos emprego, trabalho e remuneração digna. Queremos um Brasil melhor, com igualdade de condições, com menos disparidades sociais. Queremos dignidade!
Talvez tenhamos demorado muito tempo para acordar, reivindicar, protestar. Durante anos fomos sendo absorvidos pelo sistema, deixando-nos levar e quando demos por nós, o caos estava criado.

Câmaras e Assembleias Legislativas, Congresso Nacional, Palácios dos Governos, tudo virou fonte de ostentação, esbanjamento de dinheiro público. Jã não nos sentimos em casa nesses lugares que deveriam ser a ' casa do povo'. Sentimo-nos intrusos, excluídos. E tudo às nossas expensas. 
Ms fomos nos acomodando, deixando as coisas atingirem esse patamar insustentável. E chegamos a 2013 nos dando conta de que nossos impostos, que não são poucos, estão sendo investidos de maneira tão inconsciente, mesmo insana. 

Hoje temos estádios de primeiro mundo, mas falta leito nos hospitais, vagas nas escolas, comida na mesa. Vemos nossos governantes desfilando em jatos particulares, pagos por nós, mas não temos transporte público de qualidade, nem suficiente e ainda com tarifas absurdas.
Talvez tenhamos esperado muito tempo. Talvez não dê para reverter o desperdício feito até aqui, o desmando, o descaso para com a população. 
Mas sempre é tempo, e neste momento o tempo conspira a nosso favor. A união de esforços, as reivindicações baseadas na realidade brasileira, os protestos pacíficos e a nossa vontade de dar um basta nos fortalece, dá-nos o tempo que precisamos, recupera aquele perdido.
Pode ser tarde para algumas ações, mas todo começo de mudança já é uma vitória. E a população unida sempre tende a ser vitoriosa, desde que saiba exatamente por que lutar, por que reivindicar,o que deseja para si e para os demais.
Que bom ver meu país acordando, exigindo o fim da corrupção, do esbanjamento com o dinheiro público. Que felicidade ver a população saindo às ruas, exigindo seus direitos, exigindo mais qualidade de vida para todos.
Não queremos bolsas, vales nem esmolas. Queremos dignidade humana e esta passa pela educação, saúde, profissionalização, moradia, emprego e renda. Queremos um Brasil melhor  e mais justo para todos e, para isso, sempre é tempo! Então, continuemos com as revindicações de forma pacífica, sem agressões, sem desrespeito, sem virar as costas para nossa bandeira ou para o hino nacional. Pacíficas mas coerentes, fortes e firmes no propósito maior de todos os brasileiros. Chega de desmandos!

Maria Conceição de Aguiar
18/6/2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

VINTE CENTAVOS


Tudo começou por um protesto contra os vinte centavos de aumento na passagem de ônibus em São Paulo. Era o estopim que faltava para que o povo saísse às ruas clamando por seus direitos.
E hoje os noticiários mostram o pais quase que em sua totalidade mobilizado contra todos os abusos.
Somos um país rico, feito de pessoas de bem, trabalhadores que não querem pão e circo. Queremos nossos direitos. E é por isso que milhares de brasileiros estão nas ruas hoje, protestando, reivindicando, clamando por um Brasil melhor e mais justo.
Educação, saúde, alimentação. Não queremos bolsas, não queremos esmolas. Queremos aquilo a que temos direito. Queremos ser atendidos em hospitais públicos, postos de saúde e ambulatórios capazes de sanar nossas necessidades. Queremos escolas de excelência, com professores valorizados, empenhados com sua missão, satisfeitos com seus salários, suas condições de trabalho e com o rendimento de seus alunos. Queremos escolas profissionalizantes, que formem verdadeiramente para o mercado de trabalho. Queremos diminuição dos impostos para que mais postos de trabalho se abram. Queremos nossa mesa farta, com alimentos de qualidade, vendidos a preços justos e comprados com nossos salários. 
Queremos voz ativa, participação comunitária e, principalmente, nas decisões governamentais.
Os vinte centavos foram a força que faltava para que a população já tão escravizada, humilhada e sem perspectivas decidisse dar um basta!
Basta aos aumentos abusivos, aos impostos inconcebíveis. Basta à corrupção, aos desvios, a falta de planejamento, de prioridades.
Não precisamos de grandes estádios de futebol. precisamos investir nos esportes sim, garantir uma geração saudável pela prática desportiva, mas isso não passa por nenhuma copa.
Precisamos de saúde, educação, trabalho e renda. Nenhum país cresce baseado em esmolas, em 'vales'. 
Por algum tempo dá-se o peixe enquanto ensina-se a pescar. E assim sucessivamente. É preciso ajudar enquanto qualifica, educa, abre portas. 
Vinte centavos foi o mal necessário para que nos antenássemos do quanto somos fortes, do quanto podemos quando reunimos forças, de quão grande pode ser nossa capacidade de fazer as coisas acontecerem.
Protesto sim, protestos pacíficos, sem violência, sem agressão, sem opressão. Protestar é um direito e um dever. E que bom fazer parte de um país que acorda, que vibra, que quer fazer a mudança!
Maria Conceição de Aguiar
17/6/2013

ENXAQUECA

Só quem sofre deste mal sabe o que é ter crises de enxaqueca. De repente, do nada, ela aparece. Por vezes dá um leve sinal como uma sonolência ou visão turva. 
Entretanto, na maioria das vezes ela chega sem aviso prévio. Mas, claro, sempre tem uma causa, que quase nunca conseguimos identificar. 
Alimentos, bebidas, noites mal dormidas, cheiro forte, estresse, tensão pré-menstrual, ansiedade, enfim, as causas que desencadeiam uma crise são várias.
Há tempos sofro desse mal. Faço tratamento profilático, mas volta e meia ela aparece e me derruba. A dor é insuportável, vômito, náusea, intolerância a claridade, a ruídos e odores. São dois ou três dias insuportáveis, em que preciso correr ao PA e receber medicação venosa. 
Mas quem nunca padeceu de enxaqueca nem sabe do que estou falando. Parece coisa de outro mundo. A gente se transforma, quer ficar sozinha num canto escuro, sem forças nem ânimo para nada, até a crise passar. E quando passa, ufa, que alívio, nem parece que passei por tudo aquilo.
Tenho enxaqueca desde muito nova e, à medida que os anos foram passando, as crises foram se intensificando. E essa herança passei para minhas filhas. 
Interessante escrever sobre este assunto após sair de uma crise. Parece que foi com outra pessoa que aconteceu. Passei o domingo na cama, desesperada de dor, enjoada, vomitando cada gole d'água. Vinte e quatro horas sem comer nada, sem ver ninguém, sem atender ao telefone, sem querer sair do meu enclausuramento. Até que não aguentando mais fui ao pronto Atendimento pedir socorro. E, mesmo assim, após ter saído da crise, serão mais dois ou três dias com a cabeça leve, sem poder descuidar, tomando ainda remédios, cuidando da alimentação.
Pois é, enxaqueca só quem tem sabe. Porque é difícil explicar, mensurar e entender. Os tratamentos funcionam bem por um tempo, até que o organismo acostuma e aquele medicamento já não faz mais efeito. E assim nós, portadores de enxaqueca, seguimos experimentando novos remédios, terapias alternativas, buscando sempre evitar as crises, que sempre teimam em vir. O bom é que passa, sempre passa e fica apenas o gosto amargo na boca, a sensação daquele dia perdido, o sonho da droga ideal, que levasse esse mal embora para sempre!
maria conceição de Aguiar
17/6/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

AMOR

Acredito no amor e, principalmente na força que ele tem! O amor verdadeiro acontece quando duas almas se encontram e se descobrem, em que as afinidades tornam-se inerentes as diversidades.
O amor verdadeiro é incondicional. Quem ama quer ver o outro feliz, sempre bem. Amar é cuidar, respeitar, valorizar, partilhar, viver.
E quando amamos tornamo-nos pessoas melhores, iluminadas, felizes. Porque o amor tem o poder de nos transformar, especialmente quando correspondido e vivenciado.
Durante a vida conhecemos e experimentamos várias formas de amor. Filial, maternal ou paternal, fraternal, platônico e o amor por alguém, aquele amor especial, que transborda nossas vidas, enche-nos de inspiração e alegria de viver.
E, parafraseando o poeta, todo amor vale a pena quando a alma não é pequena. Então, respeitemos as diferenças. pode-se amar alguém mais velho ou bem mais novo, do mesmo sexo ou do sexo oposto. Tudo é questão de gosto, de preferência ou do acaso. E que casais bonitos vemos pautados nas diferenças. Misturando idades, raças, crenças, ideais. Diferenças que deixam de existir, ou, de ser importantes, quando se ama de verdade.
Então quando o amor acontece não se há de ter preconceitos ou pré-conceitos. É preciso vivê-lo em plenitude, saboreá-lo, oferecê-lo e recebê-lo sem medo, sem culpa, sem neuroses.
Porque, pensando bem, no mundo atual em que tudo é passageiro e os relacionamentos começam e terminam num piscar de olhos, encontrar o verdadeiro amor é uma dádiva, uma bênção e precisa ser valorizado.
Portanto, cuide bem do seu amor!
E para quem ama verdadeiramente, todo dia é dia dos namorados. Não é preciso presentes especiais, basta demonstrações com gestos, atitudes, valorização. Para quem ama, receber uma rosa ou uma joia tem o mesmo valor e, uma palavra de incentivo, um elogio, uma mensagem no meio do dia tem uma valor extraordinário. 
Quem ama e é amado tem todos os motivos para celebrar, para ser feliz, para sentir-se abençoado. Por isso, viva o amor!

Maria Conceição de Aguiar
11/6/2013

NAMORADOS

Dia dos namorados. Muitas comemorações, casais trocando presentes, mulheres recebendo flores e se preparando para uma noite de amor eletrizante. Casados celebrando a sós, com os filhos ou esquecendo da data. Vê-se de tudo!
E há os solteiros, como eu, que ficam meio sem ter o que fazer no dia dos namorados. Afinal, todas as opções são para os apaixonados. Promoções, dicas, postagens sempre direcionadas aos casais.
Mas há tantos que assim como eu estão sozinhos, mas não solitários! Apenas sem um par.
Mas sabem, sou uma eterna enamorada. Namoro a mim mesma, a lua, o sol, o mar, a brisa leve da manhã, o anoitecer. Namoro o tempo, as palavras, os afazeres diários.
E, de vez em quando, namoro um homem, um moço, um rapaz.
Por vezes sinto falta de um companheiro, um confidente, um amor verdadeiro. Mas não tenho predisposição para firmar um compromisso, dividir minha casa, meu banheiro, minha liberdade de ser!
Então não me sinto só. Um namoradinho aqui, outro namorico ali, sem firmar vínculos.
Algumas pessoas não compartilham dessa opinião. Querem a segurança de um relacionamento sério, um marido, um compromisso. E tem todo o direito de querer. Afinal, o ser humano não nasceu para viver sozinho, fomos criados e educados para vivermos em bandos, montar um ninho e ter um companheiro.
Mas, olhando ao meu redor, fico pensando em quantos casais vão festejar o dia dos namorados por pura obrigação. Quantos vivem de aparência, apenas tolerando-se mutuamente, em nome da boa convivência social, da família, dos bons costumes.
Não quero isso para mim. Não desejo isso para ninguém. Estamos aqui de passagem e temos por obrigação buscar a felicidade. E nossa felicidade deve ser conquistada, batalhada, independente do outro, inerente aos outros. Porque se esperarmos que o príncipe encantado chegue para nos fazer felizes para sempre, viveremos amargurados, angustiados na espera alucinante.
É preciso primeiro estar feliz consigo mesmo, para então, caso encontre o amor da sua vida, ele não venha para completá-lo e sim para transbordá-lo, somar, amar!
Amar e ser amado é bom, muito bom. É bonito e todos querem. Mas, por enquanto vou seguindo minha vida sendo feliz comigo, namorando o que me faz bem, o que me deixa feliz, eternamente enamorada!

Maria Conceição de Aguiar
11/6/2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

SUSTENTABILIDADE

Estamos comemorando a 'Semana do Meio Ambiente'. Palestras, distribuição de mudas de árvores, peças teatrais, enfim, é o tema do momento.
No Fórum de Barra Velha, onde trabalho, assistimos hoje duas palestras, ministradas pela Juíza de Direito Marcia Matzenbacher e pela doutora Regina Graciano, especialista em estudos sobre as mudanças climáticas no planeta.
Ouvi atentamente o relato de ambas. A primeira expôs com muita propriedade a necessidade e obrigatoriedade da inserção de medidas que visem a proteção e preservação ambiental por parte dos gestores públicos nos contratos e licitações. A segunda falou sobre a diversidade de opinião dos cientistas quanto a ação do homem na questão das mudanças climáticas do planeta. Apresentou estudos mostrando as duas correntes, com bastante perspicácia, incitou-nos a pensar sobre o assunto.
Bem, gostei das explanações de ambas. Entretanto, o que mais chamou a minha atenção foi a palavra sustentabilidade. Saber definir as ações e atividades do homem, suprindo as reais necessidades dos seres humanos, em sintonia com o meio ambiente. Ou seja, promover o desenvolvimento econômico e material de forma inteligente, sem agredir a natureza.
Durante séculos agimos sem essa preocupação. Apenas quando nos conscientizamos que os recursos naturais são finitos e que devem ser usados de maneira racional, começamos a nos preocupar e tentar reverter o estrago feito.
E, pensando bem, nem é tão difícil garantir a continuidade dos recursos naturais. basta que cada um faça a sua parte, reciclando o lixo, utilizando a água sabendo que é um mineral precioso, plantando árvores, não jogar resíduos nos rios e mares. Enfim, juntos podemos reverter ou recomeçar.
Mas, para viver em harmonia com a natureza, com o meio ambiente que nos cerca há de se ter educação. Educação ambiental, educação pelo exemplo, educação.
Então, para que haja sustentabilidade, é preciso investir na educação de todas as gerações, nas demonstrações práticas de novas posturas, no exemplo. Parabéns às iniciativas em comemoração a Semana do Meio Ambiente, mas, que cada vez mais ações sejam implementadas visando um mundo sempre melhor de se viver!

Maria Conceição de Aguiar
6/6/2012


terça-feira, 4 de junho de 2013

OPÇÕES

A nossa vida é recheada de opções. A todo momento podemos escolher entre o que queremos, o que podemos e o que nos convém.
Escolher entre o bem e o mal, o bom e o mau, o certo e o errado.
Escolher entre o mais fácil e o mais trabalhoso, o simples e o complicado, o belo e o feio.
Fazemos opções e tornamo-nos reféns delas, ao menos por algum tempo, até que que façamos novas escolhas.
Então, somos livres para optar, mas prisioneiros das consequências. Não dá para ter tudo, fazer tudo, agradar a todos nem desprezar o mundo. Não, é preciso ponderar, pensar, escolher, optar.
Nem sempre nossas escolhas são acertadas, fundadas, mas sempre podemos revê-las e revertê-las, dando um passo atrás, refazendo o percurso, sempre tomando o cuidado de não machucar, não ferir, não atropelar. porque, na maioria das vezes, nossas escolhas envolvem outras pessoas, outras vidas, outros destinos. E se quisermos voltar atrás temos esse direito, com o dever de respeitar todos os envolvidos, sem sacrificá-los.
Também de nada vale sempre fazer a opção que melhor nos parece, independente dos outros. O próximo, o outro não pode ser visto apenas como um obstáculo,uma pedra no meio do caminho, um objeto inanimado. Ao contrário, assim como nós, tem sentimentos, vontades, sonhos e precisam ser respeitados.
Lembro o ditado que diz que minha liberdade termina quando começa a do outro. E assim é. 
Somos livres para fazermos o que quisermos, desde que respeitemos a liberdade, as escolhas, as opções alheias.
Afinal, de que vale a felicidade construída sobre o infortúnio de outros? De que adianta vencer a qualquer custo, subir de qualquer jeito, menosprezando, desprezando, pisando em todos pelo caminho.
Não, isso não é viver. Viver é saber escolher, optar, decidir sempre em consonância com os demais. Viver é estar em harmonia com a sua consciência, consigo, com Deus, com o mundo e com todos. Não exatamente como no mundo de Alice, mas no mundo real, em que o respeito ao próximo é de fundamental importância para pautar nossas escolhas e nortear nossa vida em sociedade!

Maria Conceição de Aguiar
4/6/2013

domingo, 2 de junho de 2013

PAIS & FILHOS

Para a maioria das pessoas o nascimento de um filho é um dos momentos mais importantes da vida. Um acontecimento inesquecível, celebrado diariamente. Passar pela experiência de gerar uma vida, trazê-la ao mundo, amamentar, trocar suas fraldas, passar noites acordada velando seu sono, controlando sua temperatura, medicando e só descansar quando ele está bem.
Ser pai e mãe é para sempre. As preocupações são para sempre e as satisfações também.
Fui mãe ainda muito nova, na adolescência, portanto, totalmente inexperiente, devo ter falhado com meus filhos em alguns momentos. Mas nada muito relevante. Consegui educá-los, passar-lhes noções de valores, princípios que os nortearão para a vida toda. Consegui mantê-los unidos, como os três mosqueteiros "um por todos e todos por um". Também o pai deles sempre foi, e ainda o é, participativo. Está está sempre presente na vida deles, tal qual eu. Apesar de termos nos divorciado há bastante tempo, não nos separamos dos nossos filhos, continuamos atuantes na vida deles. Sempre, claro, respeitando a individualidade, seus espaços, suas escolhas. Mas sempre por perto.
E hoje, já adultos, colho os frutos do amor e da dedicação que sempre empreendi a eles. Meus filhos são os melhores filhos que uma mãe poderia desejar. Sempre presentes, sempre prontos a me ajudar de todas as maneiras, jamais me deixam na mão, são ótimos filhos e fico imensamente orgulhosa disso.
Para mim, meus filhos estão e sempre estarão em primeiro lugar na minha vida. Acima de qualquer outra pessoa ou coisa. Não conseguiria deixá-los de lado, ficar longe. Não saberia viver sem o amor que eles me dedicam. E sei que assim sempre será!
Com a vinda dos netos, experimentei um novo tipo de amor, ainda mais incondicional. São cinco e cada um é especial para mim. Cada qual com seu jeito de ser, de expressar seu amor por mim, mas todos apegados, chegadinhos, dengos da vovó. E também por eles faço tudo o que estiver ao meu alcance e sei que jamais me abandonarão.
Então, não consigo entender quando casais se separam e e, consequentemente, um deles também se separa do filho. Abre mão, perde a paciência, deixa de lado. Mesmo que não morem juntos precisam estar presentes, acompanhar o crescimento, o desenvolvimento, contribuir para a formação do caráter, continuar sendo pai e mãe!
Também não consigo entender quando o contrário acontece. pais presentes, amigos, companheiros e que, ao envelhecerem, tornam-se fardos para seus filhos. São jogados de lá pra cá, todos querendo se livrar, ninguém querendo assumir a responsabilidade de cuidar, amparar, acolher.
Na infância, na adolescência e até na vida adulta os filhos precisam dos pais, dos seus cuidados, dos seus conselhos e até das suas intervenções. Na velhice e na doença os pais precisam dos filhos, do seu carinho, da sua atenção, dos seus cuidados. É uma relação de reciprocidade. É uma relação eterna. 
Fico emocionada e feliz quando presencio amor incondicional, demonstrado com atitudes entre pais e filhos, do nascimento à morte, sem lacunas, sem peso, sem melindres. Acredito que assim deve ser e que assim se constrói uma humanidade melhor!
Maria Conceição de Aguiar
2/6/2013