quinta-feira, 27 de outubro de 2016

EMPATIA

Colocar-se no lugar do outro, como é difícil e complicado! Mas só assim para entendermos um pouco das mazelas alheias.
Tenho tentado, tenho praticado. Procuro tratar as pessoas como gosto de ser tratada e não fazer ao outro o que não quero que façam comigo.
Então cada vez mais me distancio das fofocas, das intrigas, das inimizades. E vou deixando de lado sentimentos pesados como rancor, mágoa, desejo de vingança.
Um aprendizado constante, de exercícios diários, com escorregadas, erros e acertos.
Mas continuo tentando!
Porque entendi que de outra forma não tem sentido. Como posso querer um mundo melhor se não me vejo no outro, se não tento entender seus sentimentos, conflitos, dores, dissabores. Como posso falar e não fazer nada?
Não, de outra maneira não pode ser!
Então já não sou de esquerda ou de direita, olho para ambos os lados, mas principalmente para frente! E tento olhar nos olhos, ouvir com atenção, observar sem analisar negativamente.
Mas ainda há muito que aprender. Como disse, exercício diário, mas por vezes extrapolo, falo sem pensar, vejo-me julgando como se esse direito eu tivesse.
Não, não tenho. Não posso julgar, discriminar, disseminar a ira. Assim como não posso endeusar ninguém.
Então, sempre que posso, coloco-me no lugar do outro, tento entendê-lo, suas razões e seus motivos. Caso não me convençam apenas me afasto, ignoro, sem julgamentos.
Caso resolva dar uma chance, faço sem pestanejar e, acaso me decepcione, deixo pra lá, afasto-o e me afasto.
Porque ainda acredito no ser humano, nas mudanças de atitude, nas oportunidades de melhorar. E eu, humana que sou, nem melhor nem pior do que ninguém, apenas procuro fazer a minha parte da melhor forma que puder. mas, caso me sinta traída, não esmoreço, nem critico, dou de ombros e deixo pra lá.
Melhor pra mim, pro outro, pros demais. Melhor para o mundo. 
E por acreditar num mundo melhor, procuro melhorar, devagar, mas com constância, porque antes tarde do que muito mais tarde! E sempre há tempo para aprender, praticar, errar e reparar, desculpar e pedir desculpas, amar e ser amado!
Só acho!

SENSATEZ


Sensata procuro ser, sem no entanto esmorecer, na calmaria da sensatez!
Dicotomia que me guia, impulsiona meu ser pensante, então, de sensata a delirante!
Mas a lucidez constante, por ora dá vez ao lúdico, meu eu tão consistente, transforma-se num ser errante!
De ideias e sentimentos controversos. De verso e prosa andante, de olhar penetrante ou de ver ao léu, o céu, sem semblante!
E na minha dualidade, vou vivendo a atualidade, lembrando que é possível igualdade, meu pensar teima em crer veracidade!
Já não busco a rima perfeita, nem a prosa de direita, ou que de esquerda espreita!
Já não sigo a mesma linha, de ontem, de amanhã ou de agorinha, posso voar como andorinha, no céu que se avizinha!
E se assim estou, também assim não sou, que de tudo um pouco buscou e apenas o pensar restou!
Então me vejo insensata, nessa fúria ingrata, da peleja inata, que por ora faz-se ata!
Mas meu ser leve, caminha suave, clama e pede por um mundo sem neve!
Que tudo seja quente, do nascer ao poente, que a paz seja presente, num tempo resplandecente!
Só assim veria o mundo, humano e soberano, e o ser bem mais profundo, crescendo a cada ano!
Sensatez que me atrai, e trai, pois na minha utopia, sou verso que distrai!
Quisera poder entender, como posso ainda crer, na gente poder se ater, no elevado poder do ser!
Mas creio e disso não me abstenho, e procuro e encontro, outros com o mesmo devaneio!
Eis que daí sensata minha alma jaz, na imensidão da paz, na igualdade dos desiguais, na diferença dos iguais!
E em meus versos conexos, meu pensamento se desconecta e me deixo levar pelo nexo, pela beleza da porta aberta!