terça-feira, 26 de abril de 2011

Bumerangue

Bumerangue: S.M Entre os primitivos da Austrália, arma de arremesso, feita com uma lâmina de madeira dura e encurvada, que tem a particularidade de regressar até próximo daquele que a lança, quando erra o alvo.  Fig. Ato de hostilidade que prejudica apenas o seu autor.
Estive a pensar nesta palavra ao longo do dia. Bumerangue. Acredito verdadeiramente que nossas ações cotidianas são como este objeto: Sempre retornam para nós. Então tudo que fazemos aos outros, de bom ou de ruim, acaba voltando, cedo ou tarde, e nos atingindo, também de um jeito bom ou ruim.
Por acreditar nisto e por ter provas de que isto é verdadeiro procuro tomar cuidado com o que faço, o que falo e, principalmente, em como minhas ações poderão contribuir para melhorar ou piorar a vida de alguém.
Afinal, não faço para os outros o que não quero que façam para mim. Então procuro ser o mais honesta possível, sem esconder nada, sem mentir, sem enganar, sem inventar, sem planejar vinganças mesquinhas. Procuro respirar fundo antes de falar porque sei que sou boa com as palavras e, portanto, posso acabar com o dia de alguém com meia dúzia de palavras mal ditas. Então, tento me conter o quanto posso. nem sempre consigo, é verdade. Às vezes perco as estribeiras, falo demais e pronto, lá se foram asneiras boca afora. Mas também sei reconhecer quando erro, voltar atrás e pedir desculpas. ou então, sei esperar que o bumerangue volte para mim.
Sou sensível, sou facilmente magoável, mas não pago com a mesma moeda. Também sei esperar até que o bumerangue volte para quem me ofendeu, machucou, feriu. Confesso que isto me consola e me conforta. Feio né? Mas assim não fico guardando mágoas nem ressentimentos, coloco nas mãos de Deus e fico só esperando, porque tudo volta, um dia volta, sempre volta!

Alinhando

Diariamente temos que alinhar, emparelhar, arrumar, endireitar, enfileirar, organizar. Isto se aplica aos objetos em geral, coisas e pessoas. Afinal, não dá pra deixar nada nem ninguém meio torto, desparelho, desalinhado por perto, isto ativa nossas neuroses, provoca aquela sensação estranha de que algo está errado e precisa ser consertado. Então vamos arrumando. Dai surgem as dúvidas: devo alinhar pela direita ou pela esquerda, por cima ou por baixo, pela frente ou por trás? Como fica melhor? Será que há uma regra geral ou será que cada qual requer um modo específico, ficando melhor assim ou assado. Sei lá, vamos fazendo, experimentando, alinhando, endireitando, emparelhando até achar a forma ideal, ou não.
Acontece que não dá para deixar as coisas bagunçadas. Aprendemos que temos que organizar, esta é a palavra de ordem. Então mãos à obra.
Mas atenção! Cuidado com o TOC, transtorno Obsessivo Compulsivo. Quando entramos nesta de organização excessiva podemos adquirir este probleminha e dai ninguém nos segura, seremos campeões de alinhamento. Ou será que não existe esta história de organização excessiva? Pode ser! Então vamos organizando nossa bagunça e também a bagunça alheia. Remendando aqui, colando ali, alinhando lá. tudo bem organizado, tudo bem feitinho, tudo bonito.
Isto se aplica também aos nossos sentimentos. Somos ensinados a organizar as emoções, alinhando-as, emparelhando-as, deixando-as bem costuradas para que não soltem,para que não aflorem sem necessidade, para que não nos tornem frágeis perante a sociedade. E assim vamos vivendo, deixando de vivenciar, de experimentar, arriscar, ousar, afinal, somos seres sociais organizados!!! Será?!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mudanças

Hoje uma amiga me falou que está pensando em mudar de cidade, ir embora, recomeçar do zero em um lugar estranho. Perguntei porque e ela respondeu que tem levado uma vida muito sem sentido. Sem um amor, sem um trabalho legal, sem perspectiva de futuro, enfim, está num momento ruim, de mal com a vida, deprimida!
Então fiquei pensando: Já tive essa sensação, esta vontade de jogar tudo pro alto e ir embora, rcomeçar a vida onde ninguém me conheça, onde eu seja novidade e onde tudo seja novo para mim.
Entretanto, será que esse é o caminho? Fugir? Sim, porque é isso que minha amiga quer fazer, fugir da sua realidade, fugir do seu mundo, dos problemas.
Mas, pensando bem, os problemas, as angústias, os dissabores e as amarguras estarão com ela aonde quer que vá. Porque o problema não é o lugar onde vivemos, o trabalho que desenvolvemos, as amizades que cultivamos, claro que isto tudo influencia, contribui para nossa (in) felicidade. Porém, na maioria das vezes, o problema somos nós, está conosco e vamos carregá-lo na bagagem.
Então falei prá minha amiga que mudar faz bem sim, toda mudança é positiva. Mas tem que começar por você! Pensar, refletir, fazer uma análise profunda do que está bom e do que está ruim. A partir dai começar as mudanças, apostando no que está dando certo, modificando o que está dando errado. Mudando conceitos, atitudes, pensamentos, (pré) conceitos, repensando, refazendo, renascendo. Depois disso vem as mudanças reais, externas.
Dá para começar fazendo uma geral no guarda-roupa, na estante de livros, cds e dvds. Passe adiante o que não usa, o que não te serve mais, o que te traz más recordações. Abra as janelas, deixe entrar o sol e o vento. Faça uma bela faxina na casa e na alma.
Então corte e pinte os cabelos, faça as unhas, depilação, maquiagem. Saia e olhe o mundo ao seu redor, admire a paisagem, a natureza, as construções, as ruas, os automóveis, as lojas e suas vitrines. Olhe, observe, absorva!
Quando estiver se sentindo melhor, mais confiante, mais forte, ai então, e só então, decida se quer mesmo mudar de casa, de cidade, de estado ou de país. E se o desejo ainda estiver lá, mude, mas consciente de que as mudanças começaram por você, em você e seja Feliz!!!

Maria Conceição de Aguiar

Idas e Vindas

É estranho este sentimento chamado amor! Anda lado a lado com a dor, o ressentimento, ciume, raiva. Também faz parceria com a alegria, felicidade, o riso e a cumplicidade.
Ah, o amor! Vai chegando devagar, instalando-se no coração da gente e de repente, toma conta. Em seu nome faz-se qualquer loucura, todo tipo de besteira, sandices. Também em seu nome rimos à toa, saudamos o dia, o sol e a lua.
Quando amamos queremos a pessoa amada sempre por perto, pro que der e vier. Também queremos ficar ao seu lado, mimando, acarinhando, amando.
Também quando amamos brigamos por qualquer motivo, por vezes sem motivo algum. Ficamos cegos, enciumados, egoístas. Falamos asneiras, xingamos,esbravejamos, mandamos embora. Tudo para depois, arrependidos, pedir perdão, reconhecer as falhas, sentar para discutir a relação e fazer as pazes.
E como é bom fazer as pazes, ficar de bem, reconciliar.... Tudo vira céu, tudo fica cor de rosa, nova lua de mel. Até a próxima briga!
E assim, nesse vai e vem, dão-se os romances, os namoros, casamentos. Brigando, terminando, voltando, reconciliando, prometendo que isso jamais se repetirá, que daqui pra frente tudo vai ser diferente. Qual nada, logo a rotina e o cotidiano nos afastam, oprimem, deprimem.
E sempre descarregamos em quem está mais próximo de nós, em quem mais amamos. Até que venha o arrependimento, o abraço, o carinho, as pazes....
E assim vamos no vai e vem da vida. Amores que permanecem, outros que partem deixando um vazio, logo preenchido por um novo amor. Esta é a roda viva, esta é a vida de quem ama.
Como é estranho este sentimento chamado AMOR! Ah, mas como é bom amar e ser amado!


Maria Conceição de Aguiar

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ser Mulher

Ser mulher é conseguir amar e odiar ao mesmo tempo. Escolher, decidir e logo em seguida voltar atrás, fazer e desfazer...
Ser mulher é passar horas em frente ao espelho se arrumando para sair, ou simplesmente para ir dormir!
Ser mulher é ter mil fases no mesmo dia. Acordar de mal humor, cantar debaixo do chuveiro, escolher uma roupa caprichada, maquiar-se, pentear-se, rir e chorar por qualquer motivo, às vezes até sem motivo nenhum....
Ser mulher é ser mãe, esposa, namorada, amiga, profissional, estudante, dona de casa, sogra, nora, cunhada, filha colega, amante, desempenhando cada um destes papeis com maestria. Claro, de vez em quando uma escorregadinha e alguma coisa sai errada, ou melhor, não dá muito certo. Mas a gente sabe voltar atrás, reconhecer o erro e refazer, sem neuras.
Ser mulher é gostar de ser olhada, admirada, paquerada e paparicada. Adorar um mimo, um dengo, um gesto de carinho.
Ser mulher é saber que no mundo e na vida tudo é relativo, depende das circunstâncias, da ocasião, do momento, do nosso humor!
Ah, ser mulher... Adoro ser mulher. Feminina, sonhadora, ciumenta, mandona, cheia de defeitos, mas também cheia de qualidades. Um coração imenso, capaz de amar incondicionalmente. Saber ouvir com paciência, ser solidária, companheira e amiga. Defender os meus com unhas e dentes. Sem apegos materiais mas com muito apego aos que amo. Dedicar-me a causas sociais, protestar ante as injustiças, pleitear um mundo mais justo, com melhores condições de igualdade para todos.
Ser mulher é representar o forte sexo frágil. Ser mulher é ser maravilhosa sempre, poderosa, fonte da vida, inspiração dos poetas.
Somos mulheres e por isso somos especiais!!!

Maria de Aguiar

Carnaval 2011

O rapaz decidiu aproveitar o Carnaval para visitar a família, 800 Km distante. a namorada resolveu ir junto, não visitar a família dele, mas para passear, fazer turismo nas cidades vizinhas. Ele adorou a ideia e lá foram os dois, de carro rumo ao Leste do Paraná. Lá chegando ela se instalou num hotel, cerca de 100 Km da cidade dele, e ele foi visitar os pais. Tudo parecia perfeito, até que dois dias depois ela ligou e disse: "Quero ir embora, já enjoei daqui." "Como assim amor, há tanto para ver ai, para conhecer e você ainda nem veio visitar a minha cidade", disse-lhe o namorado. E ela respondeu: "Não quero ver mais nada, cansei, estou menstruando, com cólica e dor de cabeça, vou embora amanhã cedo e se quiser vir comigo, beleza, senão te deixo ai". Ele não acreditou no que acabara de ouvir. Achou que ela estivesse blefando, fazendo dengo, como sempre faz. Mas passou a noite pensando. Sabia que ela não teria coragem de voltar sozinha, dirigindo por estradas desconhecidas. Então, na manhã seguinte logo cedo ele ligou e disse que iria visitar os avós e que se encontrariam mais tarde para viajarem juntos na manha seguinte. Mas ela não esperou. Pegou o carro, armou-se de coragem, pediu a proteção de Deus e seguiu adiante.
Foram 12 horas de viagem. Aquela estrada parecia interminável. Durante o percurso mil sensações. às vezes colocava uma música alta, cantava, dançava e acenava aos que passavam. Outras vezes ficava tensa, deprimida, sentindo-se sozinha, abandonada. De vez em quando parava, esticava-se e retomava a viagem, cheia de coragem.
Finalmente chegou, exausta, com o corpo doído, tensa, mas chegou sã e salva, agradecendo a Deus. Agora ele está vindo de ônibus. Durante a viagem pensa porque ela fez isso, aliás, porque ela sempre faz esse tipo de coisa. Decididamente, não dá prá entender as mulheres.
Pois é, uma mulher é capaz de tudo, menstruada então, fica fora de si, sensível, chorosa, precisa de carinho, de colo, de compreensão. Quando não encontra isso, vai embora, vai a luta, sai de cena por um tempo, até voltar renovada.
Assim somos nós mulheres, cheias de altos e baixos, de fases. Queremos homens capazes de nos entender, de compreender nossas necessidades sem questioná-las, sem que nos contrariem. Queremos homens com os quais possamos contar sempre, companheiros para todas as horas, porque se não for assim, melhor ficar longe, melhor ficar sozinha. Pelo menos até a próxima lua cheia quando nossos hormônios afloram e precisamos deles por perto, bem perto...

Maria Aguiar

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EMOÇÕES!

Durante a consulta o neurologista disparou o diagnóstico: "Você precisa aprender a lidar melhor com com o estress, trabalhar as emoções, não se deixar afetar". Simples assim!
Sem estress, sem conflitos, consequentemente sem dores de cabeça, sem crises de enxaqueca. Simples assim.
Ela saiu do consultório pensando naquelas palavras. Trabalhar as emoções, aprender a controlá-las. Parece simples, fácil, mas na prática, como se faz isso?
Diariamente os conflitos assolam sua vida, rondam o sono, tiram o sossego. Uma mulher aparentemente bem resolvida, mas apenas aparentemente. Começam a falta-lhe forças. Diariamente têm necessidades comuns a qualquer ser humano, já não consegue manter a pose de super mulher. Sente falta de um amor, de carinho, de proteção. Sente falta de afeto, de amizade, de companheirismo.
Olha prá trás e vê que falhou diversas vezes. Olha prá frente e vê-se perdida, confusa. Não, não é fácil aprender a lidar com a emoções.
Então perde-se em devaneios, sonhos, fantasias, chora, reza e espera um milagre. Que alguém venha salvá-la. Como nos contos de fadas. Um pouco tarde para esperar finais de contos de fadas, mas é um refúgio quando as forças começam a diminuir.
Queria aprender, ou melhor, reaprender a dominar as emoções, os sentimentos. Mas já não sabe fazê-lo. Precisa de ajuda. Precisa de um norte, de um caminho, mas, neste momento, sente-se fraca.
É difícil para ela admitir esta fraqueza, desanimar. Afinal, sempre fora o ponto de equilíbrio, o exemplo de garra e disposição, a mulher forte, dominadora, dona de todas as situações.
Já não o é. Insatisfeita na vida pessoal, profissional, financeira, afetiva e social. Infeliz nas escolhas. Seus olhos perdendo o brilho, sua aura apagando, seu brilho, ofuscando. Decididamente, neste momento, não consegue lidar com a emoções, com os sentimentos, precisa de ajuda.
Mas continua orgulhosa demais para pedir, para buscar, para desabar. Então disfarça, cria um personagem e fica à espera do milagre.
Mas sabe que isto vai passar. Esta fase ruim, esta melancolia, este mister de sentimentos, esta tristeza...Tudo vai passar. Ela vai tratar-se, reerguer-se, recomeçar...um dia...
Por enquanto está sem forças, então, os remédios...
Afinal, é um ser humano, uma mulher como tantas outras, que, sozinha, luta para sobreviver. Com tarefas a cumprir, família para se preocupar, trabalho para executar, contas a pagar. É uma mulher tentando se encontrar, tentando se recuperar, esperando um milagre!!!

Maria Conceição de Aguiar

Eterno!?

"Você sabe que não será eterno", falou olhando-a atentamente, como a examiná-la. Duas mulheres da mesma idade, uma, a mãe, a outra, a namorada. Um duelo disfarçado acabava de se estabelecer.Não havia reprovação nos olhos da mãe, apenas preocupação, apreensão. A outra esforçava-se para agradar, demonstrar que também amava aquele menino, mas de um jeito diferente.
Não será eterno... "Eu sei, e que seja eterno enquanto dure", respondeu com certa ironia.
Eterno, duradouro, fugaz, passageiro, amor, paixão, infinito... Conceitos que aprendemos e apreendemos ao longo da vida. Alguns são por nós incorporados de tal maneira que os vemos como filosofia de vida, como norte para nossas ações. Outros vamos aplicando aqui e ali, por vezes, experimentando, aplicando, disseminando ou dizimando, depende do momento, do estado de espírito. Conceitos, apenas conceitos.
O que é eterno? O que podemos dizer que é para sempre? Infinito?  O que hoje nos parece tão certo, amanhã não tem a mesma característica. O que hoje nos faz sorrir amanhã pode nos fazer chorar. O que hoje nos completa pode transformar-se em vazio. O que é eterno?
Pensamentos, sentimentos, ações, palavras, gestos...Tudo depende sempre de fatores esternos que mexem com nosso interior. A cada ação uma reação. Seguimos em frente, caímos, levantamos, olhamos para os lados, limpamos a poeira e seguimos em frente até novo tombo. E assim vamos, fortalecendo pontos e enfraquecendo outros. Caindo e levantando, por vezes rastejando, noutras altivos e soberbos, porque talvez nada seja eterno.
Há uma citação que diz 'não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe'. Dito popular que traduz essa tênue linha entre o hoje, o ontem e o amanhã.
A namorada concordou com a mãe, sabia que não seria eterno, mas que, naquele momento, ambos estava felizes, construindo, planejando, amando, eternizando momentos.
É isso, em suma, eternizamos momentos, bons e ruins, guardamo-os em lugares privilegiados para sempre. Estes sim, momentos vividos, são eternos, são só nossos, propriedades privadas com marcas registradas, os quais estarão sempre lá, nas nossas lembranças, nas nossas relíquias!


Maria C. de Aguiar

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

5/2/2011

É meu aniversário. Gosto de fazer aniversário, apesar de ver e sentir o tempo passando rápido demais, ainda me sinto bem, cheia de energia, vitalidade e disposição.
Mas, a cada aniversário faço uma retrospectiva, uma análise da minha vida, coisa natural de quem está envelhecendo.
No próximo ano completo 50 anos e, olhando para trás, somei, diminui, multipliquei e dividi. Fiz coisas boas, acertadas, outras nem tanto, muitas ainda vou fazer.
Não me ensinaram a amar, a me entregar, a abrir a guarda, as defesas. Não aprendi a fraquejar, pedir socorro, lamuriar, chorar. Afinal, sempre fui forte, poderosa, tomando decisões, agindo, fazendo.
Casei muito cedo, tive filhos muito cedo. nem sabia ser filha e fui ser mãe. Claro que me atrapalhei bastante. Mas criei três filhos saudáveis, bem resolvidos, mas um pouco carentes, natural também. Estudei muito, trabalhei, mudei de emprego, separei, botei silicone no peito e continuo aqui, tentando viver, tentando acertar, tentando ainda me encontrar.
Tenho três filhos maravilhosos, os quais amo incondicionalmente, pelos quais viro fera se preciso for. Tenho quatro netos que são bênçãos de Deus nas nossas vidas. Tenho emprego e salário fixo, saúde....
Mas ainda me sinto perdida, no tempo e no espaço. Quero viver um grande amor, agora sinto falta de um companheiro, de alguém para dividir a vida comigo, os problemas, as tristezas, as alegrias, as vitórias e as contas. Quero um amor de verdade, maduro, capaz de entender meu jeito aquariano de ser, quero amá-lo verdadeiramente, como nunca o fiz.
Começo a sentir solidão e isso me assusta. Já não me atraem os amores fugazes, a falta de compromisso. Preciso de alguém do meu lado, preciso estar ao lado de alguém. 
Minha determinação de aniversário: Tenho um ano para cuidar melhor de mim, tratar as crises de enxaqueca, parar de fumar e construir uma relação de amor, companheirismo e amizade. E, em 2012, quando comemorar 50 anos, poderei finalmente dizer que sou feliz, que vivo em plenitude. E assim será!  

4/2/1981

Há 30 anos ele partiu, morreu. Ainda lembro daquela noite em que ele, agonizante, chamou os filhos para se despedir, pediu uma vela, virou a cabeça para o lado e foi embora. Foram nove meses definhando, com um câncer que começou no esôfago e foi se espalhando. Meu pai sofreu, passou fome e sede, pois o aparelho digestivo estava corroído pelo mal.

Na verdade nunca fora um homem feliz. Nasceu pobre, cresceu frágil, não soube amar nem ser amado. Casou, teve muitos filhos, separou, bebeu todas e morreu aos 42 anos.
Ás vezes sinto saudades, sinto sua falta, sinto vontade de dizer-lhe o que nunca disse, de afagar-lhe os fartos cabelos, de beijar-lhe o rosto magro, de abraçá-lo. Por vezes penso, imagino, fantasio de quanto tudo poderia ser diferente se ele estivesse vivo, se fosse mais forte, se tivesse garra, perseverança, vontade de lutar, de acertar, de viver.
Eu era tão jovem ainda e o sofrimento do meu pai deixou em mim marcas profundas, superadas ao longo de muitos anos.
30 anos se passaram, mas ainda posso sentir seu cheiro, ouvir sua voz, ver seus olhos azuis, suas mãos calejadas, seu semblante triste tentando aparentar alegria.
30 anos que parecem 30 dias.
Que grande mistério é a vida e a morte. Será que temos de fato uma missão a cumprir? Será que nascemos com tempo definido? Ou talvez o destino esteja em nossas mãos, possamos moldá-lo e mudá-lo a qualquer tempo. Não tenho estas respostas, não sei se alguém as têm. Mas acredito em Deus e creio que deve haver alguma explicação lógica para tudo que nos acontece, para tudo que vivenciamos. Senão, qual o sentido da vida? E da morte?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Natureza pede socorro!!!

O mundo está desabando, literalmente! Geleiras derretendo, encostas desmoronando, morros desintegrando. Chuvas, temporais, vendavais, terremotos e maremotos, secas... As cidades em calamidade pública, as pessoas perdidas, amontoadas em abrigos provisórios, sem entender, sem assimilar direito o que acontece.
Mas o que está acontecendo? Parece que o planeta está devolvendo o que recebeu nos últimos milênios.
Em nome do progresso, do avanço tecnológico, das ciências, das grandes invenções, vamos desmatando, extinguindo, avançando mais e mais. Por anos não se pensou nem falou em preservação ambiental, foi-se fazendo, construindo, destruindo. Agora, vemos o resultado.
Mas ainda há tempo, sempre é tempo de repensar, recomeçar, reconstruir, basta querer. Falta-nos a conscientização, os caminhos, orientação. Falta consciência pública e política para reverter este quadro de devastação. Falta educação global para os problemas ambientais, cujas consequências atingem a todos, sem distinção.
Então o que fazer? É preciso começar, cada um fazendo a sua parte que, por menor que seja, será somada a do outro e do outro e do outro, para, assim, formar um grande globo de revitalização. Reciclar o lixo, manter áreas verdes, planejar antes de construir, aproveitar de maneira consciente os recursos natuarais, ensinar nossas crianças que água é mineral precioso e que assim precisa ser cuidada.
Um mundo melhor passa pela união de esforços, pela educação global, pela formação de novas gerações, conscientes do seu papel neste planeta. Ou paramos, damos um passo atrás para recomeçar, ou continuaremos a ver o mundo desbando sobre nossas cabeças.

Maria C. de Aguiar

sábado, 22 de janeiro de 2011

Bem vindos!

Olha só, agora eu tenho meu próprio blog. Que chique!!!

Maria Conceição de Aguiar, do sul de Santa Catarina para Joinville. Divorciada, mãe, avó, apaixonada pela vida, querendo sempre mais. Aquariana, sonhadora, idealista! Esta sou eu