Tão veloz quanto o vento lá fora são meus pensamentos de agora
De repente me pego divagando, com olhar distante, além do horizonte
E as ideias que fluem já nem muito sentido fazem ou, todo sentido trazem
E com o barulho do vento minha mente ainda mais barulhenta busca acalento
Então me perco em mim ou em mim me encontro
Ah, como saber exatamente o que passa pela mente
Nessa imensidão de coisas, palavras, imagens, lembranças, lentidão que apascenta
Explosão que emudece, pensar que enaltece, explicando o que acontece
Difícil expressar, sentir, desejar, amar
Complicado falar, escrever, desenhar, desvendar
Tão veloz quanto o vento lá fora são meus pensamentos de agora
E nessa mistura frenética do eu, do meu, do teu, do nosso
Já não diferencio quem sou, se sou, quem és, porque és, apenas somos
E mergulhada no pensar redundante, no balançar relaxante
Sinto o vento mais forte, as ideias sem norte, a vida sem sorte
Mas de que vale a sorte, ou ideias com norte sem vento forte
E na contradição de tudo, um contratempo e um contrassenso
Já não sofro nem me abalo, ouço o vento levando consigo o tempo!
