terça-feira, 31 de janeiro de 2012

BEIJOS E ABRAÇOS

Beijos e abraços são as formas mais tradicionais de se demonstrar carinho que conhecemos e praticamos. Desde que nascemos, já somos aconchegados nos braços da mãe e ela nos enche de beijinhos delicados, carinhosos, caprichados. E assim vai pela vida afora.
Aprendemos a cumprimentar as pessoas, saudando-as com um, dois, ou três beijinhos, na despedida, o mesmo gesto. E ao longo dos anos vamos conhecendo as diversas expressões do beijo, as várias maneiras de beijar: o beijo na mão, reverência; na testa, respeito; na face, carinho; no pescoço, arrepio; na boca, paixão...
E o abraço? Já pararam para pensar na importância e na simbologia do abraço? Para mim, abraço significa muito! É aconchego, proteção, bem-querer, cuidado, afeto, carinho. 
Sabe aqueles dias em que nada parece dar certo, em que tudo aparenta desmoronar a sua volta e você encontra alguém que te aperta em seus braços com tamanha força que quase te sufoca por dentro e por fora. Isto faz tão bem, alivia, abraço mágico, poderoso, verdadeiro!
Mas há também aqueles dias em que você daria tudo por um desses abraços, mas não há ninguém, não há quem chamar, não há quem procurar, não há quem abraçar. E nestas horas experimente abraçar a si mesma, bem forte, enrosque-se em seus braços o máximo que puder e veja que logo começa a se sentir melhor, porque verá que não está sozinha, está com você!
Porque solidão é triste, é chão, ninguém merece. Mas para amar alguém precisamos primeiro amar a nós mesmos antes e acima de tudo e de todos. porque se eu me amo eu me cuido e me valorizo, assim consigo amar e ser amada por outras pessoas. 
Assim também nas demostrações de carinho e afeto. Tenho que me cuidar, abraçar, tocar meu corpo, olhar-me no espelho e dizer que estou bem, bonita, sorrir. Então posso beijar, abraçar, acariciar, tocar, aconchegar, expressar meu carinho!
Estou pronta! Gosto de beijos e abraços! Gosto de gestos de carinho! Gosto de atitudes! Gosto de demonstrar meu afeto! Gosto de cuidar das pessoas que amo! Gosto que cuidem de mim! Estou pronta! 

Beijos e abraços!

Maria Conceição de Aguiar

31/1/2012

SEXO

Hoje acordei inspirada a falar sobre este tema que ainda é tratado com certo tabu por alguns. Mas afinal estamos no século XXI e sexo faz parte da vida, aliás, sem ele, não haveria vida, então por que algumas pessoas não se sentem a vontade para falar sobre o assunto? 
Na verdade, acredito que quem dá maior ou menor importância aos assuntos somos nós. Determinamos a importância, a influência e a necessidade de cada item, de cada assunto, de cada tema em nosso cotidiano, em nossa vida, em nosso dia a dia.
Aqui, falo por mim, falo das minhas necessidades e importâncias, das minhas experiências, as quais compartilho com meus leitores.
Para mim, sexo não está no topo da lista dos gêneros de primeira necessidade. Mas está na listagem dos itens essenciais para a manutenção da minha saúde física e mental, do meu bem estar geral.
Não tenho preconceito, acho que toda forma de amor vale a pena, Sou a favor do amor e pronto! Assim, no sexo, também não tenho preconceito. Acho que é cada um na sua. 
Sou heterossexual, monogâmica, fiel, gosto de ter parceiro fixo, mas não critico quem é homossexual, bissexual, poligâmico,enfim, atualmente, faz-se o que quiser,tem até a tal da inversão, pra quem gosta...
Mas o que quero mesmo dizer é que uma boa noite de sexo pode ser muito saudável, faz bem pra saúde, pra pele, pro humor, rejuvenesce. E entre um casal não há de haver pudores, temores, limites para a imaginação. Um casal, no aconchego do seu quarto, pode inovar, experimentar, renovar, criar, saborear. Esse é um momento que pertence aos dois unicamente, de entrega, de prazer, de união profunda. Mas para isso precisa haver esta sintonia, harmonia, dois corpos que se fundem em um...
Há quem prefira o sexo casual, às vezes é um ótimo quebra-galho. Já há os que precisam estar envolvidos, construir uma relação, estes fazem amor! Às vezes tem que se virar com as próprias mãos, ou com a ajuda dos brinquedinhos das lojas de sex shop, quando se está sozinha e não quer sexo banal...
O importante é ter a mente aberta, saber que sexo é bom e faz bem. E que para ter prazer a dois é preciso primeiro conhecer o seu corpo,olhar-se no espelho nua, tocar-se intimante, saber seus pontos mais sensíveis. Importante também fazer o que lhe dá prazer, o que é bom para os dois , senão não serve, se for apenas para agradar a um, não vale.
Bem, na verdade, a gente vai crescendo e aprendendo que sexo faz parte da vida e é essencial para a grande maioria das pessoas como comer,tomar banho, trabalhar, dormir e acordar, porque faz parte da vida, é estar vivo.
Assim encaro, mas sem vulgaridades. Acredito que meu corpo e o corpo do outo merecem respeito e cuidados. Não gosto de ficar de mão em mão, mas não critico quem o faça. Como disse, cada um na sua. Afinal, na vida, o importante é ser feliz e fazer os outros felizes. E fazer amor através do contato sexual é só mais uma forma de buscar felicidade, de ser feliz!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
31/1/2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CHAMPIX

                     

                         Amanhã é dia de consulta ao psiquiatra para avaliar o meu primeiro mês de tratamento com champix, este remédio que promete fazer você parar de fumar, desde que esteja motivada, claro.
Pois é, resolvi avaliar aqui, com vocês e comigo, antes de conversar com o médico. Comecei a tomar o medicamento no dia 26 de dezembro, em primeiro de janeiro passei a diminuir dois cigarros a cada dia até que, a partir do dia dez não fumei mais nenhum. Então, fazendo os cálculos estou há 36 dias ingerindo esta droga e há 21 dias sem fumar um único cigarro, meu recorde.
                         Mas não está sendo fácil, em determinadas horas do dia dá aquela vontade de acender um cigarrinho, ou, por força do hábito, às vezes me vejo procurando-o antes de fazer alguma coisa que eu sempre relacionava com o vício como ir ao o banheiro, depois do café, e outras. De vez em quando sinto o cheio forte de cigarro aqui dentro de casa, não sei se é psicológico ou real, porque não há vizinhos próximos, então este cheiro me deixa aflita, nervosa.
                          Também tem os efeitos colaterais do champix. Ainda tenho muita confusão mental, sonolência diurna, falta de memória, grande dificuldade de concentrarão, crises de depressão com vontade de chorar, sono agitado com sonhos anormais, pesadelos, sensação de cansaço, nervosismo, falta de apetite, enjoo, náusea, tontura, além de outros.
                          Mas vou levando, vou aguentando, porque estou decidida a parar de fumar, a me livrar desta dependência que está me incomodando. Costumo dizer que sou uma dependente em tratamento, ainda não estou curada, portanto, rezo muito, peço força a Deus, porque acredito em deus e sei que ele pode me ajudar e acredito na minha força de vontade em querer de fato abandonar este vício. 
O tratamento dura três meses e só então poderei dizer se valeu a pena passar por tudo isso. Mas acredito que valerá sim, pois estou fazendo um sacrifício enorme e não haverá de ser em vão!
                          Mas agora começo a me preocupar. As férias estão terminando, terei que voltar ao trabalho. Com a cabeça tão ruim sei que que não terei o mesmo rendimento, posso me prejudicar, vou ter que conversar também sobre isto com o médico, quem sabe um estimulante para que eu possa ficar mais desperta durante o horário de trabalho. Outro detalhe é voltar a conviver com fumantes. Como vou reagir, ainda estou em tratamento, tenho medo, será que corro o risco de cair em tentação, ou de ficar muito agitada, ansiosa?
                         Ah, não sei, mas na próxima semana volto à vida normal e confesso que estou já me preparando, vamos ver! 
                         Mas penando bem, 21 dias sem cigarro, depois de 30 anos, já é motivo de comemoração! E, pensando melhor ainda, acho sim, que este sacrifício todo, com todos estes efeitos colaterais deste champix, que tem a vantagem de não ter nicotina na sua fórmula, já está valendo a pena!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
30/1/2012

PAI

                              Há aproximadamente um ano escrevi aqui sob o título 4/2/1981, relembrando os 30 anos de falecimento do meu pai.

                             Valmício de Aguiar foi embora aos 42 anos. Fecho os olhos e ainda ouço sua voz, sinto suas mãos calejadas do trabalho pesado, da colher de pedreiro; seu rosto já envelhecido pelo sol. Olhos azuis, brilhantes mas tristes; nos lábios havia sempre um sorriso e uma palavra alegre, despojada, estava o tempo todo bem-humorado.
                          Também gostava de escrever suas frases, uma delas guardo comigo, atrás de uma fotografia: "Para ver tristeza em mim é preciso penetrar em meu interior."
                         De fato, não aparentava tristeza, mas não teve uma vida feliz. Nasceu, cresceu, casou, teve filhos, separou, adoeceu, morreu. Cumpriu um ciclo, uma missão? Talvez!
                              A profissão de pedreiro exercia com prazer, era mestre. A dependência do álcool começou a atrapalhar, mas não a impedi-lo. Hoje entendo melhor, na verdade, apenas agora entendo o quanto é difícil lidar com qualquer tipo de dependência. 
                             Meu pai foi se deixando consumir pelas suas tristezas, amarguras, decepções, derrotas, angústias e, principalmente pela dependência da bebida. Tudo junto gerou um câncer fatal.
                            Ele não percebeu que precisava de ajuda,não pediu socorro, não procurou reverter a sua vida sofrida. E quem o conhecia, aqueles que estavam por perto, sabiam que o sorriso era fingido, que as piadas eram falsas, que os gracejos eram disfarçados, porque o coração estava angustiado, machucado, mas ele não se expunha, não se permitia ser ajudado. Era orgulhoso, dizia sempre que estava ótimo.
                              Bem, de qualquer forma, cumpriu sua jornada, porque continuo acreditando que nada é em vão, que todos passam pela vida com uma missão. Meu pai viveu 42 anos, tinha um grande coração, era amigo pra todas as horas e estava sempre rodeado por eles, sinto ainda sua falta e rezo para que tenha encontrado a paz ao lado de Deus!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CONECTADA

                             Houve tempos em que eu criticava quem ficava em frente ao computador, conectado à internet, achava perda de tempo. Fazia igual julgamento quanto à televisão e revistas de fofoca. Trocava essas coisas por um bom livro, a leitura de um jornal, um passeio ao ar livre ou uma conversa olho no olho.
                              Nunca gostei muito de amigos virtuais, sempre preferi os reais, os que se pode tocar, sentir, falar olhando nos olhos.
                              Bem, quanto a televisão e as revistas populares continuo com a mesma opinião, não gasto meu tempo com eles. Já, em relação a internet, mudei de ideia. Nesta fase em que me encontro, de quase total isolamento, tenho preferido ficar aqui, escrevendo neste blog, postando no facebook e até conversando no msn.
                              Mas ainda prefiro os amigos reais então não adiciono muita gente. Tenho poucos contatos nas redes sociais da internet e pretendo continuar assim, afinal, sendo muitos perderemos a chance de nos conhecermos, estarão ali por estar, sem muita praticidade.
                             Prefiro fazer amigos de verdade, aos poucos, ao longo da vida, no dia a dia. Alguns até virtuais, mas que acrescentaremos alguma coisa na vida um do outro, partilharemos vivências, experiências, seremos amigos e não apenas contatos adicionados.
                             Então, durante este tratamento doloroso contra o fumo, este recolhimento necessário que me faz repensar e replanejar toda minha vida, minha existência, meu presente, o computador tem sido meu companheiro de todas as horas. Já não me imagino sem tê-lo um dia sequer. Sei que esta também é uma fase e que também vai passar. Mas é aqui, em frente a esta tela, teclando estas palavras que vou suportando estas mudanças tão bruscas, tão radicais, tão repentinas.
                             Mudanças de livre arbítrio, afinal eu escolhi fazê-las. Decidi que agora é a hora e o momento para parar de fumar depois de trinta anos de vício. Decidi romper um namoro de três anos, por achar que não conseguia mais conviver com todas as nossas diferenças. Decidi isolar-me em meu apartamento, sozinha e com o pé quebrado, recebendo apenas as visitas diárias dos meus filhos, por entender que precisava deste momento de reflexão, de recolhimento, só meu.
                              Mas admito que não está sendo fácil! Sinto falta do cigarro. Em determinadas horas do dia a vontade de fumar é muito grande, apesar do remédio. Sinto falta do meu ex-namorado, ainda gosto dele. E quando ele aparece, de vez em quando, quase tenho uma recaída, mas então invento uma briga e assim mantenho firme minha decisão. Mas tenho saudades. Sinto falta de gente, de movimento,de conversar, de desabafar...sinto falta de tantas coisas, mas ainda não me sinto pronta.
                              Então neste momento, neste mês de janeiro, só tenho a internet, só tenho as redes sociais! Mas em noites como esta em que estou mais sensível, gostaria de um aconchego, de alguém ao meu lado, de um abraço.
                             Bom, mas decidi também que o champix não vai me destruir, a falta de cigarros não vai me derrubar, e namorado? Ah, deixa eu me recuperar que arrumo outro, que tenha mais a ver comigo. Meu pé está em plena recuperação. Daqui a pouco estarei novinha em folha. Marquei até uma data para o meu renascimento: 5 de fevereiro, dia do meu aniversário! A partir deste dia chega de depressão, de lamúrias, de tristezas, de queixumes! A partir do próximo dia 5 de fevereiro nasce uma nova mulher, aguardem!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ENVOLVIMENTO




Já falei aqui sobre envolvimento físico e emocional. Mas agora quero falar sobre envolver-se de maneira geral, com tudo e com todos. 
Envolver-se na vida, procurando causas que façam a sua ter mais sentido, deixando marcas aonde passa, contribuindo de alguma maneira para o crescimento e desenvolvimento racional e equilibrado do planeta.
Então admiro as pessoas que se envolvem em causas sociais, ambientais, religiosas, ou qualquer outra, desde que pacíficas, todas são válidas. Tiro o chapéu para quem dedica parte do seu tempo ao trabalho voluntário, defendendo aquilo ou aqueles que acredita que precisam de si! 
Envolver-se! Entregar-se por amor, por acreditar, por idealismo, por filosofia, por escolha...
Não importa o motivo, o importante é estar plenamente envolvido no que se faz, com quem se está, nas tarefas que se realiza, no trabalho que se propõe a fazer, com as pessoas que convive.
Ou há envolvimento ou ficará sempre faltando alguma coisa. Para que tudo saia bem feito, para que as relações se desenvolvam é preciso envolver-se de corpo, alma e coração!


MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
24/1/2012

EU E AS DROGAS

Olá,

tenho relatado aqui, neste mês de janeiro os problemas que tenho enfrentado. O pé quebrado, tratamento de choque para parar de fumar e todos os efeitos colaterais que estes medicamentos me causam.
Finalmente tirei o gesso, mas meu pé ainda não está totalmente curado, continuo usando uma tala de proteção e fazendo fisioterapia. Ainda tenho dificuldades para caminhar e, segundo o médico, só vou voltar a vida normal em seis meses.
Mas hoje fiquei pensando na bagunça que deve estar o meu organismo e o meu sistema imunológico por conta de todas estas drogas que tenho ingerido diariamente. Estou há quinze dias sem nenhum cigarro, ótimo! Mas vou compartilhar com vocês a lista das outras drogas, lícitas e com receita médica, que estou sendo submetida:

1: BIOFENAC - 11mg - aerosol: Anti-inflamatório e analgésico para aplicar no pé três vezes ao dia.
2: FLOTAC - 70mg - cápsulas: Anti-inflamatório e analgésico, para ajudar a cicatrização da fratura no pé. Tomo uma cápsula a cada doze horas.
3: RIVOTRIL - 2,5mg - gotas: Calmante, sonífero, tomo quinze gotas ao deitar.
4: AMATO - 50mg - comprimidos: Controla a ansiedade, tomo um comprimido a cada 12 horas.
5: CHAMPIX- 1mg - comprimidos revestidos: Tratamento para parar de fumar. Um comprimido a cada 12 horas.

Sei que este assunto é muito pessoal, meu, mas gosto de dividi-lo, gosto de partilhar, isto me faz bem. Sabendo por tudo que estou passando as pessoas conseguem entender meu comportamento atual, minhas angústias, meus medos, meu momento de isolamento, de fraqueza, de recolhimento.
Sim, é isso, estou recolhida, totalmente drogada, dando um tempo pra me recuperar, para depois voltar renovada e acreditem que vou voltar! Estou fazendo isto porque me amo acima de tudo e de todos e acredito em mim, na minha capacidade de superar qualquer desafio, qualquer obstáculo, por isso vou em frente, assim, meio sem noção, mas só por mais um tempo, logo, logo volto a ser a Maria e ai ninguém me segura.
Mas neste momento, prefiro ficar aqui assim, quietinha, conversando apenas pela internet, contando minhas histórias neste blog para quem se dispõe a ler. Assim, vivendo um dia de cada vez!
Obrigada pela atenção
beijos

Maria

ENVOLVIMENTO EMOCIONAL

Há pessoas que passam pela nossa vida rapidamente que logo esquecemos, outras ficam anos e mesmo assim não acrescentam nada, quando partem não fazem diferença, nem sentimos sua falta. mas há aquelas que, independente do tempo que passaram conosco, uma hora, um dia, um ano,uma década, uma vida, deixam em nós marcas tão profundas que serão lembradas para sempre.
Com essas pessoas nos envolvemos emocionalmente, houve troca! De experiências, de afeto, de bem-querer, de amor, de carinho, de verdades...houve sintonia, harmonia, compatibilidade.
E quando isto acontece superamos as diferenças porque elas existem, estão ali presentes, afinal, não nos envolvemos apenas com os iguais, isso seria muito fácil e simples. O legal é enfrentar e superar as diferenças, divergindo, discutindo, opinando, respeitando, entendendo que não estamos competindo, mas aprendendo uns com os outros.
Então, quando nos envolvemos emocionalmente, o outro passa a ser fonte de inspiração para nosso crescimento e também o queremos ser para ele. Então buscamos o que há de melhor nele e nos esmeramos em melhorar cada vez mais para sermos exemplo, para fazermos diferença. 
Estar envolvido emocionalmente é amar incondicionalmente sem esperar nada em troca, sem pedir nada em troca, sem mais nada. É pensar que a vida é bela, que as pessoas valem a pena, que os sentimentos bons tornam os dias mais bonitos e os problemas mais suaves. É saber que seu coração sabe amar e isto já faz de você um ser especial.
Eu particularmente admito e assumo publicamente que me envolvo emocionalmente com muita facilidade. Acho que sou meio carente, então gosto de ouvir as pessoas e de ser ouvida, ou melhor, lida. Àqueles que me tratam com delicadeza, gentileza, amizade, carinho, que me dão atenção, que estão ao meu lado quando preciso, que demonstram amor por mim, não com palavas, mas com gestos e atitudes, ah, estes me envolvem completamente, ganham-me para sempre! Têm minha lealdade, fidelidade, amizade, sabem que podem contar comigo e que não passaram pela minha vida em vão! 


MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR

O PATRIARCA

                   Chamava-se Paulino Horácio, nome forte para um homem forte. Meio bonachão, brincalhão, gostava de uma boa vida.
                    Contam que não era muito chegado ao trabalho, gostava mesmo era de um jogo de dominó, de cartas e de mulheres.
                    Casou-e com uma moça simples do interior, a qual jamais ousou desafiá-lo. Nela fez-lhe muitos filhos, onze no total, seis vingaram. Os outros Deus levou ainda pequenos ou nem nasceram.
                    Ele lembrava com saudades de uma em especial, Erotildes. Falecera aos dois anos de idade. "Linda, com aqueles olhos tão azuis da cor do céu, os cabelos pareciam trigo, esperta que só, morreu assim, do nada", lamentava.
                    Ela lembrava das vezes que pariu praticamente sozinha e principalmente de certa vez em que ele foi buscar a parteira mas os amigos chamaram para um jogo de dominó e esqueceu do compromisso, quando chegou a criança já tinha nascido.
                    Arranjaram-lhe um emprego público federal, naqueles tempos não precisava concurso público. Foi trabalhar na construção da BR 101, então 'Estrada Federal'. Foi a salvação da família. Construíram uma casa, melhoraram de vida.A mulher também foi trabalhar fora de casa, foi ser professora primária.
                    Então o Seu Paulino comprou a primeira televisão do lugar. Uma novidade que atraiu a atenção de todos. Era um luxo. Toda noite a casa enchia para ver a novela da TV Tupi. A família sentava nas poltronas, os brancos nas cadeiras e os negros no chão. Tudo certo, ninguém reclamava, ninguém estranhava, era o costume. Quando dava a hora ele levantava, desligava o aparelho e todos sabiam que era hora de ir para suas casas.
                    Na copa de 70 a televisão foi para a janela da sala e todos podiam assistir aos jogos confortavelmente sentados nos trilhos do trem ou nas pedras da beira da estrada. eram dias de festa!
                    Este era o Seu paulino Horácio. Com os amigos era brincalhão, bom, amigo. Em casa, austero, rígido, queria respeito, exigia moralidade.Os filhos cresceram. Homens pro trabalho e mulheres pro casamento. E obedeceram.
                    Era um homem grande, forte, bonito, de olhos claros, falante, instigante!
                    Teve problemas cardíacos, superou, teve câncer de pulmão que o levou. Morreu cedo, não queria morrer. Ainda tinha muito que viver. Estava numa fase boa, finalmente conquistara independência financeira, conforto, podia viajar, passear, comprar. Mas foi embora e deixou uma viúva totalmente perdida pois sempre fora dependente dele. Então passou a ser dependente das filhas, não sabia fazer nada sozinha, ele nunca a deixou aprender.
                    Ele era o patriarca, com seus defeitos e qualidades mantinha sua família unida em torno de si, após sua morte as coisas começaram a mudar e mudaram muito.
                    Bem, os tempos também mudaram, as pessoas mudaram, as outras famílias mudaram, mas o velho Paulino deve ter se revirado no túmulo algumas vezes! 

      Que Deus o tenha e que descanse em paz! AMÉM

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
24/1/2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MULHER MODERNA

                         Sou de uma geração em que as mulheres foram educadas para levarem uma vida plenamente ativa. Estudar, trabalhar, ter uma profissão, gerar o próprio sustento e gerir a sua vida.
                         E desde cedo minha vida tem sido assim. Casei nova, tive três filhos, estudei e continuo estudando, trabalho fora de casa, já mudei de profissão várias vezes, sou responsável por mim!
                         Sou inteiramente responsável por mim. Não preciso dar satisfação para ninguém. Às vezes gasto demais, acumulo dívidas e tenho que me virar para encontrar um jeito de saldá-las, pois sou honesta, não fico devendo. Outras vezes as despesas é que são muitas mesmo, prestação do carro, aluguel, seguro, supermercado, farmácia, combustível, plano de saúde, água, luz, telefone, padaria, verdureira, frutaria, aniversários (presentinhos), ufa, meu parco salário não aguenta, tenho que fazer malabarismos!!!
                        Mas não me queixo, agradeço a Deus porque tenho um emprego e um salário fixo. E me ajeito, peço força e ajuda a Deus, faço uns bicos e sempre resolvo.
                         Também não preciso pedir permissão para ninguém para fazer o que tenho vontade, sair, dançar, namorar quem eu bem entender. Sou dona do meu nariz. Não tenho hora para dormir nem para acordar. Não tenho hora para sair nem para chegar. Sou livre, completamente livre!
                        Mas ultimamente, esta liberdade tem me incomodado, já não me faz tão feliz. Começo a sentir falta de alguém ao meu lado. Cansei de ser mulher moderna. Quero ter alguém para levar o carro para fazer revisão, que monitore a necessidade da troca de óleo, da calibragem dos pneus, que se preocupe com as contas da casa, com a manutenção da parte física da residência.
                         Aff, é muita coisa! Não dou mais conta.
                         Quero dividir meu dia a dia com alguém que queira estar ao meu lado, que queira ser meu companheiro, que goste de estar perto de mim, que me complete e que eu o complete.
                         Amigos, nem me reconheço escrevendo essas coisas. Até alguns anos atrás adorava ser mulher moderna, ficava orgulhosa em fazer tudo sozinha, em dar conta de tudo! Pensar em casamento me causava urticária. Mudei!
                         Hoje penso diferente. Tive um relacionamento legal, que me fez bem, que me fez ver que viver a dois pode ser muito bom.
                         Então agora quero casar, quero começar tudo de novo, quero alguém para caminhar ao meu lado, envelhecendo junto comigo, construindo comigo um futuro que ainda pode ser maravilhoso para nós dois.
                         Mudei de ideia, de opinião. Que bom que mudei, meus conceitos mudaram. Hoje tudo que mais sonho é dormir de conchinha, acordar, olhar para o lado e dizer bom dia, ter para quem voltar para casa no fim do dia.
                         Atualmente admiro os casais, os casamentos e pretendo encontrar o meu par e também me casar. E então cuidaremos um do outro e juntos cuidaremos das nossas coisas e das nossas vidas!!!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
23/1/2012

ENVOLVIMENTO FÍSICO

Um abraço, muitos abraços...Um abracinho, um abração...Um aperto de mão...Mãos dadas, mãos entrelaçadas...
O toque da mão na pele do outro, nos cabelos, o calor de um corpo aquecendo outro corpo...bocas se encontrando.
Caminhar de mãos dadas, passear de braços dados, dormir agarradinhos ou de conchinhas...
Contato físico é importante, necessário, faz parte das nossas necessidades. Precisamos tocar e nos sentir tocados, de todas as formas, como demonstrações de carinho, afeto, amizade, conforto, amor...
Amor de pais e filhos, amor de irmãos, amor de homem e mulher! 
Nosso corpo é sensível ao toque do outro, sente necessidade e responde com prazer. 
Quantos abraços já salvaram nossos dias? Quantos já nos fizeram debulhar em lágrimas e aliviar todas as dores? E aqueles que simplesmente confortaram, silenciosos. Quantos colos com um bom cafuné já nos fizeram esquecer de todo e qualquer problema e adormecer, sonhar e pensar que sempre vale a pena, tudo vale a pena.
E uma noite de amor? Ah pode fazer milagres! Principalmente se for com amor! Ou se tiver sintonia, harmonia, encontro...no dia seguinte acordamos renovados! Maravilhados!
Não falo aqui da vulgaridade, falo do toque carinhoso, que faz bem, que aproxima as pessoas, que anima, empolga, renova. 
Às vezes somos tímidos, ou sérios demais, ou acabamos nos distanciando e ficamos na vontade, mas sem coragem. Então perdemos a oportunidade de abraçar, de beijar, de tocar, de fazer um carinho, uma carícia, uma massagem relaxante, dar um colo e também de receber estas dádivas maravilhosas, que precisamos sim. 
Admito que sou meio fria no contato físico do dia a dia, mas confesso que adoro um abraço, como me faz bem. E quando estou apaixonada me envolvo fisicamente também. Mas, como estou em processo de mudança, de evolução, pretendo continuar preservando o respeito que meu corpo merece, mas abrindo mais a guarda e abraçando mais, tocando mais, beijando mais, afagando mais, demonstrando através do meu corpo, do contato físico o meu amor pelas pessoas, todo tipo de amor.
O mundo está frio, as pessoas estão mais frias e me incluo. Precisamos de mais contato físico. Então, farei a minha parte! E pra começar deixo aqui meu fraterno abraço virtual a todos que lerem este texto!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
23/1/2012 

sábado, 21 de janeiro de 2012

BODAS DE ESTANHO

Neste mês de janeiro eu e o Tadeu, meu ex-marido, comemoramos Bodas de estanho ao contrário, porque completamos10 anos de separação. Ficamos casados durante 23 anos, Bodas de Palha.
Quando o conheci tinha apenas 15 anos, era tão menina. mas lembro-me bem, Fiquei fascinada por aquele belo jovem de 23 anos que havia voltado da marinha. Éramos vizinhos. Trocamos olhares, um beijo, mais um, o pedido de namoro, noivado, gravidez e casamento, bem nesta ordem. Aos 17 anos já estava casada, cheia de sonhos.
E por algum tempo fomos felizes, tínhamos sintonia, havia paixão. Na cama nos entendíamos muito bem, fora dela mais ou menos. Sempre tive a impressão que faltava alguma coisa e hoje entendo, faltava cumplicidade!
Vieram os filhos, passamos por algumas dificuldades de todos os tipos, fui crescendo, tive que crescer e amadurecer.
O Tadeu era bom marido, companheiro sempre que eu precisava, mas tinha gênio complicado, psicologicamente confuso. Ótimo pai até hoje, está sempre disposto a ajudar os filhos, não poderia ter escolhido melhor pai para os meus filhos.
Sempre tive muitos defeitos e a imaturidade foi o que mais contribuiu para o fracasso do nosso casamento, embora eu ache que 23 anos de casamento não possa ser considerado fracasso, claro que não. Mas aos 17 anos não se tem condições de fazer escolhas definitivas, não se tem maturidade para isso. Eu queria mais do que criar filhos cuidar da casa, queria estudar, trabalhar fora, conhecer pessoas, poder sair, ser livre para pensar por mim, agir sem ter que me explicar o tempo todo, porque sempre fui ajuizada, não faço nada demais, mas gosto de me sentir livre!
Mas sou grata ao Tadeu po tudo que fez por mim, principalmente, pela Patrícia, pela Paula e pelo Tiago, nossos filhos, só por eles nossas Bodas de Palha já valeram a pena. Com ele aprendi a ser forte, lutar pelo que quero, batalhar pelo meu sustento sem depender de ninguém, sabendo que se eu quero, eu posso e consigo. Ele foi meu primeiro amor, casei completamente apaixonada e gostaria que fôssemos amigos ainda hoje pois sempre teremos contato, afinal temos filhos e netos em comum.
Mas com ele nunca tive aquela experiência gostosa de combinar as coisas, de planejar, de decidir juntos, de fazer em conjunto. Era sempre assim:"Tu decide, a tua mãe resolve", e eu decidia, resolvia e depois escutava barbaridades se as coisas não dessem certo. Sentia falta dessa cumplicidade.

Mas nosso casamento durou o tempo que tinha que durar. Fomos felizes, tivemos ótimos momentos juntos e temos, ambos, muitas lembranças boas. E a separação aconteceu no momento oportuno, nem antes, nem depois, portanto, não há resentimentos nem arrependimentos, não há mágoas, acredito que tudo ficou bem resolvido!
E agora, ao comemorarmos Bodas de Estanho de separação, desejo a ele que seja muito feliz, de verdade, que refaça sua vida com alguém que consiga entendê-lo, lidar com suas fraquezas, enxergar sua magnitude e que sejam felizes para sempre!


Então, parabéns para nós.




MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR

JANEIRO DE 2012

Meu corpo com CHAMPIX

Já falei dos efeitos psiquícos, psicológicos e mentais que o tratamento com champix tem provocado em mim. Esta semana começaram a se manifestar os efeitos físicos, não menso danosos. Tenho sentido dores de cabeça, não muito intensas, é verdade, mas constantes; diarréia, esta sim, intensa, sem aviso prévio. Tenho enjoos fortes, principalmente matinais, o que me prejudica, pois preciso me alimentar antes de ingerir o medicamento, mas o enjoo é muito forte. Sinto-me cansada ao menor esforço, sem exageros. Meu corpo parece sem forças para nada, aliás, não faço nada. Tenho perdido o apetite e como porque sei que preciso, então procuro me alimentar da melhor forma possível, com frutas, verduras, carnes, sucos. Sinto sim muita sede e tomo sucos, água, bastante água e tudo que for líquido. Meus hormônios também estão alterados. Meu cabelo que sempre foi seco tem estado com alguma oleosidade, minha pele também. Meus pelos têm crescido mais rápido e minha menstruação apenas ameaçou vir, foi só um filete e desistiu, ou seja, nem menstruei este mês.
Resumindo, meu corpo todo está sentindo os efeitos deste medicamento tão forte. Então agora, além de estar com as ideias atrapalhadas, com a mente confusa, com a cabeça lesada, também estou cansada, sonolenta, enjoada, indisposta, desanimada, enfim, cada vez mais deprimida.
O serviço de apoio ao paciente diz que tudo isso é normal e que termina tão logo termine o tratamento, assim espero. Mas até lá nem eu consigo me aguentar.
Hoje completo 27 dias de tratamento, 21 dias do início da diminuição gradual do cigarro e 12 dias sem nenhum cigarro. Enquanto uso o remédio está tranquilo, apesar de todos os efeitos colaterais. Mas admito que tenho medo. E depois, como será? Terminado o tratamento volta a vontade de fumar? Afinal eu sou uma viciada, dependente em recuperação. Eles dizem que quem não consegue nestes três meses faz mais três de reforço, mas não quero ficar refém deste nem de nenhum outro remédio, também não quero voltar a fumar.
Por isso tenho rezado, pedido força a Deus, tenho lido sobre os benefícios em parar de fumar, tenho convicção que quero parar, mas confesso, ainda tenho medo!

Maria Conceição de Aguiar
21/1/2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Caros Leitores




Estou orgulhosa, sem querer ser presunçosa, lógico. Quem me conhece sabe que não o sou. Mas também sabe que, embora não seja escritora, gosto de escrever, gosto das palavras.
Uso este blog como uma espécie de diário, no qual desabafo, conto minhas histórias, deixo minhas experiências e minhas opiniões.
Para minha surpresa e satisfação, meus textos têm sido campeões de leitura pelo mundo afora e isso me orgulha sim.
Há leitores me perguntando como fazer para postar comentários ou tornarem-se seguidores, é simples. Ao final de cada texto há o espeço para opinar, comentar, criticar, discordar, escrever o que quiser. Ao lado, há os seguidores do blog e ali qualquer pessoa pode tornar-se um membro, participando deste site.
Esta interação é importante para mim. Também leio e interajo com outros blogs. Portanto, gostaria de ter esta integração com meus leitores, inclusive sugerindo temas de abordagens, de discussões, enfim, vamos polemizar, mas vamos interagir.
E hoje, ao atingir mil leitores, em menos de um mês, sem nenhuma divulgação, quero agradecer! Agradecer a cada uma dessas mil pessoas que leram pelo menos um destes textos, que compartilharam das minhas ideias ou simplesmente as conheceram, que me visualizaram um pouco. Obrigada! Vocês estão fazendo uma diferença enorme na minha vida!
E quem desejar fazer contato comigo é só clicar em visualizar meu perfil completo. Lá estão todo os meus dados.
Grande abraço!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
20/1/2012

Gosto é gosto!


Gosto das coisas simples da vida. De contemplar o pôr do sol à beira-mar. De molhar os pés nas águas geladas de um rio. De sentar-me sob a sombra de uma árvore e ali passar horas a pensar, perdida em sonhos e devaneios, olhar as nuvens e ver os desenhos que elas formam. Admirar a lua cheia! Ah, a lua cheia me fascina!
Gosto de reunir meus filhos para um almoço de domingo em casa, todos juntos na cozinha, cada um dando eu toque, aquela algazarra de crianças, depois todos ajudando a lavar a louça. Gosto dos passeios em família, dos piqueniques com as crianças, até ali no zooobotãnico, a gente faz uma festa.
Digo bom dia pro sol, boa noite pra lua, converso com meu sapo de pelúcia. Gosto de pássaros, adoro ouvi-los cantar, mas prefiro-os soltos, jamais engaiolados. Aliás nunca consegui manter nenhum animal preso, porque também não consigo ficar presa.
Admiro as flores nobres, mas prefiro as mais singelas como margaridas e girassóis, violetas e gerânios. Aprecio bons pratos, mas adoro arroz com feijão.
Gosto das pessoas simples, que agem com simplicidade. Estas são sábias, não precisam mostrar nem falar quem são, todos percebem. E são admiradas pela sabedoria e simplicidade. Não são mais tão raras, elas existem e nos deparamos com pessoas assim diariamente, o que considero privilégio.
Participo de grandes discussões sobre política, economia, religião, aquecimento global, crise mundial, risco Brasil, enfim, mas gosto mesmo das conversas simples em que falamos de besteirinhas do dia a dia, dos filhos e netos, dos pais e irmãos, dos namorados, noivos, maridos, dos amores e desamores, de homens e mulheres, de horóscopo e demais assuntos que relaxam, descontraem, servem para amenizar, arejar. Enfim, sou uma pessoa simples, que gosto de pessoas simples e de coisas simples. Afinal, acho que a vida é simples, e assim deve ser levada, então pra que complicar? Simplicidade está na moda e pronto!

Maria Conceição de Aguiar
20/1/2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Era uma vez



Era uma vez uma jovem muito bonita. Tinha no rosto traços perfeitos, boca e nariz simétricos, olhos claros e brilhantes, cheios de vida. Um corpo esguio, embora de estatura mediana. A cabeça fervilhava de sonhos e fantasias, comuns a todas as moças. Queria casar, ter filhos, uma família.
Foi quando conheceu um comerciante que por lá apareceu. Alguns anos mais velho, o homem apaixonou-se imediatamente por aquela linda moça. Notou-lhe a singeleza e passou a cortejá-la. Em pouco tempo estavam casados. A bela, feliz da vida, despediu-se do pai, da irmã e do irmão, foi ao cemitério pedir as bênçãos da mãe e foi embora da sua cidade, acompanhando seu marido, rumo a uma vida nova, totalmente desconhecida para ela, estranha, mas estava tão feliz!

Os primeiros anos foram difíceis, morava com a sogra e as cunhadas solteironas. Logo veio o primeiro filho, o segundo e o terceiro, até totalizarem seis. Havia muito o que fazer. O marido tinha um comércio, havia horta, chácara, animais, filharada, obras da casa própria, mas havia tanto amor, união. É, ela amava aquela vida.
E os anos foram passando, a sogra faleceu, as cunhadas foram embora, ela foi trabalhar fora. E ensinava aos filhos desde pequenos que cada um era responsável pelo outro. Então, eles tomavam conta uns dos outros na sua ausência e ela, já não tão jovem, esmerava-se em cuidar de todos e de tudo. Continuava a ser dona de casa, mãe, esposa e profissional. E ainda tinha a chácara, a horta, os animais...

Aprendi a admirá-la, jamais a ouvi dizer que estava com preguiça! Ela sempre podia, sempre dava um jeito. Eram seis filhos, quatro homens e duas mulheres, todos muito dependentes, todos muito frágeis. Herdaram do pai essa fragilidade psicológica, a dificuldade em lidar com problemas, em resolver situações. Então aquela bela jovem desde cedo teve que tomar as rédeas de tudo e assim foi por todo o sempre.

O tempo passou, os filhos cresceram, seguiram seus rumos, casaram, vieram os netos. Seu companheiro foi chamado por Deus. Mas ela continuou firme, ainda forte, visitando a todos, aconselhando, comemorando, acompanhando, vivendo. Viúva, optou em morar com uma filha, também viúva. E os anos continuaram passando, porque o tempo não para e não espera por ninguém!

Hoje, aquela que um dia foi uma jovem tão bela e atraente, tão cheia de vida, está com 81 anos. Poderia ainda estar transbordando vida, mas ao contrário, está deprimida, emagrecendo, definhando a olhos vistos. E querem saber porque? Por solidão! É isto, sente-se só, sente falta dos filhos e netos. Continua morando com a filha, que já não é mais viúva, casou de novo, mas que se esmera ao máximo em dedicação à mãe. Além dela, duas netas, que estão sempre lá, atentas, cuidadosas, preocupadas, zelosas.

Mas são seis filhos e treze netos! Cadê os outros? Ela sente falta, chora, sente-se abandonada, tem medo da morte, tem medo de estar chegando ao fim da vida e gostaria que estes últimos anos fossem rodeados de amor, atenção, afeto, carinho.

Eu consigo entender o que está sentindo. Porque fecho os olhos e lembro das suas gargalhadas italianas quando a casa estava cheia e ela alegre cozinhava para todos ou contava aquelas longas histórias. Lembro quando viajava horas de ônibus para socorrer um filho ou simplesmente visitá-lo. Lembro do seu sorriso e agora não a reconheço.

E aproveito para dizer que esta jovem e bela dama deixou marcas profundas em mim. Ensinou-me muita coisa, sou-lhe grata. Gosto dela pra caramba e, embora tenhamos nossas diferenças sei que ela gosta de mim também. Temos respeito e admiração mútua.

E esta história não termina aqui, talvez nem termine logo, ainda pode ser revertida, afinal são seis filhos, treze netos e seis bisnetos! E ela só precisa de AMOR!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
18/1/2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

LESADA

                    Ultimamente é assim que me sinto, lesada. Esta palavra lembra-me  de quando morava no interior e alguém cujo raciocínio era lento, meio desprovido de lógica, costumava-se dizer que certa pessoa era 'lesado da cabeça'. Pois desde que comecei a fazer este tratamento para parar de fumar sinto-me assim, lesada da cabeça, prá ser bem redundante. Mas do restante também, quer dizer, continuo sendo redundante,pois se é o cérebro que comanda tudo, essa letargia nos movimentos devem-se a essa lesão.
                   O laboratório fabricante do medicamento oferece um acompanhamento por telefone. Eles te ligam, ouvem as tuas queixas, elogiam os teus progressos e dizem que tudo isso é natural, vai passar quando terminar o tratamento, bem, assim espero.
                   Mas por enquanto tá complicado. Acordo me arrastando as oito e meia da manhã porque tenho que comer para tomar o champix as nove e não deve ser ingerido com o estômago vazio. Então levo mais uma hora para fazer minha higiene matinal, trocar de roupa, abrir as janelas, quando abro. Ligo o computador e aqui fico, fazendo nada, ou melhor, no facebook, hotmail, msn, blog, coisas que não exigem muita atenção.
                    Por volta do meio dia preparo alguma coisa rápida prá comer e quando termino de almoçar já estou quase dormindo. Então durmo até as três. Levanto, como e volto para o computador. Depois arrumo a cama, lavo a louça, cada dia uma das filhas vem, converso um pouco e já peço que vão.
                   Não tenho conseguido estudar, minha pós graduação está parada, porque estou sem nenhuma concentração. Saí algumas vezes dirigindo, duas, na verdade, vou devagar, monitorando cada gesto que tenho que fazer. Sai em horários de pouco movimento e mesmo assim prá tirar o carro da garagem fiquei em dúvidas prá que lado deveria virar o volante. Estou lesada!... Esqueço de tudo, então quando lembro, anoto.Procuro ouvir músicas e escrever aqui, mas até isso tá difícil, esqueço as palavras, esqueço até como são escritas palavras simples do meu cotidiano.
                    As oito da noite começo a me preparar: ensacar a perna engessada para tomar banho, comer para tomar a segunda dose do champix  as nove. as dez tomo Amato, que me ajuda a conter a ansiedade e começo a me aprontar para dormir. Como estou lenta, tudo é muito difícil, muito demorado, feito com dificuldade, e ainda tomo rivotil para dormir. Afff!!!
                    Porque tenho sono, muito sono, mas durmo muito mal. Também efeito do champix. Meu sono é agitado, entrecortado, com sonhos estranhos, acordo a noite toda com a boca seca, com vontade de ir ao banheiro, com sede e assustada.
                    Olha, acho que por isso tudo prefiro ficar bem quietinha sozinha aqui dentro do meu apartamento, porque reconheço que estou mal das ideias, como diria minha avó, 'tadinha, tá lesadinha, lesadinha da cabeça'.
                    Mas sei que tudo isso vai passar, vou voltar a ser quem era, ou vou ficar ainda melhor, porque vou sair desta sem cigarros! Graças a Deus!

Maria Conceição de Aguiar
17/1/2012

PAIXÕES

                    Sempre fui movida a paixões! Para que possa fazer alguma coisa bem feita preciso estar completamente apaixonada, envolvida, encantada. Não sendo assim, não funciono direito, fico travada, as coisas não acontecem como deveriam.
                    Assim sou no trabalho, nas tarefas do dia a dia, no trabalho de casa, na cozinha, nas compras, durante um passeio, em uma viagem, nos estudos, em um novo projeto, enfim, em tudo que realizo ou que penso em realizar, primeiro preciso me apaixonar, senão não acontece, ou, vai sair uma porcaria.
                   Já experimentei fazer coisas meio sem entusiasmo, assim, por obrigação, somente porque tinha que fazer. Mesmo me esforçando ao máximo, o resultado nunca foi satisfatório. Agora, quando faço com paixão, seja o que for, fica maravilhoso. A faxina deixa a casa linda, a comida fica saborosa e de encher os olhos, o passeio, único e inesquecível, o trabalho, por mais cansativo, faço-o com esmero e satisfação. Realmente, sou movida pela paixão.
                   Também me apaixono pelas pessoas, claro! Vivo paixões intensas, algumas platônicas, outras verbalizadas, outras concretizadas e tantas vivenciadas de várias maneiras. Sou apaixonada pelos poetas, compositores, escritores, destes que têm talento, que mexem fundo na alma da gente, que sabem usar as palavras, que sabem misturá-las e formar um todo harmonioso capaz de prender nossa atenção. Sou apaixonada por quem é apaixonado pelo que faz, por mais simples que seja sua tarefa, sabe que é imprescindível e a realiza com um sorriso nos lábios. Pessoas assim são contagiantes, são benéficas à saúde pública.
                   Apaixono-me perdidamente por quem é gentil, educado, romântico, cavalheiro, sem exageros, claro, tudo na medida certa. Ah, mas como é bom receber um bom dia, por favor, obrigada. Quantas vezes um sorriso ou um elogio mudam o nosso humor, transformam o nosso dia? E o contrário também acontece, infelizmente. Então, para me conquistar, para que eu me apaixone, não seja puxa-saco, não seja meloso, atenção, não confunda, não exagere, apenas seja gentil, atencioso, carinhoso, ou melhor, seja você mesmo!
                   Sabem de uma coisa, eu sou apaixonada por mim! Porque sou normalmente uma pessoa de bem com a vida que gosto de de me mostrar do jeito que sou. Está certo, nem todo dia é dia, também tenho TPM, e das fortes, mas procuro tratar as pessoas com respeito, com educação, ser gentil e atenciosa e olhem, tem valido a pena! Apaixonem-se!

Maria Conceição de Aguiar
17/1/2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos...

                    Ah como é bom conjugar o verbo amar! Em todos os tempos e  modos, é sempre bom! Porque a vida sem amor não vale a pena. E aprendemos isso logo que nascemos. Normalmente somos recebidos com amor por nossos pais, avós e pela família toda. Aprendemos a conviver recebendo cuidados, carinho, atenção que simbolizam este amor e assim vamos também aprendendo a amar.
                    Amamos com tamanha intensidade nossos pais, de maneiras diferentes nas idades diferentes, é certo, mas sempre com intensidade. Amamos nossos irmãos de sangue e aqueles que escolhemos como amigos e amigas. Amamos nossos avós que até sentimos o cheirinho da casa da vó quando paramos para pensar nela. Vivendo e aprendendo a amar!
                    Então crescemos e conhecemos um outro tipo de amor, um amor diferente, que mexe demais com a gente, amor de gente grande, amor de homem e mulher. Dai aparece aquele amor especial que faz nosso coração bater mais forte, a voz travar, a mão suar, o corpo todo tremer de emoção quando ele chega perto. É amor!
                    Namoro, noivado, casamento, filhos! Nossa, nesse momento conhecemos o amor maior que uma pessoa pode sentir, o de ter filhos, principalmente o amor de mãe. Quando você olha para aquele ser e se dá conta que o gerou, carregou por nove meses, trouxe ao mundo, amamentou, educou, alimentou, criou e continua fazendo de tudo para que ele seja feliz, você não tem dúvidas de que seria capaz de dar a sua vida por ele se preciso fosse.
                    Amo meus três filhos assim, intensamente, eduquei-lhes para que criassem asas e voassem, para que soubessem fazer escolhas sabendo que caberia a eles colher os frutos das escolhas bem feitas e/ou assumir as consequências das más escolhas. Ensinei-lhes a pensar como os três mosqueteiros 'um por todos e todos por um', e que a mãe os deixa caminhar sozinhos, livremente, mas está sempre aqui, atenta, antenada.
Amo meus netos, cada um dos cinco, incondicionalmente. Eles me seduzem, fascinam-me, tornam meus dias melhores, dão-me qualidade de vida.
                    Agora estou aprendendo a amar de maneira geral. Quero um amar diferente. Sem posse, sem ciúme, sem preconceito, sem rejeição, sem concessão, sem esperar nada em troca, sem querer saber porquê. Quero simplesmente amar, porque acho que é assim que deve ser. Amar os iguais e os diferentes, os que estão perto e os que estão longe. Os que me amam e os não me toleram, estou trabalhando isto em mim, estou mudando isto em mim.
                    E prá começar estou me amando mais. Amando o que sou, do jeito que sou, como sou, sem me cobrar tanto, sem me exigir tanto, simplesmemte me aceitando. Assim, amando a mim, com meus defeitos e qualidades, consigo amar os outros também com suas virtudes e defeitos e conquisto o amor verdadeiro.
É, estou aprendendo a amar! E estou gostando disso, está me fazendo bem!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
15/1/2012

Mansa e Lentamente

          Hoje faz 21 dias que dei início ao tratamento anti-tabagismo com champix e seis dias que não fumo um único cigaro. Confesso que está ficando cada vez mais difícil, tanto o uso do medicameno, quanto a falta da droga.
          Os efeitos colaerais do remédio são muito fortes e agem profundamente em mim, deixam-me agitada e ao mesmo tempo com o raciocínio lento, sem conseguir pensar direito, tomar decisões importantes.Fico totalmente sem concentração, quando vou ler alguma coisa preciso refazer a leitura várias vezes, portanto não estou conseguindo prosseguir com a pós-graduação. Meu sono, mesmo com um outro remédio para dormir, é agitado, com sonhos estranos, acorto o tempo todo com a boca seca, assustada. Mas o pior são os picos de depressão que, em determinadas horas parece que me arrasto pela casa, nada consegue me alegrar ou satisfazer. A bula é imensa e esses e dezenas de outros efeitos estão descritos lá, mas eu vou em frente, porque se atingir o objetivo esperado terá valido a pena passar por tudo isso.
          A falta do cigarro começo a sentir passados alguns dias, no início foi mais tranquilo. Chego a sonhar que estou fumando.Tenho medo de recair, mas tenho sido firme na minha decisão. Tenho rezado muito e repetido o tempo todo para mim mesma que abandonar este vício é o melhor. Mas afinal, foram 30 anos de dependência de uma droga que vicia mesmo e tenho plena convicção de que agora estou em um  processo de tratamento, de cura, de libertação e vou vivendo sem cigarros, um dia de cada vez.
          Mas olha, hoje é um daqueles dias! Talvez isto tenha a ver com os outros problemas pelos quais estou passando. Com o pé quebrado, sem poder dirigir, sem poder subir e descer estas escadas, presa sozinha neste apartamento bem nas minhas férias; terminei um namoro de três anos e me sinto só, sinto falta de alguém ao meu lado neste momento.
          Mas também pode ser que eu tenha escolhido me enclausurar aqui, sem querer ninguém por perto, por achar que asim é mais fácil. Livrar-se de um vícil é complicado. Estou irritada, nervosa, chorona, deprimida, então se fico sozinha ninguém vê, não preciso compartilhar pessoalmente, apenas aqui no blog. Também se nao saio de casa não corro o risco de cair em tentação e fumar de novo. É confuso, a mente humana é complicada, as pessoas são confusas e eu, especialmente, esptou vivendo um momento muito complicado, mas vai passar!

MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
15/1/2012

O Grande Amor

As pessoas passam pela vida sonhando em viver um grande amor. Todos querem e buscam encontrar este amor, cujos nomes variam 'alma gêmea', 'metade da alma', 'metade da laranja', 'tampa da panela', 'cara-metade', enfim, na verdade todos estes nomes referem-se àquela pessoa especial que buscam para preencher o vazio de suas almas, da sua existência.
Alguns filósofos dizem que isto tudo é besteira, não precisamos do outro para que sejamos felizes, não temos necessidade de que ninguém nos complete, somos suficientemente aptos a viver sozinhos e felizes, pois nos bastamos.
Entretanto, a maioria discorda, acredita que precisa sim de alguém ao seu lado para sentir-se completo. Afinal, somos seres sociáveis, vivemos em sociedade, em bandos. Gostamos de estar juntos, de criar laços, de formar vínculos, somos apegados! Precisamos do outro e gostamos de saber que o outro precisa de nós.
Mas como encontrar este grande amor, este ser único reservado para nós, que será nosso companheiro para sempre? Como reconhecê-lo? Será que ele existe?
Certamente que sim, acredito que sim, existe. O Criador reservou para cada um o seu par, a sua metade da alma. Por vezes idealizamos tanto esta pessoa que não a reconhecemos quando estamos diante dela, pois o grande amor independe de raça, sexo, etnia, crença, idade, estatura, peso, enfim, pode estar fora dos nossos ideais. Portanto, para encontrá-lo e, principalmente, para reconhecê-lo,é preciso estar atento aos sinais divinos, aos sinais da alma e do coação, aos sinais da vida! É preciso estar despojado de pré-conceitos, preparado para o novo, pronto para viver em plenitude.
O grande amor da minha vida é aquele com quem eu quero passar os meus últimos  e mais belos anos. Quero que ele esteja segurando as minhas mãos na hora da minha morte e que seja ele a fechar meus olhos depois que eu partir. E quero ir desta vida com um sorriso nos lábios por ter vivido um grande amor, por ter sabido reconhecer que amar sempre vale a pena!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Maria de Aguiar: MEIO SÉCULO

Maria de Aguiar: MEIO SÉCULO

2012: ANO DE MUDANÇAS

          Como tenho muito tempo livre ultimamente fico sentada aqui em frente ao computador, procurando novidades. Então andei bisbilhotando em uns sítios de esoterismo, astrologia e artigos afins. Li bastante sobre o assunto 2012, e todos afirmam ser este um ano de mudanças.
          Mudanças em geral, pessoais e coletivas. Hora de abandonar velhos padrões e conceitos e adotar novas práticas, mais modernas e úteis à sociedade.
          Pensando em tudo que li concordo com a necessidade das mudanças. E acho que que faz certo sentido porque comecei as mudanças por mim. Estou parando de fumar e remexendo em coisas lá do fundo do baú, tirando o pó, vendo o que dá para aproveitar, passando adiante o que não me serve mais e jogando fora o que não é mais útil para ninguém. E falo isso de coisas, pessoas, sentimentos, emoções, prazeres, amores, dissabores....
          Então 2012 deve ser mesmo um ano de mudanças. Mudanças de atitudes, de pensamentos, de ações. Preservação ambiental, reciclagem do lixo, arborização, jardins floridos! Menos carros, mais bicicletas, transporte coletivo mais barato e com mais qualidade! Pessoas se cumprimentando, agradecendo, pedindo por favor, trocando gentilezas! Menos televisão, mais livros; menos computador, mais parques, menos amigos virtuais, mais amigos reais; menos violência, mais tolerância!
          O parágrafo acima parece utopia, mas pode ser, basta querer. É só cada um fazer um pouquinho, cada dia que as coisas acontecem. Temos que concordar que o mundo precisa começar a mudar sim, urgentemente, pois está se transformando num mundo virtual, em que o sentimentos não são mais considerados, em que as famílias não têm papel definido, em que ter vale mais que ser.
          Mas acredito que 2012 seja o começo das mudanças. E que estas mudanças comecem com cada um de nós, internamente e de dentro para fora, depois em nossas casas, na família, no trabalho, na comunidade e assim até que consigamos uma grande força capaz de reverter um quadro tão feio que parece nos esperar lá adiante. Mudar para continuar, mudar para crescer e evoluir sem destruir. Mudar em sintonia com o universo!


Maria Conceição de Aguiar

Fim de Namoro

          Ufa, acabou! E parece que desta vez é para sempre, ou será que para sempre é muito tempo? Ou não existe? Ah, sei lá, mas terminaram. E agora ela respira aliviada, faltava esta conversa, faltava acertar as arestas.
          Ele chegou da viagem de férias na casa dos pais e ligou avisando. Ela disse que quando estivesse pronta para conversar o chamaria. Chamou-o no final da tarde. Foram uma noite e um dia tensos. foi uma conversa tensa, com acusações, trocas de farpas, lavação de roupas sujas..., também com elogios múltiplos, agradecimentos, juras de amor e fidelidade.
          Mas ela levou firme seu propósito de dar um basta no relacionamento. Afinal, foi uma das promessas de ano novo. Foram três anos de namoro, com várias outras despedidas, adeus, acabou para sempre, mas sempre acabam voltando.
          Ah, mas desta vez há algo diferente no olhar dela. E dele! Parece que amadureceram, que aprenderam que não dá mais prá ficar nesse vai e vem. Ele saiu triste, chorando. Ela ficou triste, lamentando-se. Mas ambos logo superam. Isso passa, tudo passa, sempre passa!
          Na verdade o que não pode é haver situações mal resolvidas, pendências, acertos a serem feitos. Tudo precisa estar certo, acertado, aparado. É preciso conversar, esclarecer, nem que seja para no final chegar a conclusão que é melhor separar e cada um seguir seu rumo, mas sem deixar nada por dizer, senão não vale, não alivia, não convence, vai sempre ficar faltando alguma coisa, um final!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CORAGEM

          Joguei meu último maço de cigarros no lixo! O episísódio inédito na minha vida ocorreu ontem à noite. Sobraram dois maços. Um inteiro e um com 18 cigarros. O que estava intacto passei adiante e o outro pensei em guardar, escondidinho, para aqueles momentos de extremo desespero. Mas, depois pensei bem e disse para mim mesma: 'NÃO! Enquanto souberes que há cigarro em casa, cairás em tentação! Vamos lá, à destruição!'
          Então retirei-os todos da carteira e os coloquei sobre uma bandeja de isopor.         Comecei a picá-los em mil pedaços, um a um. Ao final amassei a bandeja com os pedaços lá dentro, torci, retorci, enfiei em um saco plástico e joguei no lixo! Ufa, que alívio! Acabou! Graças a Deus!
          Confesso que nunca pensei ser capaz de fazer isso. Quando ouvia alguém dizer que jogou o maço de cigarros fora e dali pra frente não fumou mais eu falava que não faria isto, fumaria até o último para só então parar de vez. Mas fiz, criei coragem e fiz!
          Só para relembrar meu tratamento com champix começou no dia 26 de dezembro. A partir do dia 1º de janeiro comecei a diminuir dois cigarros a cada dia até que, de hoje em diante, dia 10, não fume mais nenhum. Como sempre comprava pacotes de cigarro sobraram estes dois maços.
         Daqui pra frente não sei como será, nem procuro pensar. Vou fazer como qualquer dependente em tratamento, vivendo um dia de cada vez, tomando o medicamento na hora certa, rezando muito, agradecendo a Deus e aos que estão ao meu lado me ajudando e apoiando. E espero, sinceramente, que tenha força para ir em frente, para prosseguir sem desanimar, sem esmorecer, que saia desta batalha VITORIOSA. OBRIGADA DEUS!


Maria Conceição de Aguiar
10/1/2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dependência

          Há dias tenho copartilhado com vocês minha luta contra o tabagismo. Assumo, sem vergonha alguma que sou dependente, química, emocional, física e psicológica. Esta história de que 'paro quando quero' é balela, conversa fiada. Aliás, eu nunca falei isso. Sempre soube que seria muito difícil e está sendo.
          Precisei recorrer ao médico, estou tomando um remédio que me deixa totalmente dopada, durmo muito e acordo meui sem tino. Diminui a quantidade de cigarros até que, a partir do dia 10, não fume mais nenhum. Não sei como vai ser então. Tenho enfrentado bem a redução, Também passo a maior parte do tempo dormindo. Mas depois, sem nenhum, tenho um pouco de medo, mas tenho fé e esperança que vou conseguir.
          Sabem, fumo há 30 anos e sempre fui muito criticada, cobrada, alvejada por discursos sobre os malefícios provocados pelo cigarro, principalmente pelas pessoas mais próximas como os meus filhos e meu neto. Quando finalmente decidi parar, esperei deles mais apoio, sei lá, achei que fossem ficar mais ao meu lado, suprir esta dependência, fazer-me esquecê-la. Mas confesso que me decepcionei ao ver que agem como se eu estivesse apenas cumprindo com a minha obrigação em parar de fumar, já que isto só prejudica a mim e só trará benefícios a mim.
          É tão difícil entenderem como estou frágil neste momento, como preciso de mais atenção e carinho, de companheirismo. É tão difícil para mim pedir ajuda, queria que fosse espontânea, afinal assim deve ser entre os que se amam. Na verdade, sinto falta de alguém ao meu lado, para valorizar comigo cada pequena conquista, cada cigarro a menos, para segurar minha onda a partir do dia 10, para me dar esta força que só tenho encontrado em Deus. Sinto-me tão só, frágil, carente. Sei que isso tudo vai passar, é uma fase, mas uma fase dolorida, marcante, profunda demais.
          Hoje finalmente entendo a luta das pessoas que se empenham desesperadamente para largar as drogas, parar de beber, emagrecer, controlar o apetite. Como precisam de apoio, como precisam de ajuda, de incentivo, de palavras e gestos de conforto. Cada conquista, por menor que seja, precisa ser vista como uma vitória, porque isto faz diferença entre a continuidade e a recaída. Agora vejo como é complicado travar uma batalha diária com nosso cérebro, nosso corpo, nosso inconsciente...Precisamos de ajuda, pedimos socorro, mesmo sem falar! Mas, infelizmente, muitas vezes ninguém percebe, ou, quando percebem, é tarde demais!
          Hoje compreendo tanta coisa e tanta gente e me arrependo de não ter estendido a mão, de não ter ajudado, de não ter entendido este grito de socorro e peço perdão àqueles que não soube entender o quanto estavam lutando para se livrar de uma dependência!

Maria Conceição de Aguiar
8/1/2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Gratidão

          Hoje é dia da Gratidão. Pessoalmente sou grata a tantas pessoas! Primeiramente a Deus que tem sido tão benevolente comigo, deu-me a vida, força e coragem para tocá-la em frente. Depois sou grata a minha avó paterna que me criou, educou e sustentou, preparando-me para a vida adulta. Sou grata às minhas duas tias paternas por terem-na ajudado nessa missão, ensinando-me a ser mulher. Sou muito agradecida ao meu ex-marido por todo tempo que dedicou a mim, pelo tanto que me ajudou a crescer e a me desenvolver. Sou agradecida aos meus filhos: À Patrícia porque quando nasceu e eu olhei para o seu rosto foi a experiência mais marcante da minha vida e até hoje continua sendo uma filha que me orgulha, forte, batalhadora, exemplo de mulher, de mãe; à Paula porque ao nascer me conquistou e fez brotar em mim um amor incomparável, é minha companheira, confidente, amiga, parceira, àquela que me ama incondicionalmente, uma filha maravilhosa com quem posso contar sempre; e ao Tiago porque chegou num momento especial da minha vida em que havia sido planejado e esperado e por ele e para ele eu sonhei....e hoje vejo-o crescido, pai, chefe de família e sinto orgulho dele! Sou-lhes grata!
          Mas também sou grata há tantas outras pessoas, do dia a dia, algumas sem nome, outras sem rosto, mas com gestos não menos importantes. Pessoas que se esmeram para fazer do meu dia melhor, da minha vida melhor. Mesmo as prestadoras de serviço, que cobram por isso, mas que me atendem com satisfação e sorriso, agradeço-lhes
          Aliás, gratidão não é apenas um sentimento, é também um princípio, um valor, que deve ser cultivado no berço, assim como os demais valores. Ser grato não significa ser servil, sentir-se sempre em dívida com alguém ou com todos. Nem o contrário, não significa que todos que lhe devam ser gratos tenham que estar a sua disposição. Ser grato é reconhecer que alguém lhe fez algo que o ajudou de alguma forma, por menor que seja. Agradeça como quiser, retribuindo ou simplesmente dizendo 'muito obrigado'!
          E hoje, no dia da gratidão, através deste blog, aproveito para agradecer a todas as pessoas que fazem parte de minha vida, que me ajudam a enfrentar meu cotidiano, que tem me apoiado nestes momentos difíceis pós-cirúrgico, pé quebrado, tratamento para parar de fumar, fim de namoro. Ufa, é muita coisa. Preciso mesmo de apoio! Então, muito, muito obrigada!!!