quarta-feira, 28 de agosto de 2013

FELICIDADE

Nesta semana alguém no trabalho comentou: Maria, você está sempre feliz..., respondi: Eu sou feliz!
E sou, feliz, de bem com a vida, alto astral. Mas não pensem que num passe de mágica tirei da cartola a fórmula da felicidade, claro que não.
Mas, há alguns anos, decidi parar de contabilizar minhas fraquezas, minhas angústias, minhas tristezas, deixar de pensar no que me faltava e comecei a olhar o mundo com outros olhos.
Comecei a mudar, devagarinho, aos poucos fui me tornando mais tolerante, mais confiante, mais agradecida e, consequentemente, mais feliz.
É claro que não tenho tudo o que desejo, mas tenho muito e valorizo cada conquista, cada vitória, cada tropeço, cada lágrima e cada sorriso.
Aprendi a viver um dia de cada vez e assim me livrei da ansiedade. Aprendi a não remoer mágoas passadas e assim me livrei da depressão. Aprendi a perdoar aos outros e a mim mesma e assim fui mudando minha maneira de ser e de agir, de me relacionar, de viver!
Não sou uma boba alegre, não sou alienada, longe disso, mas procuro sempre ver o lado bom das coisas  e das pessoas. 
Também aprendi a me amar, a aceitar meus defeitos e minhas limitações, enfatizando minhas qualidades. E hoje sou feliz!
Encontro felicidade nas pequenas coisas do dia a dia. Agradeço sempre, por tudo e por todos. Sinto-me em paz e isso é uma conquista, amparada num árduo trabalho de auto conhecimento, de cura interior, de aceitação, de não procurar entender tudo, mas ter certeza de que em tudo há um porquê, uma razão, um motivo.
Claro que tenho meus momentos de fraqueza, em que penso que poderia fazer mais. Há dias em que as mazelas do mundo me afetam, as injustiças sociais, as desigualdades, o preconceito. Não gosto disso. Sonho em um mundo melhor e mais justo para todos, em que todos tenham igualdade de condições. Utopia, eu sei. Portanto, procuro fazer a minha parte. Meu trabalho exerço com alegria, meus filhos sabem que podem contar comigo sempre, meus amigos têm em mim alguém em que podem confiar plenamente.
Sou feliz, conquistei a minha felicidade interior, a minha liberdade de escolha. Escolhi viver bem, de bem com o mundo, com Deus e com todos. Nem sempre é fácil, mas eu sigo firme na minha escolha.
Não, isso não acontece numa palavra mágica. É um longo percurso, é um trabalho de dentro para fora, mas que vale a pena.
E, estando tão bem comigo mesma, posso ser melhor mãe, amiga, companheira, namorada, irmã, avó, profissional. Estando bem, atraio coisas boas, pessoas de bem e esta é a parte melhor.
Estou feliz e vibro com a felicidade alheia. Não invejo ninguém, já quase nem julgo ninguém, não cobiço grandes coisas. Estou bem, sou feliz!

Maria Conceição de Aguiar
28/8/2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SENTIMENTOS

Costumo dizer-me racional, pouco emocional e nada passional.
Mas, de vez em quando deixo os sentimentos me dominarem. Por breves momentos, segundos, minutos ou até horas vejo-me invadida por sentimentalismo e então começo a divagar.
E assim dou espaço para a saudade, a angústia, a lamúria, o choro. Então saboreio a solidão, a perda, as dores do corpo e da alma.
Normalmente fico assim dois ou três dias por mês, no período menstrual. Meus hormônios tendem a entristecer, fragmentar-se em flagelos tão sem sentido que nem me reconheço. Mas deixo. E até curto!
Porque normalmente sou de bem com a vida, adoro estar comigo, com minha família, meus amigos, um gatinho ou outro. Geralmente sou feliz e agradecida por tudo que tenho e, principalmente, por ser quem sou, do jeito que sou.
Então quando chegam esses dias de recolhimento, fecho-me trancada em meu casulo e pouco me importa o mundo lá fora. Experimento as dores da mente. fantasio, crio, imagino, mas nada faço. Torno-me ainda mais observadora, especialmente de mim mesma. Analiso, avalio, exerço a criticidade indiscriminada. E faz-me bem!
Até que o ciclo passe, a vida volte e eu sinta vida novamente, sinta-me viva!
Então volto a ser a Maria, que fala tudo o que pensa, nada pudica, com valores bem definidos, sem preconceitos, sem medo de ser feliz.
Então volto à vida de corpo, alma e pensamento, literalmente viva!
Mas até lá, dou-me o privilégio de ficar assim, quieta no meu canto, comigo apenas, corroendo-me em sentimentos imagináveis, outros, mais palpáveis.
E assim será até amanhã. Quarta-feira acordarei nova em folha, quase, hahaha. Mas voltarei ao normal, um novo ciclo, maior, de sabores e amores, de sorrisos e gracejos, de vida em plenitude.
Ciclos femininos! Somente podem ser entendidos por nós, mulheres. Eu os tenho, os vivo e cresço com esses sentimentos controversos. E sei que não estou sozinha nessa explanação. A maioria das mulheres passa por momentos assim, vive-os e tira lições de seus ciclos.
Pois é, ser mulher é muito mais que vestido e salto alto, batom vermelho e malhação. Ser mulher é aprender a viver em sintonia com seus hormônios, experimentando novos sentimentos, novas causas, novas pessoas, novos sonhos. Sou Maria e sou mulher com muito orgulho!

Maria Conceição de Aguiar
19/8/2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SAUDADE

O mundo gira, a vida passa, o tempo não para e tudo acontece com uma velocidade que mal conseguimos acompanhar. E nesse vai e vem vamos mudando de turma, de trabalho, de grupo, de amor, de cidade, de gostos e preferências, mudando!
Acompanhando a evolução natural das coisas e até aquelas não tão naturais, mas que, no mundo altamente competitivo em que vivemos, acabamos por sucumbir.
E eis que chega uma hora que começamos a relembrar, rever, repensar e bate aquela saudade.
Saudade de quem fomos, do que vivemos, do que deixamos para trás. Saudade de quem partiu, de quem ficou, de quem se foi!
Mas, acredito que tudo sempre tem um porquê, uma razão de ser, uma explicação, nem sempre lógica, nem sempre compreendida de imediato, mas que, aos poucos entendemos.
E pensando assim, vamos mudando, elencando prioridades, revendo conceitos, alternando a ordem de importância das coisas e das pessoas em nossas vidas.
Então todos que passam por nós, não passam em vão. Deixam um pouco de si e levam um tanto de nós. Compartilhamos energias, experiências, vivências. E mesmo que essa troca não seja positiva, não seja boa num primeiro momento, mais tarde lembraremos e saberemos com que propósito aquela pessoa passou por nossa vida!
E assim vamos sentindo saudades! Dos cheiros, dos sorrisos, dos abraços, das conversas, da vida vivida. 
E ainda tem a saudade do que não vivemos, do que sonhamos mas não realizamos, do que idealizamos sem concretizar, do que ficou na mente apenas. Saudade do que poderia ter sido, do que poderíamos ter feito, se...E seu eu tivesse seguido outro caminho, outro rumo, outra profissão, morado em outra cidade, e se...
Como saber, o mundo gira rapidamente. A vida passa e tudo acontece como nos convém naquele momento. Assim, a saudade é natural, só não pode sufocar, impedir de seguir em frente. Mas vale para relembrar, recordar e, dessa maneira, reviver o que foi bom e tirar lições do que não foi.
Saudade é um sentimento estranho! Por vezes chega do nada, por vezes bate forte, por vezes faz-nos transcender a um mundo só nosso, imaginário, enigmático.
Mas, sentir saudade demonstra que vale a pena viver, crescer, mudar, amadurecer. Eita sentimento controverso. Eita saudade boa!!!!
Maria Conceição de Aguiar
16/8/2013 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

FILHOS

Há um ditado que diz "Filhos, melhor não tê-los; mas sem tê-los, como sabê-los!"
Eu os tive e, juntamente com o pai, aprendemos a sabê-los. Educando-os, mostrando-lhes caminhos, dando opções, incutindo a capacidade de discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado, a valorização do ser. Claro, cometemos erros, tropeços pelo caminho, aprendemos com eles, aprendemos na prática. Mas, hoje são adultos saudáveis, que seguem seu próprio destino, suas escolhas, suas vidas! Orgulho-me deles três!
Sempre fui a favor da produção independente, porque acredito que todos deveriam passar pela experiência de ter um filho. Seja gerado, adotado, de proveta, enfim, do jeito que for, ter um filho sempre vale a pena.
Entretanto, a produção independente deve ser uma escolha, uma decisão adulta e madura de ter um filho e criá-lo sozinha(o). Você está certo de que é isso que quer, então vá em frente.
Mas se esse filho chegou fruto de uma relação, então tudo muda completamente. Não é seu, nem meu, é nosso! E precisa ser educado, amado, ensinado em conjunto, pelos pais.
Assim, mesmo que o casamento termine, que o namoro acabe, que a relação entre o homem e a mulher finde, os filhos serão sempre dos dois e ambos precisam ter consciência disso.
Enquanto estão crescendo, formando sua personalidade, precisam dos pais, mesmo que separados, mas precisam dos dois. Carecem de afeto, de exemplos, de tempo disponível e, principalmente, de atenção.
Por isso, fico indignada quando vejo um pai ou uma mãe não cumprir o seu papel. Deixam de viver bons momentos ao lado dos filhos, fazer um passeio, um piquenique, acompanhar as tarefas da escola, ouvir suas histórias, conhecer seus amigos. Pai e mãe tem que fazer parte da vida dos filhos, estar atentos, sempre antenados com o que se passa em suas vidas, caso contrário, perdem a melhor fase das suas vidas, deixam de acompanhar seu desenvolvimento e quando se dão conta, já cresceram, criaram asas e voaram.
Mas, enquanto isso, enquanto crescem, vejo pais e mães ausentes, priorizando o ter, tentando suprir a sua falta com presentes, eletrônicos e assim ficam livres da presença incômoda do filho que está no computador, no tablet, no game. Até que, quando perceberem 'game-over'.
Sou a favor da evolução, dos pais trabalharem para proporcionar uma vida mais confortável aos filhos e também para si. Sou favorável as novas tecnologias e acho que as crianças e adolescentes merecem acesso a elas. Mas, tudo a seu tempo, tudo na medida certa, nem oito, nem oitenta.
Então, não admito pais exporem seus filhos às suas vidas desregradas, omitirem-se na educação, negar-lhes o aconchego do colo, do abraço, da mão estendida. Não admito ouvir um pai ou uma mãe dizer "agora não, quero ver a novela, o jogo, o filme"..."ai tive um dia cansativo, quero descansar".
Sou plenamente a favor da maternidade e da paternidade consciente. O tempo que dedicamos aos filhos enquanto estão crescendo jamais será tempo perdido, ao contrário, será o melhor tempo das nossas vidas. porque depois que crescerem e se tornarem independentes teremos o nosso tempo, o nosso espaço, a nossa liberdade!
E que bom será que, quando esse tempo chegar, possamos olhar para trás e ver que cumprimos o nosso papel, a nossa missão de pais, e, olhando para frente saberemos que criamos filhos ao mesmo tempo em que cultivamos amigos para sempre, porque eles saberão retribuir as noites mal dormidas, o tempo desprendido, o amor demonstrado! Com certeza saberão!

Maria Conceição de Aguiar
12/8/2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

PAIS

O segundo domingo de agosto é dedicado aos pais, dia dos pais.
No meu convívio conheci e conheço muitos pais, de todas as idades, etnias, crenças, maneiras de ser, de portar-se e, principalmente de lidar com os filhos.

Há pais pelos quais tenho uma admiração incondicional, porque assumiram seu papel sem esmorecer, sem esquivar-se, tornando-se o conselheiro, companheiro, exemplo para os filhos. Outros, causam-me repulsa pois simplesmente colocaram filhos no mundo sem a maturidade suficiente, independentemente da idade, para que se tornassem pais na essência.
Admiro meu pai, que se foi muito cedo, mas deixou-me lições para a vida toda. Não foi um homem feliz, não soube conduzir sua vida, seu destino e a tristeza o matou. Mas para mim, foi um excelente pai.

Meu irmão Valmício, cuja paternidade fê-lo tornar-se um novo homem, honrado, preocupado com a educação dos filhos, com o bem estar da família, extremamente comprometido na sua missão de pai.
Meus genros Laureci e Marcos que são pais exemplares. Não canso de elogiá-los pela educação que ambos dão às suas filhas, sempre com carinho, amor, discernimento, companheirismo. Orgulho-me deles dois.
O Tiago, meu filho, cria, educa e sustenta o Caio sozinho. Tem por ele um amor incondicional, tanto que as vezes chega a exagerar nas exigências para que o filho seja uma pessoa de valor. Só precisa entender que o exemplo é a melhor forma de educar e, sendo ele um pai exemplar, os valores do Caio estão garantidos. Orgulho-me do meu filho e do pai que é!

E lembrando dos meus tios, principalmente do Walter e do Geci. O primeiro já se foi, mas sempre colocou os filhos em primeiro plano, prioridade número um. Carinhoso, afetuoso, jamais teve vergonha em demonstrar o quanto os amava. O segundo ainda está ai, firme e forte, presente na vida dos cinco filhos. Sempre atento, dispensando a atenção necessária a cada um deles, amando-os.

O Tadeu, meu ex-marido, também causa-me orgulho como pai. Costumo dizer que acertei na escolha do pai dos meus filhos, pois os três sabem que podem contar com ele sempre, em qualquer circunstância!

Tantos outros admiro por serem pais em tempo quase integral, praticamente dedicação exclusiva, como o Valter Preis, Cláudio Aguiar, tio Venício, Jackson Nunes, e tantos outros que nem cabe aqui. A estes, toda honra, meu apreço e parabéns, minhas sinceras homenagens pelo dia dos pais.

Mas infelizmente há tantos que não mercem esse título. Ignoram os filhos, maltratam, magoam, ferem, estão ausentes e distantes quase sempre. Pais como o do Lucas, o do Nícolas e do joão, o do Ricardo e do Victor e tantos outros que simplesmente geraram filhos mas nunca cumpriram seu papel. Estes, não sabem o que estão perdendo, não se conscientizaram do quanto é maravilhoso gerar uma vida, acompanhar seu crescimento e desenvolvimento, educar pelo exemplo, estar presente. Estes, provavelmente algum dia se arrependerão, mas será tarde demais. Que pena.
Filhos podem vir do acaso, de uma transa qualquer, de um amor vivido, de um casamento consolidado, de uma relação de companheirismo, de uma adoção. Mas se chegam, não tem como serem devolvidos, precisam de carinho, amor, atenção, cuidados.

Ser pai é muito mais que gerar, fecundar um óvulo. Ser pai é amar incondicionalmente, para sempre, dando o melhor de si para que seus filhos cresçam saudáveis de corpo e, principalmente, de mente. Ser pai é orgulhar-se disso e fazer com que cada dia a relação entre pais e filhos se fortaleça ainda mais. Ser pai é preparar alguém para o mundo, alegrar-se com cada sorriso, cada conquista, cada vitória. Ser pai é educar, mostrar os caminhos, apresentar as escolhas, orientá-los para que , mais tarde, suas crias possam voar sem medo de ser feliz, pois tiveram um porto seguro em suas vidas.
Ser pai é maravilhoso! E, se você é pai na essência, nas atitudes, nos gestos diários, no amor doado, você 
merece parabéns!
Feliz dia dos pais!

Maria conceição de Aguiar
 9/8/2013