domingo, 28 de dezembro de 2014

VIDA

Estamos vivos hoje, mas a única certeza que temos é de que todos morreremos um dia. Grande chavão não é mesmo? Mas é verdade.
E pensando nessa verdade, medito sobre a vida e a morte. Quem somos, o que somos, o que fazemos, como fazemos, que vida vivemos! Que tipo de morte teremos.
E penso que o importante é o hoje, o aqui e agora. E que a beleza, assim como a felicidade, consistem nas coisas mais simples do dia a dia. Na família reunida, no passeio, no banho de mar, no alvoroço das crianças, na amizade, no carinho, na gratidão e no amor!
Porque o ontem passou, não voltará. O amanhã é uma incógnita, não podemos prevê-lo.
Então reunimos a família para celebrar o Natal, a Páscoa, nossos aniversários. Reunimos os amigos para uma cerveja gelada, um bate papo, boas rizadas.
E não sabemos por quanto tempo o poderemos fazer. Não sabemos se estaremos todos juntos na próxima Páscoa, no próximo Natal, no próximo aniversário, na próxima reunião.
Tênue demais a linha que separa a vida da morte. Invisível, inexplicável.
E nesse ínterim não dá para perder tempo com questões mal resolvidas, com mal entendidos, fofocas, brigas inúteis. E não dá para adiar aquela conversa, a declaração de amor, a viagem, o passeio, aquela visita há tanto planejada.
Imprescindível é administrar o nosso tempo, o tempo que nos resta da melhor maneira possível, já que não sabemos quanto teremos.
E dividindo nosso tempo de maneira sadia, podemos fazer tudo ao mesmo tempo, ou tudo a seu tempo. Sem atropelos, mas sem deixar para depois, nem para lá!
Resolver pendências, pedir desculpas, perdoar, dar um abraço apertado, um aperto de mão. Ligar, visitar, convidar para um café!
Amanhã pode ser tarde, amanhã pode não chegar para nós ou para alguém que amamos, admiramos, queremos bem.
Portanto, é sempre bom rever e repensar quem somos, o que somos, o que fazemos e como fazemos. Caso tenhamos que diminuir o ritmo, tudo bem! Caso tenhamos que acelerar o passo, tudo bem também. Só não podemos parar, estagnar, deixar o tempo passar sem que percebamos a graça de estarmos vivos, sem que vivamos em plenitude.
Estou refletindo, estou repensando, estou questionando e tudo isso faz-me um bem enorme! Afinal, não sei quanto tempo tenho. Mas agradeço por cada dia, por mais um dia, por todos os dias!

Maria Conceição de Aguiar

RETORNO

Por um bom tempo fiquei afastada do blog. Tenho estado cansada, trabalhando demais, acumulando funções de dona de casa e profissional. Além disso, tenho me sentido meio baixo astral. Daí, a inspiração voa para bem longe.
2014 foi um ano difícil! A crise financeira que abalou a todos. As notícias constantes de corrupção e desvios de verbas públicas. Escândalos por toda parte. 
Enquanto o brasileiro se distraia com a Copa do mundo, eles sucateavam nossas empresas públicas, falindo-as, raspando tudo o que podiam.
Enquanto alguns se contentam com as bolsas, cotas e vales, eles roubam descaradamente e depois é um tal de 'eu não sabia'.
E nós pobres mortais brasileiros sobreviventes, arcamos com o ônus de tanto desmando. Custo de vida altíssimo, impostos nas alturas e os serviços básicos cada vez piores.
Com tal realidade fica difícil inspirar-se para escrever sobre o cotidiano, sobre pensamentos e opiniões.
Confesso que fui acometida de uma espécie de apatia, gerada pelo descontentamento, pelas decepções, pelas contas altas demais.
E falo das contas de modo geral, de todos.
Pois o público tornou-se privativo de espertalhões que só pensam em tirar proveito próprio em detrimento de quem realmente necessita dos serviços, do atendimento à saúde, da educação, segurança, cultura, lazer.
Mas enfim, assim caminha o brasileiro. Desiludido, desacreditado e quase já acostumado com os escândalos financeiros causados pelos políticos corruptos que assolam o país. 
Então, depois desse desabafo, quero dizer que pretendo retornar ao blog, com meus textos e meus pensamentos, comentando aqui o vai e vem da vida. E,claro, torcendo por um Brasil melhor, em que todos tenham oportunidades de crescimento, em que o público seja de fato de todos, sirva para o bem comum e não apenas para satisfazer a ganância de alguns!

Maria Conceição de Aguiar
28/12/2014