O que é o medo? Um sentimento? Uma sensação? Um substantivo abstrato? Ou concreto?
Não sei exatamente, mas sei que todos nós, em algum momento da vida, experimentamos o medo.
Há quem defenda a ideia de que o medo pode ser um meio de impulsionarmo-nos em busca dos nossos objetivos. Outros, acreditam que ele atravanca nossos ideais, rouba nossos sonhos.
Pois é, talvez ambos pensamentos estejam corretos em certos pontos.
O medo pode ser sim mola propulsora, basta saber enfrentá-lo e não se deixar abater por ele. Por vezes, por sentirmos medo vamos mais longe, passamos a encarar a vida mais de frente, com mais força de vontade, mais disposição e ânimo e então seguimos firmes, com medo mesmo, superando qualquer obstáculo.
Mas o medo também pode levar-nos para trás. Fazer-nos pensar, repensar, perder oportunidades. Pode vir do nada, do imaginário ou do real, mas se deixarmos que nos domine, ficamos estagnados, parados no tempo, sem coragem para enfrentar os desafios.
Mas como saber, como discernir, como definir o momento de enfrentá-lo ou aceitá-lo?
E assim, nessa dúvida de todos nós, vamos vivendo dia após dia, algumas vezes com mais coragem e determinação, outras com menos disposição.
E vamos passando pelos medos cotidianos. Medo de fracassar, de não conseguir, de se deixar abater.
Medo de adoecer, de morrer, de perder.
Medo de não amar, ou medo de amar!
Medo do amor, do ódio, do passado, do futuro e até do presente.
Medo de viver, de arriscar, de tentar.
Medo de voltar atrás, de aceitar o diferente, de tentar mais uma vez, de abrir-se ao novo.
Medo de ir em frente, de arriscar mais alto, de mudar de vida, de mudar a vida!
Medo de deixar ir, de deixar vir, de afastar-se, de achegar-se!
Medo do desconhecido, do previsível, do aqui e agora, do que foi e do que poderia ter sido, do que será...
Medo! Todos temos. A diferença é como lidamos com ele. E isso depende do momento pessoal e particular de cada um. Posso ser forte hoje e encarar qualquer coisa de frente. Mas amanhã talvez esteja mais fragilizada e tudo me pareça mais difícil. Posso estar pronta hoje, diferente de como estava anos atrás.
E assim, vamos vivenciando este sentimento, estas sensações, adjetivando este substantivo.
E assim vamos vivendo, errando, acertando, encarando, recuando, enfrentando, deixando pra lá...
E assim a vida segue. O que nos amedronta hoje pode nos fazer rir amanhã. o que nos apavorou ontem, pode estar nos ajudando hoje. E assim a seguimos adiante. Sentir medo é normal, natural, mas, se der, vá com medo mesmo, arrisque, tente, enfrente e seja feliz!
Maria Conceição de Aguiar
6/10/2013
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