quinta-feira, 30 de abril de 2015

OBRIGADO PRESIDENTE

Excelentíssimo Presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, os mais de seis mil servidores do Poder Judiciário catarinense querem agradecer-lhe pelas homenagens recebidas pelo dia do trabalhador.
Agradecemos pela maneira hostil com que estamos sendo tratados desde que decidimos lutar pelos nossos direitos, assim, aprendemos que não estamos numa via de mão dupla.
Agradecemos por todas as ameaças e retaliações a nossa greve, com isso entendemos o que é justiça e, principalmente, injustiça.
Agradecemos por não querer nos ouvir, não apresentar contraproposta as nossas reivindicações, ignorando completamente os nossos pleitos, aprendemos o que é conciliação.
Senhor, com seus atos, manifestos, decretos e portarias percebemos que não há justiça no Poder Judiciário, que conciliação é apenas uma palavra bonita que serve de enfeite para discursos e propagandas. 
Com todos os presentes recebidos, compreendemos que somos totalmente descartáveis, que para o Tribunal nosso trabalho nada significa. Sentimo-nos humilhados, maltratados, pisados como insetos peçonhentos.
Senhor presidente, neste dia 1º de maio, dia do trabalhador, estamos orgulhosos em sermos trabalhadores altamente eficientes, produtivos, comprometidos com o trabalho que realizamos. Somos um grupo grande de servidores qualificados, preparados, que não medem esforços para aprimorar-se constantemente, sempre em busca da excelência profissional, da celeridade processual.
E por tudo isso, decidimos continuar lutando por nossa valorização, remuneração digna, pelo tão sonhado plano de cargos e salários.
Portanto presidente, continuaremos em greve por tempo indeterminado, decisão tomada em assembleia geral da categoria,  por unanimidade!
E passaremos o feriado do dia do trabalhador pintando faixas, postando textos, compartilhando ideias, fazendo contatos, pedindo ajuda aos nossos representantes nas Câmaras Municipais, na Assembleia Legislativa, aos Desembargadores, Juízes, à população, à sociedade, à imprensa. 
Estamos firmes e mais fortes a cada dia, graças ao seu incentivo, as suas palavras negativas, a sua irredutibilidade. 
Entretanto, caso vossa excelência resolva negociar, estamos preparados, temos várias opções decididas na assembleia por nós realizada. Basta chamar, basta acenar, queremos voltar a trabalhar.
Mas, por enquanto, agradecemos o seu apoio ao nosso movimento paredista e afirmamos que estamos prontos para uma negociação amigável, com nossas reivindicações atendidas como estamos prontos para ficar em greve até o fim da vida, se preciso for. A decisão está em suas mãos. 
Desejamos-lhe parabéns pelo dia do trabalhador! E que receba em dobro o carinho e atenção que nos tem dispensado!

foto: arquivo SINJUSC

sábado, 25 de abril de 2015

DESABAFO DO SERVIDOR APOSENTADO

Aos muitos Juízes que passaram pelas 111 Comarcas de Santa Catarina, pedimos que façam um esforço e lembrem-se de nós. Quantos de vocês vimos chegar tímidos, ainda muito jovens, Juízes Substitutos. Quantos vieram promovidos. Quanto vibramos quando passaram a ser Juízes de 2º Grau. Como comemoramos quando se tornaram Desembargadores. Da grande maioria de vocês, lembramo-nos com carinho. De outros, nem tanto. Para alguns fomos imprescindíveis, para outros, invisíveis. Mas pensem, tentem lembrar e se assim desejarem, ajudem-nos. Estamos pedindo socorro.

Eu sou aquela Agente de Serviços Gerais que preparava seu café, deixava no ponto a água para o mate, fazia o chá conforme seu gosto. Deixava sua sala impecável. Servia seus convidados, sempre sorrindo, de bom humor, pois gostava do meu trabalho. E sempre o realizei com esmero e zelo.

Eu sou aquela Agente de Portaria que fazia de tudo um pouco. Da secretaria à biblioteca, da recepção à correspondência, do almoxarifado à central de mandados, do xerox ao júri. Eu sou aquela que jamais dizia não, que estava onde precisavam do meu trabalho. E sempre o fiz, com dedicação, paciência e eficiência.

Eu sou aquela Técnica Judiciária Auxiliar que cumpria os despachos, certificava os prazos, dava celeridade aos processos, fazia cargas, atendia aos advogados e partes, tirava cópias, envelopava correspondências, juntava, expedia ofícios, mandados, cartas precatórias. Eu sou aquela que, dentro do cartório judicial, fazia de tudo, aprendia de tudo, aprimorando-me dia a dia para que meu trabalho facilitasse o seu. E sempre o realizei da melhor maneira possível, com competência, com esmero e qualidade.

Eu sou aquele Oficial de Justiça que cumpria mandados de todos os tipos. Que enfrentou cães bravos, partes exaltadas, que se esforçava para descobrir endereços, que nunca cansou de diligenciar até poder certificar. Eu sou aquele oficial que enfrentou tantos obstáculos para cumprir o determinado, que sofreu e chorou, que chegou a pensar em desistir, mas que perseverou e trabalhou até o fim. 

Eu sou aquele Oficial da Infância que diariamente recolhia menores, tirava-os da situação de risco, encaminhava-os aos abrigos. Muitas vezes olhava para os meus filhos e pensava naqueles que não tinham um lar, pais, família. Muitas vezes meu trabalho foi penoso, triste, exaustivo. Muitas vezes cheguei a pensar em não cumprir. mas minha responsabilidade  e meu compromisso sempre falaram mais alto. Eu cumpria exatamente o que me era determinado.

Eu sou aquela escrivã judiciária que cuidava do seu cartório. Chegava de manhã cedo e saía no final da noite. Ensinava o trabalho aos que chegavam. Moldava-me aos novos juízes que assumiam a vara. Relocalizava os processos várias vezes por ano, visando a celeridade cartorária. Eu era sua intermediária entre o gabinete e o cartório. Era sua voz na vara e a voz dos servidores no gabinete.

Eu sou aquele TSI que trabalhava de segunda a segunda para que os computadores estivessem sempre funcionando corretamente. Instalava impressoras, programas, suportes. Quantas vezes salvei sua audiência, quase perdida por um clique errado, uma queda de energia, uma pane na máquina. 

Eu sou aquele secretário que estava lá, discretamente na secretaria do Fórum, dando todo o suporte administrativo necessário. Muitas providências a tomar, muitos relatórios a fazer, muitos servidores a atender. mas eu sempre estava lá. E me adaptava ao novo Diretor do Foro. E seguia suas instruções. E por anos fui o elo de ligação entre o interno e o externo das Comarcas.

Eu sou aquela servidora que começou lá ainda estagiando, fez concurso, efetivou-se. Passei a maior parte da minha vida dentro do fórum. Cheguei a receber 1 salário mínimo por mês, mas também cheguei a receber 10 salários mínimos por mês. Trabalhei em dois turnos, em turno único, em horário especial. Trabalhei, muitas vezes doente, pois tinha comprometimento. Meus filhos foram criados por outros, passaram a infância em escola de período integral para que eu pudesse me dedicar plenamente ao judiciário.Eu sou aquela servidora que trabalhou ininterruptamente por mais de 30 anos, cumprindo fielmente com as suas obrigações.

Eu sou aquele servidor que passou por varias varas, pelo gabinete, que mudou de comarca. Eu sou aquele que queria aprender sempre mais. Que estudou, galgou novos degraus dentro do Judiciário, por competência e determinação. Muitas vezes deixei de lado a minha família, fui pai um tanto ausente, marido meio displicente. Porque trabalhava, estudava, lia muito, aperfeiçoava-me. Mas nunca esmoreci. Fiz o que quis!

E hoje senhores Juízes e Desembargadores, estamos aposentados! E esquecidos. Toda essa contribuição que demos ao Poder Judiciário de Santa Catarina, parece que passou despercebida. Estamos sozinhos. Aposentamo-nos e pensamos: Agora chegou a minha vez de curtir a família, viajar, realizar planos pessoais por muito adiados. Mas senhores, ao virmos nosso primeiro contracheque percebemos que não é bem assim. Perdemos grande parte dos nossos vencimentos. perdemos inclusive o auxílio alimentação que era um complemento da nossa renda mensal. Estamos sendo ignorados, abandonados a própria sorte. Nós, que tanto nos dedicamos, que tantos serviços prestamos, agora que já não produzimos, somos descartados completamente, literalmente. Portanto senhores, reforçamos o pedido de que refresquem sua memória, lembre-se de que já fomos importantes para a realização do seu trabalho e olhem para nós com carinho e atenção, ou ao menos com a consideração que nos é devida. Nós contamos com os senhores. Queremos e merecemos envelhecer com mais dignidade, com uma aposentadoria digna, que nos proporcione, no mínimo, a satisfação das nossas necessidades básicas. Muito obrigado.

Aposentados do poder Judiciário de Santa Catarina

29/4: PARALISAÇÃO HISTÓRICA

Somos seis mil e oitocentos servidores. Destes, mais de cinco mil estão firmes no movimento paredista. E no dia 29 de abril faremos a maior paralisação da história do Poder Judiciário catarinense. Será uma concentração histórica. Mais de quatro mil servidores na Capital, vestidos de preto, numa só voz clamando por justiça, valorização, respeito, dignidade.
E nas Comarcas serão mais de dois mil servidores parados, acompanhando de longe, computadores desligados, braços cruzados, mãos entrelaçadas.
Dia 29 será a nossa grande oportunidade de mostrarmos a Santa catarina e ao Brasil o quanto estamos unidos, engajados, focados no nosso objetivo maior: A aprovação e implantação do NPCS.
Mas porque realizar essa mobilização? Porque sairmos da nossa zona de conforto, das nossas barracas, das comarcas para irmos até a Capital?
Simples, porque juntos somos mais fortes. Teremos visibilidade da imprensa, da sociedade e, principalmente do tribunal de Justiça.
Pensem na cena. Quatro mil servidores, ou mais, reunidos, uníssonos, fazendo deste, um dia histórico, memorável, inimaginável!
E se no dia 31 de março já foi de arrepiar, imagino o que será no próximo 29 de abril. Fico emocionada ao pensar na bela imagem. Seremos milhares de servidores munidos do firme propósito de ter restaurada a sua valorização.
Desde o início da greve temos sido ameaçados constantemente, tratados com descaso, muitos até humilhados por serem obrigados a ficar 200 metros distantes dos Fóruns. Desde o início temos nos mantido esperançosos, calmos, acreditando que as negociações aconteceriam, que, mais cedo ou mais tarde, as propostas viriam. mas qual nada!
O que conseguimos com nossa greve elegante e ponderada? Nada!
A grande imprensa ignora o nosso movimento. O Tribunal acha que somos uma minoria em greve, ou pelo menos tenta fazer parecer que acha. A sociedade só percebe que estamos em greve quando precisa dos serviços forenses.
Então vamos lá dia 29 fazer a maior concentração que esse povo já viu. Vamos deixar de ser invisíveis. Vamos percorrer as ruas, panfletar, explicar nossos objetivos, compartilhar a nossa realidade. Vamos dar visibilidade ao nosso movimento.
Portanto colegas, assim como aceitei o convite, peço que aceitem também. Vamos todos, vamos ultrapassar os quatro mil.
Depois desse dia certamente nosso movimento passará a ser visto com mais respeito e nós, seremos tratados com o respeito e consideração que merecemos. Depende de nós!
Então, vamos nos organizar nas Comarcas para a nossa paralisação histórica. Até o dia 29 na sede do tribunal. Encontraremo-nos lá!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

UM FIO DE ESPERANÇA

Nossa greve completou hoje quinze dias! Lutamos por valorização. Queremos a implantação do novo plano de cargos e salários e por reajuste real no vencimento.
Nestes quinze dias fomos ameaçados, vimos barbaridades inimagináveis. Servidores sendo expulsos de suas comarcas, alojando-se em barracas improvisadas, sob sol e chuva. Trabalhadores tratados como marginais! Hoje nos disseram que não há sequer um fio de esperança em termos aumento real de salário!
Como assim? A esperança é nossa! A crença é nossa!
A força, a coragem e a determinação que nos movem são mais que um fio, são laços fortes e firmes que aumentam a nossa esperança de um futuro melhor para todos nós.
Ah senhores, somos gente, somos seres pensantes, somos úteis, servidores ativos, que movem o Poder Judiciário de Santa Catarina. Trabalhamos para fazer valer a justiça para os que dela necessitam. E agora, lutamos para fazer valer a justiça àqueles que dela fazem parte. E, esperamos dos nossos juízes e desembargadores mais que um fio de esperança, esperamos a certeza de que a justiça seja válida para todos, indistintamente.
Não somos um bando de ignorantes. Aliás não somos um bando! Somos um grupo de servidores altamente qualificados, que deseja apenas o reconhecimento pelo trabalho árduo que realizam. 
E vocês vem nos dizer que podemos continuar em greve o resto da vida? Por favor, falem sério, levem-nos a sério. Não estamos no picadeiro, não estamos na arena, não estamos no palco.
Estamos na luta pela justiça. Estamos convictos da nossa causa, das diretrizes que nos movem, dos motivos que nos levaram até aqui. Estamos certos de que sempre há esperança e nós não a perderemos!
Greve cansa, custa caro para nós e para vocês. Preferíamos estar trabalhando, mas continuaremos parados até que nossos pleitos sejam aprovados.
Embora cansados, manteremo-nos firmes, não vamos desistir. Ao contrário, a cada 'não', a cada frase ou palavra de desestímulo por parte da presidência do TJ, aumenta nosso entusiamo, aumentam as adesões, aumentam as esperanças.
E se preciso for, ficaremos o resto da vida em greve. Aliás, essa colocação é por demais efêmera. O que é o resto da vida? O que significa um fio de esperança? O que quer dizer tudo isso?
Interpreto como mais uma maneira errônea de tentar nos desmotivar, desmobilizar nosso movimento. 
Da vida não queremos muito. Mas exigimos dignidade, salários condizentes com o trabalho que realizamos e, especialmente, um plano de cargos e salários que atinja a categoria, sem distinção, disto não abriremos mão. 
E nessa luta desigual, cada um por cada qual, vencerá que persistir, perecerá quem desistir. Caríssimos senhores, nós não vamos desistir. Portanto, continuaremos ansiosos aguardando uma proposta justa, válida, honrosa! E por isso nosso fio engrossa a cada dia, torna-se corda, vira aço, indestrutível. 
Justiça para com seus servidores, excelentíssimos senhores!

domingo, 19 de abril de 2015

INIMAGINÁVEL!

Inimaginável! Palavra proferida por um nobre desembargador do E. Tribunal de Justiça de Santa Catarina ao referir-se ao pleito dos servidores, de reajuste real de 16%. Inimaginável!
Consultando o dicionário esta palavra significa algo que não pode ser imaginado, pensado, fora do comum. OI? É isso mesmo? Nossa reivindicação é algo fora do comum? Tenho certeza que não!
Inimaginável, doutores desembargadores, é passar trinta dias administrando um salário defasado há cinco anos, que perdeu totalmente o poder de compra, que reduziu nosso consumo e, consequentemente nossa qualidade de vida.
Inimaginável, caros doutores, é trabalharmos sete horas diárias, ininterruptas, sem pausa para lanche, sentados em frente a duas telas de computador, dando andamento aos milhares de processos existentes em cada Vara, de cada Comarca do Poder Judiciário catarinense.
Inimaginável, nobres senhores, é nos sentirmos ultrajados em nossos direitos, uma vez que totalmente cumpridores dos deveres profissionais. É sermos humilhados, envergonhados, tratados como nada, por estarmos reivindicando valorização profissional e financeira.
Inimaginável é nosso Presidente achar que nosso movimento paredista terá fim por conta das suas ameaças e destemperos. Trabalhamos com a lei, somos cumpridores desta e, portanto, a conhecemos.
Inimaginável é chegar ao fim da vida laboral e novamente sentirmo-nos humilhados com uma aposentadoria ridícula, que sequer consegue pagar os medicamentos necessários para tratar todos os males adquiridos enquanto, como servidores da justiça, fomos sendo injustiçados, dia após dias. As sequelas são muitas!
Inimaginável é o tamanho da nossa força. Vocês ainda não se deram conta. Estamos fortes, unidos, juntos, porque sabemos que nosso pleito é justo, oportuno. Portanto, não nos subestimem!
Nós não vamos retroceder. Ao contrário, se na sexta-feira, dia 17 éramos 80% em greve, embora os senhores insistam em diminuir esse número consideravelmente, na segunda, dia 20, seremos 90%. E poderemos chegar a 100%. 
Porque estamos cansados, de sermos pacíficos, de tentarmos as negociações através das conversas, dos acordos, das promessas, achando que estávamos numa via de mão dupla. Mas não, por anos fomos enganados, até que finalmente percebemos que estamos numa via de mão única. A Presidência decide e nós, a plebe, obedece. Mas o sentido da via mudou, o trânsito foi alterado, o semáforo posicionado no vermelho. 
Agora estamos na luta para o que der e vier, para o tudo ou nada. Agora fazemos questão de ver aprovado o nosso Plano de cargos e Salários e de termos um reajuste real nos nossos salários. Agora vamos juntos até o fim no maior movimento paredista da história desse Tribunal.
Inimaginável, será nos fazer calar ou desistir!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

GREVE

Nós, servidores do Poder Judiciário de Santa catarina, estamos em greve desde o dia nove de abril. Nossas reivindicações estão baseadas no mínimo necessário para a nossa valorização profissional.
Queremos que seja concluído, votado e implantando um Plano de Cargos e Salários que contemple todos os servidores. Apenas assim teremos a garantia de crescimento e desenvolvimento na carreira que escolhemos. Desse NPCS não abrimos mão!
Queremos reajuste salarial de 16% e a reposição inflacionária. É muito? Claro que não!
Somos trabalhadores altamente comprometidos, qualificados, produtivos.
Merecemos ser valorizados. Merecemos que o Egrégio tribunal de Justiça de Santa catarina nos trate com respeito e consideração.
Entretanto, ficamos durante anos tentando, por meios amigáveis, o reconhecimento pelo trabalho que realizamos. Conversas, reuniões, promessas...tudo em vão!
Até que, cansados da enrolação, decidimos pela greve. Não queríamos, não gostamos. Greve cansa, desgasta-nos. Somos trabalhadores e preferíamos estar nos nossos postos de trabalho executando as nossas funções. Mas, neste momento não havia outra alternativa. Apenas a greve!
E como nosso Excelentíssimo Presidente reagiu ao nosso movimento? Com ameaças e mais ameaças!
Desde o primeiro dia! Tentou nos amedrontar com a inscrição dos dias parados em nossa ficha funcional, diariamente. Tentou nos amedrontar ordenando que nos afastássemos duzentos metros do Fórum. Tentou nos intimidar ordenando que mantivéssemos 70% do efetivo trabalhando.
Mas não nos intimidamos, não nos deixamos amedrontar. Seguimos adiante.
Então agora, após perceber que estamos cada vez mais fortes, que a adesão ao movimento já chega aos 90% no estado, decide nos fazer uma contraproposta ultrajante.
Sabemos que a presidência do Tribunal está tentando nos desmobilizar, desarticular nosso movimento paredista. Mas, ao contrário, têm sido eles os maiores incentivadores, os que mais estão colaborando para o crescente índice de adesão.
Difícil entender como estamos sendo tratados. Que justiça é esta? Que não valoriza seus servidores, que não prioriza àqueles que se dedicam ao incansável trabalho de fazer a justiça acontecer? Sim, porque somos nós que cumprimos, calculamos, juntamos, distribuímos, expedimos, intimamos, enfim, somos o Judiciário catarinense.
Estamos insatisfeitos, decepcionados e cansados. Mas estamos, acima de tudo, convictos das nossas razões, da nossa motivação, da legitimidade do nosso movimento. Por isso, vamos continuar em greve. Vamos seguir corajosos, crentes que no fim tudo dará certo.
Vamos continuar motivados na certeza de que estamos lutando dignamente por nossos direitos!

EQUIPE

Em Barra Velha dei o apito inicial avisando que a partida ia começar. A partir daí a equipe foi se formando, uns trazendo os outros e formamos um grande time. Hoje, nove dias após o início da greve dos Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina, somos uma equipe forte, unida e coesa, juntos até o fim.
E aos poucos fui conhecendo nossa equipe, as particularidades de cada um, seus encantos e desencantos, seus medos, seus anseios, suas dúvidas, sua coragem.
A Marilei, desde o início comigo, está engajada e não se deixa intimidar. Chega e vai logo pegando as faixas e cartazes para organizar o nosso movimento. Não precisa que lhe peçam, ela sabe o que fazer e o faz muito bem!
O Roberto tem o poder de convencimento. Com seu jeito tranquilo, ordeiro e confiável, trouxe grandes reforços ao nosso time. Aprendi a admirá-lo e respeitá-lo como pessoa de bem e do bem!
A Andrea joga pra ganhar. Reforça o time com garra e determinação. Toma conta do ponto de greve, faz a intermediação, sempre com estilo. Aprendi a vê-la mais relaxada, convicta de que estamos no caminho certo.
A Lizandra me surpreendeu positivamente. Confesso que cheguei a duvidar que ela quisesse participar da equipe. Mas ela veio e com ela outros tantos. E veio convicta. A grevista mais elegante, atenta, não deixa nada escapar. Aprendi a admirá-la e respeitá-la ainda mais. 
A Sabrine também me surpreendeu. Mal nos conhecíamos. Mas ela veio, juntou-se ao time e está firme e forte. Aprendi a vê-la com outros olhos, com carinho e ternura. 
A Graziele veio pra ficar. Acho que nunca havíamos conversado antes. Aprendi a vê-la responsável, cuidadosa, zelosa, companheira. Hoje tenho grande admiração por ela, tanto como profissional como pessoal!
O Sérgio, com seu jeito brincalhão, conta-nos histórias e ajuda a passar o tempo. Percebi que, além de grande profissional, é um amigo incondicional, imprescindível para o bom desempenho da equipe!
O Fernando é prático, certeiro, companheiro. Sabe que nossa causa é justa e convence com palavras e atitudes. Aprendi a admirá-lo também! Aprendi a tê-lo como amigo!
A Pâmela é gentil, meiga e talentosa. Não descuida dos urgentes, mas mantém-se firme na equipe, dando um charme todo especial. Vaidosa, quer sempre sair bonita nas fotos, mas ela é linda por dentro e por fora, portanto estará para sempre no nosso time.
A Loni é empenhada. Não espera por ninguém. Cata o material e vai colocar as faixas. Já atolou-se no mato para buscar madeiras e tijolos. E não descuida. Caso uma faixa caia, ela corre para arrumar. Aprendi a ter por ela um carinho todo especial.
O Felipe chegou há pouco, mas já se integrou à equipe. Solícito, ajuda no que for preciso. Nunca diz não. Está sempre por perto para o que precisar. Também aprendi a admirá-lo!
O Crystian é de fundamental importância para a equipe. Agrega, soma, multiplica. Aprendi a vê-lo e a tê-lo como amigo e companheiro. Já está até organizando a festa da vitória!
O Walter é uma figura. Ele não consegue ficar parado, então anda, caminha, busca lanche, caça informações. Um tanto quieto, mas de grande importância para o nosso time. Aprendi a conhecê-lo melhor!
A Elizabete é firme. Pau pra toda obra. Conversa, ajuda nos afazeres de colocação e retirada de faixas e cartazes, na organização da equipe. Jamais esmorece, jamais se cansa. Está para o que der e vier até o fim. Aprendi a admirá-la ainda mais!
Essa é a nossa equipe! Esses são meus colegas de trabalho, de luta, de greve! Estou orgulhosa por estar com eles, por fazer parte desse grupo. Tenho certeza que iremos juntos até o final e que sairemos vencedores. Porque nosso movimento é justo, digno e oportuno. Lutamos pelo que nos é devido por direito. Lutamos pela nossa valorização profissional e salarial.
Obrigada queridos amigos de Barra Velha. Aprendi a amá-los e a admirá-los. Vamos em frente! Muito obrigada por me aceitarem na equipe. Escrevo este texto como homenagem a todos vocês!


Maria Conceição de Aguiar

quarta-feira, 15 de abril de 2015

QUE BOM SERIA....

Que bom seria se ao raiar do dia ganhasse vida minha utopia!
Que bom seria ver professor e professora com salário de doutor!
Que bom seria se o profissional da saúde fosse tratado como membro da diretoria!
Que bom seria se a polícia tivesse respaldo necessário para o melhor resultado!
Que bom seria se a Justiça fosse justa com quem a impulsiona e a torna eficaz!
Que bom seria se a escola fosse pública, a rua pavimentada, tudo sem muita rubrica!
Que bom seria se  o hospital ficasse aberto, o equipamento não estivesse quebrado nem o médico assoberbado!
Que bom seria o carro na garagem, o ônibus indo e vindo, quanta vantagem!
Que bom seria a família mais unida, os pais em harmonia, os filhos prontos para a vida!
Que bom seria nossa luta de todo dia transformada em alegria!
Que bom seria nosso mundo mais igual, nossa gente mais unida, o mundo de cabeça erguida!
Que bom seria mais mãos entrelaçadas, braços enlaçados, abraços apertados!
Que bom seria sorrisos francos, felicidade simples, alegria sem prantos!
Que bom seria mundo sem guerra, todos com terra, mesa farta, cama quente, calor de gente!
Que bom seria se ao raiar do dia ganhasse vida minha utopia!

Maria Conceição de Aguiar

GREVE DA APROXIMAÇÃO

Os Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina continuam em greve. E dia a dia o movimento aumenta, novas adesões, novos grupos, novas forças. E nossa greve ganha corpo, forma, vozes, rostos e nomes.
Porque antes éramos apenas matrículas, números. Hoje nos sentimos próximos dos colegas das Comarcas mais longinquas, como se nos conhecêssemos há anos. As redes sociais favoreceram essa aproximação. Somos muitos, estamos juntos, compartilhamos postagens, curtimos, comentamos, damos nosso recado, trocamos impressões.
Somos solidários com os colegas que sofrem ameaças, que foram expulsos do próprio local de trabalho, humilhados. Somos solidários com os colegas que chegam, que se manifestam, que trazem novidades, que nos mantêm informados. Somos solidários uns com os outros.
De repente já não somos mais comarcas isoladas. De repente formamos todos uma grande Comarca!
Estamos convivendo, aprendendo a conhecer o colega do lado, do outro cartório, da outra cidade, do interior, da serra, do litoral e da capital.
Estamos criando laços entre nós. Já não somos técnicos, agentes, oficiais, analistas, contadores, distribuidores, chefes, somos SERVIDORES. 
Este é o lado bom da nossa luta, a aproximação, a convivência, a harmonia.
Nosso movimento paredista é pacífico, elegante, inteligente, mas poderoso. Porque as pessoas que estão nele assim o são!
Não nos deixamos amedrontar pelas ameaças, pelos atos arbitrários, pela incoerência de alguns. Não nos deixamos intimidar pelos que nos apontam o dedo, desdenham da nossa união, fazem pouco da nossa luta.
Mantemo-nos firmes, de mãos dadas. Um segurando as pontas do outro, dando força, incentivando, não permitindo que ninguém esmoreça.
Sairemos vitoriosos em nossas reivindicações, disso não temos dúvidas. Mas, a primeira grande vitória já tivemos. A aproximação!
Hoje somos um grande grupo e, quem sabe um dia, poderemos nos reunir todos em uma grande confraternização, um dia de lazer, um dia de festa, um dia para nós. Porque colegas, tenho certeza, nossa greve ficará na história do Judiciário, mas nós, os servidores, ficaremos na história uns dos outros. 

Maria Conceição de Aguiar

quinta-feira, 9 de abril de 2015

COMUNIDADE CATARINENSE

Nós, Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina, comunicamos à sociedade catarinense que entraremos em greve, por tempo indeterminado, a partir de amanhã, 9/4/2015.
Há tempos lutamos para implementar um Plano de Cargos e Salários que contemple todos os servidores. Temos sido pacíficos, esperado, acreditado, tudo inutilmente. 
Trabalhamos sete horas ininterruptas, em frente a duas telas de computador. Não temos pausa regulamentada para lanche, não temos horas extras, não temos previsão de crescimento profissional.
Aos poucos fomos perdendo qualidade de vida. Nosso salário base está entre os cinco piores do país, no ranking dos tribunais estaduais, mas ainda assim trabalhamos com afinco e determinação, tanto que, no mesmo ranking, nossa produtividade está entre as primeiras colocações.
Depois de muito conversarmos, cansados de tanto esperar, demos um prazo ao Presidente do nosso Tribunal, o qual ele ignorou. Portanto, decidimos pela greve!
Qualquer cidadão pode acessar o Portal da Transparência do Tribunal e conferir os vencimentos dos serventuários, dos juízes, dos desembargadores. 
Somos servidores públicos. Trabalhamos para fazer valer a justiça. Queremos ser valorizados como profissionais.
O que estamos reivindicando: Que nosso novo Plano de Cargos e Salários, que está sendo elaborado, discutido e examinado pelo TJSC, seja encaminhado para votação na Assembleia Legislativa em trinta dias. Antecipação do PCS, com ganho real de 16 % sobre o vencimento base, reposição da perda inflacionária sobre o salário e auxílio-alimentação.
Não estamos pedi
ndo muito. Nosso pleito é justo e oportuno. Sem um plano de cargos e salários, trabalhamos uma vida inteira sem perspectiva de melhorias, de crescimento, de desenvolvimento profissional e, ao nos aposentarmos, perdemos todos os 'penduricalhos' que completam nossa remuneração, como o auxílio-alimentação, o qual na verdade é um complemento do nosso vencimento, ao qual deveria ser incorporado.
Somos solidários com os profissionais da educação, da saúde, da segurança, com os bancários e todos os demais servidores que, assim como nós, estudaram, prestaram um concurso público e hoje sofrem com as crescentes perdas salariais.
Agora é nossa vez de pedir apoio da sociedade, da OAB, da imprensa, dos colegas de outros órgãos. Pedimos compreensão, solidariedade e união. Pedimos um pouco de atenção para com a nossa categoria, os nossos anseios, as nossas reivindicações.
Enfatizamos que estamos abertos ao diálogo, posicionados na área externa dos Fóruns, conversando, explicando, esclarecendo e esperando.
Esperando que o movimento paredista seja breve, Esperando que o Excelentíssimo Presidente do Tribunal de Justiça olhe para nós com mais atenção. Esperando que nossa greve traga resultados positivos. Esperando por dias melhores!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

POR QUE GREVE?




Por que greve? porque vou aderir ao movimento paredista, desligar meu computador, deixar minha sala de trabalho para panfletar em frente ao Fórum? Por que estou tão engajada nesta luta? Por que tenho diariamente conversado com colegas, respondendo questionamentos, encorajando-os a aderir ao movimento? Por que tenho usado meu blog pessoal para postar textos sobre a paralisação dos Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina? 
Muitos porquês. Muitas respostas!
Acredito que a greve seja o último estágio dentre todas as tentativas de negociação. Quando já não há mais esperança, quando sabemos que nossos pleitos não serão atendidos pela política do cafezinho, da boa vizinhança, então só nos resta cruzar os braços num movimento forte, de união de esforços em que sabemos exatamente o que queremos e pelo que estamos lutando.
E eu estou engajada. Porque sou profissional e como tal quero ser tratada, respeitada e valorizada. Porque faço meu trabalho com eficiência e qualidade. Porque gosto do que faço, trabalho com disposição e apreço. mas não posso me dar ao luxo de me contentar com as migalhas que me são oferecidas. Há cinco anos sem reajuste salarial. Meu poder de compra diminuiu consideravelmente, faço malabarismos financeiros, buscando o equilíbrio.
E não estou sozinha! Estamos todos na mesma situação. Somos Técnicos, Oficiais, Chefes de Cartório e de Secretaria, TSIs, Contadores, Distribuidores, Agentes e Auxiliares, todos passando por uma situação de quase penúria.
Porque diariamente protocolamos, distribuímos, recebemos, remetemos, juntamos, expedimos, cumprimos e fazemos tantas coisas que mal dá para enumerar. Somos poucos então temos que nos fazer muitos.
Mas quem reconhece nossos esforços? Quem valoriza nosso trabalho? Ninguém! 
A maioria da sociedade nos vê como os 'engomadinhos' do Judiciário, não conhecem a nossa realidade. 
Porque o Egrégio tribunal de Justiça de Santa catarina decidiu por valorizar apenas os Magistrados, esquecendo-se que, sem seus servidores, muito pouco conseguiriam fazer.
Porque estamos cansados, literalmente. Desejamos e merecemos um Plano de Cargos e Salários digno, desejamos e merecemos aumento de salário, valorização.

Porque não trabalhamos meio período como querem crer alguns. São sete horas ininterruptas em frente ao computador. 
Tenho muitos porquês, mas tenho as respostas. E por tê-las bem claras, por acreditar que este é o momento e esta é a hora, estarei em greve a partir do dia nove de abril.

E que ninguém pense que minha decisão foi fácil. Sou responsável pelo meu sustento, pelas minhas contas, pela minha casa. Caso fique um tempo sem receber salário ficarei em situação de total penúria, mas ainda assim vou em frente, assumindo as consequências da minha decisão de total engajamento.
E convido os colegas para que se façam as mesmas perguntas e busquem suas respostas, repensem seu dia a dia e encarem que como estamos não podemos mais continuar. Agora é tudo ou nada!
Portanto, a partir da próxima quinta-feira, sejamos uma só voz, tenhamos um só refrão, façamos a maior paralisação que nosso Tribunal já viu. Assim, e somente assim, conseguiremos nossos objetivos. Vamos mostrar força, união, garra e discernimento para não nos deixar amedrontar, desanimar e perecer. Vamos em frente porque não dá mais para recuar. Agora somos um por todos e todos por um!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

TODOS

Nós, servidores do Poder Judiciário de Santa catarina, estamos vivendo um momento único. Preparando-nos para a greve mas ainda esperançosos de que ela não ocorra, de que o Excelentíssimo Presidente do Tribunal de Justiça atenderá as nossas reivindicações.
E conforme combinado, esperaremos até o dia 8/4. Entretanto, caso ele nos responda negativamente, ou simplesmente nos ignore, ai sim, estaremos todos engajados na luta pela nossa valorização e entraremos em greve a partir do dia nove.
E se todos os servidores pararem? Que beleza será! Pensem, todos em suas Comarcas, vestidos de preto, de mãos dadas em frente ao Fórum. E a partir dai, conversando com advogados e partes, explicando a nossa situação, motivação, pedindo apoio, expondo a nossa realidade profissional e financeira.

E se todos pararem não haverá protocolos, iniciais, conclusos, remessas, recebimentos, audiências, cumprimentos. E se todos pararem e se engajarem no movimento mostraremos a união e força que temos e conseguiremos tudo o que que merecemos.
Porque se todos pararem não haverá perseguições, ameaças, caras feias. 
Porque se todos pararmos usaremos o bom senso e cumpriremos o estritamente urgente, o que diz respeito à vida. De resto, poderá esperar.
Porque se todos pararem haverá uma grande pressão social e o Tribunal de Justiça, através do seu Presidente e demais Desembargadores terá que se manifestar, agir, querer normalizar os serviços judiciários atendendo o nosso pleito.
E se todos pararmos entraremos para a história, faremos história, mostraremos que tudo é possível quando estamos unidos pelos mesmos ideais. Sem picuinhas, sem brigas desnecessárias, sem grosserias. 
Vamos parar com a elegância que nos é peculiar, recebendo os advogados e partes do lado de fora, conversando, dando satisfação, fazendo-nos entender. Vamos parar e usar de argumentos sólidos, dados estatísticos para rebater as críticas e possíveis desaforos, como disse, com a elegância que nos é peculiar.
Ah, se todos pararmos, será o maior movimento que o Judiciário Catarinense já viu. E se todos pararmos a greve será breve e sairemos vitoriosos e satisfeitos.
Parece utopia, mas creio, sinceramente, que todos podemos e devemos parar, independente de cargo, de função, de gratificação, de graduação, sem medo de represálias, sem medo de retaliações. 
porque se todos pararmos seremos cerca de sete mil servidores em greve, mostrando que estamos firmes e fortes, unidos e reunidos em torno do propósito maior da categoria. A nossa valorização profissional e financeira, pois uma depende da outra e vice versa.
Portanto, pensemos nisso. E se todos pararmos?

domingo, 5 de abril de 2015

DEZ MIL

Mantenho este blog como um diário de contos, encontros, desencontros, desabafos, devaneios e reflexões. Aqui exponho minha impressão do mundo, minha observação das gentes, minha visão dos acontecimentos. Aqui narro em verso e em prosa, encanto e desencanto, escrevo o que sinto, o que vejo, o que em mim reflete.
Meu blog é aberto, livre, de fácil acesso. Os que aqui entram leem, comentam, discutem, curtem ou não, aprovam ou não, compartilham ou não. Liberdade absoluta.
Não tenho a pretensão de ser escritora, denomino-me escrevedora, portanto, dos que me leem não espero aplausos nem nada parecido. Mas gosto dos feedbacks, das opiniões deixadas, das ideias trocadas.
E na última semana o google me avisou que chegara aos dez mil leitores, dez mil visualizações. Então fui dar uma olhada e fiquei orgulhosa. 
Não o orgulho tolo de quem quer aparecer, mas o orgulho ingênuo de quem gosta de compartilhar vivências e experiências, de contar histórias, de ouvir e reproduzir, de observar e relatar.
E agradeço aos que acessam, aos que leem, aos seguidores, aos que deixam seus comentários no próprio blog ou no e-mail. E agradeço o dom da escrita, o gosto em brincar com as palavras, misturá-las e formar textos. Agradeço, sou grata!
E continuarei escrevendo, porque continuarei vivendo e vivenciando. Espero que continuem lendo. 
Abaixo um pequeno resumo deste três anos do blog.

301 textos publicados.

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Reino Unido
27
Malásia
23
Japão
20

Então, mais uma vez, muito obrigada. Estou feliz por ter ultrapassado os dez mil leitores e por isso faço questão de compartilhar com vocês e agradecê-los. E aproveito para pedir que continuem me inspirando, contem-me histórias, sugiram-me temas, escrever é meu prazer!

Maria Conceição de Aguiar