quarta-feira, 31 de julho de 2013

NEUROSES

Na minha constante observação do ser humano, na minha incessante autoanálise, na convivência diária com os mais diferentes seres, chego a conclusão de que todos temos algum tipo de neura. Aliás, costumo dizer que, as minhas, eu trato, mas tenho!
E todos temos sim. Manias, obsessões, transtornos, desvios, enfim, nosso comportamento perante o mundo, a vida e as pessoas reflete quem somos, como somos, como lidamos com os problemas, enfrentamos os desafios, superamos as mazelas diárias.
Difícil é assumir essas neuras, admitir, procurar ajuda, pedir socorro, evitar que nos dominem.
Como disse, tenho as minhas, mas quando vejo que está ficando demais, pesando, incomodando, procuro tratamento. E não tenho nenhum problema em admitir que faço terapia, que busco cada vez mais me conhecer, lidar comigo e com os demais.
Mas no meu dia a dia encontro gente de todo tipo. E, como gosto de gente, suas manias, seus traumas e complexos, suas neuroses não me incomodam, aprendo a conviver.
Entretanto, quando a própria pessoa não consegue conviver com isso, mas não admite, não busca o foco do problema para tentar resolvê-lo, fica difícil. Porque quem não percebe que tem problemas, ou, percebe, reconhece mas fica inventando desculpas, dizendo que é por isso ou por aquilo, que logo passa, também não percebe que seu comportamento atinge todos a sua volta. 
Porque conviver com alguém carregado de problemas gerados pela mente é fatigante, mas até tolerável. No entanto, quando a pessoa não os assume, torna-se um fardo a convivência.
Costumo dizer que sou adepta da teoria Freudiana, ou seja, Freud explica. 
Mas claro que nem sempre é assim, nem tudo pode ser explicado e tratado pela psicanálise, há neuroses provenientes de sequelas neurológicas.
Pensando bem, vivemos numa era tão confusa, onde tudo é muito rápido, tudo é passageiro, tudo é efêmero e tudo é relativo. E, assim sendo, torna-se importante TER, correr atrás, fazer acontecer. E quando algo dá errado, não acontece como planejado, não flui ordeiramente, ficamos meio que sem saída, daí a fuga, e a mente passa a desenvolver processos de comportamento estranhos, imperceptíveis no início, mas que tendem a complicar e piorar se não tratados, curados, sanados.
Não sou especialista, não sou médica, ao contrário, sou paciente. Mas, sou observadora, antenada e, como disse, com minhas neuras sob controle. Então, sei reconhecer um companheiro de neuroses, de manias, de desconfortos emocionais. 
Afinal, há um ditado que diz 'de médico e de louco todo mundo tem um pouco'! Eu compartilho dessa opinião. Mas tudo tem que ter medida certa, não pode extrapolar, passar dos limites, impedir a convivência harmoniosa. 
Portanto amigos, tratem suas neuras antes que  elas tratem de lhes dominar. Pensamentos meus!
Maria Conceição de Aguiar
31/7/2013

CHEIROS

Pensei muito sobre isso nos últimos dias. O poder que determinados cheiros têm de nos remeter a lugares distantes, pessoas, acontecimentos...
Como é forte o poder do olfato. Nosso cérebro registra e relaciona aquele cheiro, para sempre, a determinado momento ou certa pessoa.
Tem cheiro que lembra a casa da avó, a comida da mãe, o colo do pai, o abraço do filho, o ex, o atual, aquela tia, o antigo carro, uma amiga.
Tem cheiro que nos remete ao passado, fazendo com que de repente entremos num túnel do tempo por alguns momentos, revivendo um momento especial, uma ocasião, uma perda, uma conquista, um dia!
Também tem cheiro que nos faz lembrar um momento ruim, uma situação ruim, morte, afastamento, pessoas ruins, que deixaram marcas ruins.
Pois é, muitos leitores devem pensar que assunto sem nexo. Mas para mim o tem. Talvez por ter rinite alérgica tenho um olfato privilegiado e há cheiros que me incomodam muito, outros que me agradam profundamente e tantos outros que guardo para sempre.
Então não suporto cheiros fortes como produtos de limpeza, perfumes marcantes, derivados de petróleo, fumaça, tudo isso provoca-me crises de rinite.
Mas adoro cheiro de gente, cheiro de comida caseira, de família reunida, de abraço apertado.
E, diversas vezes ainda sinto o cheiro dos meus filhos bebês, do meu primeiro namorado, do último... Ainda consigo sentir o cheiro do meu pai, falecido anos atrás, das flores que já recebi, do pão assando na casa da vó, da galinha assando na tia Noêmia, do abraço do tio Walter, da casa do tio Venício, do perfume da tia Norma.
Ainda sinto o cheiro de todas as casas em que morei, todas tinham um aroma diferente, porque viviam pessoas diferentes, em idades diferentes. Porque os filhos pequenos vão crescendo e mudando de hábitos, deixando novos cheiros. Com eles entram e saem novas pessoas e deixam seu cheiro.
Ah, meu olfato me trai. Faz-me comparar, analisar, amar ou repudiar. Se o cheiro não combina, nada mais conseguirá me atrair. Ah, meu olfato é sábio e me alerta, cuidado, pare, siga em frente!
Pois é, tem cheiro que faz parte da vida da gente para sempre, fazendo-nos viajar pelo passado, pensar, relembrar, repensar. 
Cheiro de amor!
Maria Conceição de Aguiar
31/7/2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

CAPIVARI DE BAIXO

Minha prima Jucélia criou um grupo no facebook chamado "Povo que ama Capivari de Baixo"!
Bem, muita gente aqui do norte do estado nem sabe onde fica Capivari de Baixo. Mas eu sei. Foi lá que cresci, casei, criei e eduquei meus filhos, portanto, também amo Capivari de Baixo.
Uma cidade pequena, antigamente bairro de Tubarão, depois Distrito e só mais tarde passou a ser Município de Capivari de Baixo.
Nossa, quantas lembranças. 
Como em toda cidade pequena havia a Igreja Matriz e, em frente o cemitério. A Igreja mudou de lugar mas nossos antepassados continuam lá e todo Dia de Finados há um reencontro de familiares.
Como em toda cidade pequena havia um clube, na verdade dois: O Clube Siderurgia e o Recreio dos Trabalhadores.
No Recreio havia domingueiras, tardes dançantes aos domingos. No siderurgia os soires, à noite, com banda, amigos reunidos, festa em família.
Porque em cidade pequena somos todos uma grande família, ou melhor, éramos. Então nos reuníamos em bando para ir dançar, paquerar, encontrar aquele gato, dar uns amassos, mas sempre vigiados pelos olhares dos seguranças que zelavam pela moral e bons costumes.
Quando não tinha nada melhor para fazer sentávamos no muro do SENAI. E olha que não era pequeno, mas ficava cheio. Todos confraternizando, batendo papo, namorando. O lanche fazíamos no bar do Seu Dedé, a melhor coxinha da cidade.
Piqueniques eram feitos na gruta, que até hoje está lá, ponto turístico do município.
Saudades! Do jardim de infância 'Criança Feliz', do Colégio Otto, da casa da tia Noêmia, da casa e da família da tia Nair, das colegas de aula, de dança, de muro, de farra.
Saudades! Da Cuzi-Cuzi, da Maria Sabão e de tantas outras figuras folclóricas da nossa terra.
Saudades dos amigos, dos amores de adolescência, dos professores e dos meus alunos.
Já não me vejo morando lá, mas sempre que posso lá estou matando as saudades, revendo as pessoas, visitando lugares que me trazem tantas lembranças. 
A vida passa, o tempo voa, a gente muda, cresce, busca novos lugares, vida nova, mas deixa um pedaço de nós por onde passamos. 
Eu, meus filhos e minha família deixamos muito de nós em Capivari de Baixo. Aliás, alguns Aguiar ainda permanecem lá.
E aquela cidade pequena de antigamente, continua pequena em tamanho, mas cresceu em número de habitantes, empresas, comércio. Mas para nós, conterrâneos, será sempre a nossa Terra Natal, a nossa raiz, fonte de inspiração.
Saudades de Capivari de baixo e de todos que lá deixei, e de todos que de lá partiram. saudades boas! Lembranças boas!
Maria Conceição de Aguiar
29/7/2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

ESCOLHAS


Tema de debates hoje no trabalho: Estilo de vida, escolhas, decisões...
Em poucos meses dois homens bastante conhecidos em barra Velha faleceram, ambos aos 58 anos de idade. Um deles, advogado bem sucedido, casado, rodeado de amigos, filhos criados, gostava de viajar de moto e numa dessas viagens, um acidente, e tudo acabou. O outro, dono de uma escola local, também bem sucedido mas, ao que parece, mais sozinho, levava uma vida mais solitária, com dedicação quase integral ao trabalho.
Bem, não conheci nenhum dos dois pessoalmente, mas meus colegas de trabalho sim e essas descrições foram-me feitas por eles.
Mas a partir deste assunto começamos a discutir sobre o estilo de vida de cada pessoa. Claro que todos somos diferentes. Cada qual vive a vida conforme melhor lhe convém, ou do jeito que pode, que acha correto, enfim, cada um tem suas prioridades, sua maneira de ver as coisas, de enxergar o mundo e de estabelecer o que é importante.
Há os que priorizam a vida profissional, a carreira e não medem esforços para obter o sucesso almejado. Trabalham mais de doze horas por dia, estudam muito, ganham dinheiro e são felizes assim!
Há os que priorizam a vida social, preferem estar com os amigos, cair na farra, gastar todo o salário numa noite e são felizes assim!
Há os que priorizam a família, os pais, os filhos, o almoço de domingo, os passeios todos juntos, as férias e são felizes assim!
Quem está certo e quem está errado? A quem cabe julgar?
Também há os que misturam tudo e não dão conta de nada. A vida é uma salada mista. Então tornam-se filhos ausentes, pais omissos, profissionais frustrados, vínculos enfraquecidos.
Mas há ainda os que, apesar de misturar tudo, dão conta do recado e conseguem trabalhar, estudar, formar uma família, interagir com os amigos, relacionar-se com o mundo.
Pois é, a vida é feita de escolhas e para cada uma há uma consequência boa ou ruim, depende do ponto de vista, das peculiaridades individuais. 
E escolhendo o verde abrimos mão do amarelo, ou seja, priorizando algo, outra coisa fica descoberta. Mas assim vamos vivendo, tentando otimizar nosso tempo, aprendendo a lidar com ele para que se torne nosso aliado.
Cada um escolhe seu caminho, elege suas prioridades e assume as consequências dessas decisões. Entretanto, não podemos dizer quem mais acerta ou mais erra. Afinal, somos livres para decidir o que achamos melhor para nós e para os que de nós dependem.
Mas, particularmente, eu gosto das coisas simples da vida. dos filhos, netos e genros reunidos no almoço de domingo, dos piqueniques com a criançada, da leitura de um bom livro, do cultivo de novos amigos e da manutenção das antigas e verdadeiras amizades. Gosto de estar viva e de agradecer a Deus pelos meus dons, por quem sou, pelo que tenho, pelos meus filhos, meu trabalho, minha saúde. 
Gosto da minha casa pequena, mas acolhedora, do meu carro simples, mas confortável, da minha coleção de batons vermelhos, do meu jeito alegre de ser, do amor que transborda em meu coração. Também gosto de me divertir, de sair com os amigos, de dançar, tomar um chope, um banho de mar.
Gosto da minha vida e por isso agradeço a Deus todos os dias e, portanto, sou feliz do jeito que sou!
Porque acredito que no fim das contas o que vale é isso, ser feliz, vivendo as suas escolhas, de acordo com as suas crenças, vivendo, tropeçado, voltando, reaprendendo, mas sempre com o objetivo maior de ser feliz!
Portanto, sejamos felizes, porque a vida é breve, mas é gratificante. E, cada qual, ao fechar os olhos por cinco minutos e mentalizar, verá que tem muitos motivos para ser imensamente feliz e agradecido!

Maria Conceição de Aguiar
29/7/2013

VIDA E MORTE

A maior certeza da vida é a morte. Mas desde o nascimento até a morte, vivemos!
Elementar isso ai, claro.
Mas quero refletir sobre a vida que vivemos, sobre o passar do tempo, o correr dos anos, as inúmeras atividades que realizamos, as escolhas que fazemos, a vida que escolhemos, ou, àquela que nos é imposta.
porque muitos vivem meio que sem escolha. Apenas aceitam as coisas acontecendo de qualquer jeito, conformistas ou covardes, sempre com medo do novo, do arriscado, vivem sem ousar.
Outros, no entanto, ousam até demais. Jogam-se na vida de cabeça, quebrando-a por muitas vezes, mas fazendo valer a pena, construindo e escrevendo sua história.
A morte é certa, só não sabemos quando chegará. E não dá para viver cada dia como se fosse o último. Aliás, o imediatismo, o consumismo, a pressa em viver pode nos levar ao caos, a uma sub-vida sem sentido.
Mas também não dá para ficar de braços cruzados esperando a vida passar, sonhando com uma casa melhor, um trabalho melhor, um amor melhor, uma vida melhor.
É preciso ponderar! Pesar, medir, estabelecer prioridades sem deixar de viver.
Afinal, dá para conciliar tudo. Trabalhar, estudar, namorar, criar filhos, progredir, viajar, divertir-se. Basta querer, ousar, arriscar.
A vida passa tão rápido, o tempo não espera por ninguém e a morte chega sem aviso prévio. 
Então talvez quando nos apercebamos seja tarde demais para dar aquele abraço, fazer aquela viagem, conhecer aquela cidade, mudar de emprego, cortar o cabelo, pintar a casa, trocar um móvel.
Talvez de repente seja tarde demais para tirar um dia de folga, uma soneca à tarde, um banho de chuva, uma caminhada pela praia.
Pode ser que amanhã olhemos para trás e fiquemos frustrados, ou não, mas pode ser também que não haja nada à frente para olhar.
Morte e vida, morte em vida, vida e morte.
A vida começa e termina sem hora marcada, sem data prevista. Viver cada dia como sendo especial, uma dádiva, uma bênção. Viver o hoje, deixando para trás o que não mais nos convém, levando conosco as lembranças, as coisas boas. Planejando o futuro sim, mas sem que isso se torne obsessão, afinal, o futuro pode ser apenas hoje, mais um mês, um ano...
Nascer, viver e morrer!
E que quando partirmos possamos deixar boas lembranças nos corações dos que conosco conviveram. Possamos ser lembrados por nossas ações, nossas palavras, pelo bem que praticamos, pelas pessoas que amamos, por quem fomos e não pelo que tínhamos acumulamos, enfim...
Viver e deixar a vida acontecer, mas sempre tomando as rédeas do seu destino, da sua história, com sabedoria, amor e gratidão, valorizando o que realmente importa, a família, os amigos, o que nos faz bem. viver e deixar viver, porque a morte é certa para todos!

Maria Conceição de Aguiar
29/7/2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

PATRÍCIA

E de repente você chegou! Confesso que eu não estava preparada para ser mãe, mas fui escolhida por Deus para ser a sua mãe. 
Ainda adolescente, como num piscar de olhos eu me vi grávida, casada, dona de casa. E mal consegui me preparar para a sua chegada, demorei a entender o que estava acontecendo e mais ainda para me conscientizar de que tudo aquilo era real. 
Numa madrugada comecei a sentir um leve sangramento e achei que estava tendo aborto, mas não, estava em trabalho de parto. E fui para a maternidade como se estivesse indo para um passeio. E você nasceu!
Tão naturalmente! E quando vi aquela menininha linda, de olhos claros, pele muito clara, choro suave, quase nem acreditei que havia saído de mim. E quando o médico perguntou que nome você teria , imediatamente falei: Patrícia!
Não havia pensado antes, não havia planejado nada, tudo foi acontecendo de maneira tão natural, inclusive a escolha do seu nome.
E assim fomos crescendo juntas, você me ensinando a ser mãe. Muitas vezes me atrapalhei, por vezes achei que não ia conseguir, que estava fazendo tudo errado. Mas fomos crescendo, mãe e filha.
Hoje você faz aniversário, 34 anos! 
Como passou rápido. Ainda sinto o cheiro daquela bebezinha, ainda ouço o sorriso daquela menina alegre, ainda relembro a adolescente se preparando para sair. Mas o tempo passou, você cresceu e eu nem tanto.
Por vezes agora invertemos os papeis e me pego sua filha, fazendo manha, meio dengosa e você cuida de mim, até me preparou uma linda festa de Beth Boop.
Mas filha, saiba que passe o tempo que passar, serei sempre a sua mãe e você  a minha filha mais velha. E sinto um orgulho enorme de você. Apesar da pouca idade já viveu muita coisa, superou desafios, barreiras, venceu obstáculos. E continua firme e forte.
Admiro você! Uma grande mulher, ótima mãe, filha, irmã. Amiga e parceira para todas as horas. Tenho orgulho em ser sua mãe e agradeço a Deus por ter me dado a honra de tê-la como filha, assim como seus irmãos. Sou abençoada por ter vocês três!
Patrícia, quase não falo, talvez pouco demonstre, mas te amo muito, imensamente e sinto um orgulho enorme de você! Parabéns e que Deus continue iluminando os teus caminhos, colocando cada vez mais sorrisos em seu rosto, mais brilho em seu olhar, mais motivos para você celebrar. Feliz aniversário!

Maria Conceição de Aguiar
24/7/2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

DECEPÇÕES

Como costumo dizer sou observadora dos comportamentos humanos, das relações interpessoais, da vida!
E, confesso que, ultimamente, tenho me decepcionado com mais facilidade.
Não sou perfeita, longe disso, nem pretendo sê-lo, até porque não conseguiria. Tenho defeitos suficientes para me impedirem de fazer julgamentos. Mas também tenho qualidades, como lealdade, fidelidade, amizade e comprometimento.
Então, tenho por principio esperar que as pessoas também ajam dessa maneira, que sejam leais, que joguem limpo, que sejam verdadeiras. 
Entretanto, nessas minhas observações, tenho encontrado pessoas que parecem viver num palco, sempre representando. Outras, numa vitrine, apenas aparentando. 
E não entendo, fico meio perdida as vezes, sentindo-me entre cobras e lagartos. Não estou falando de ninguém em especial, nem estou generalizando, apenas desabafando e compartilhando minhas deduções.
Bem, costuma-se dizer que só se decepciona quem cria expectativas demais, talvez seja verdade. E eu as crio. Quando conheço alguém, quero confiar, acreditar, oferecer minha amizade.
No entanto, quando vejo pessoas brigando por tão pouco, sendo falsas para conseguir algum objetivo, puxando tapetes, destorcendo fatos, acabando amizades por um simples comentário mal interpretado, fico pasma.
Não gosto disso. Gosto de gente do bem, de bem com a vida. Gosto de gente verdadeira, que se expõe, mostra-se sem máscaras, independente das circunstâncias.
Problemas todos temos, mas não podemos descontá-los no próximo. Dificuldades na vida todos encontramos, mas cabe a cada um tentar superá-las da maneira que melhor lhe convir. 
Só não vale jogar sujo, despejar seu lixo no outro, ofender, humilhar, desfazer. 
Mas, mesmo me decepcionando vez ou outra, continuo acreditando no ser humano. Que há muita gente de bem, fazendo o bem, estendendo a mão, ajudando a quem precisa, dando muito de si sem esperar recompensas. Sim, acredito na gente, porque no final iremos todos para o mesmo lugar independente dos bens que acumulamos, dos títulos que conquistamos, do dinheiro que ganhamos. deixaremos para trás somente o que fomos, quem fomos, como vivemos.
Então, vou continuar estendendo a minha mão amigavelmente, sem demagogia e se não houver recíproca, paciência. Afinal, a vida é um bumerangue!
Maria conceição de Aguiar

FAMÍLIA AGUIAR

Revendo fotos antigas, conversando com primos que há anos não tinha contato, relembrando, de repente fiz uma viagem pelo passado.
E, olhando para trás, constatei que o tempo passa tão rápido. Ainda posso me ver criança, na casa da vó, brincando com primos, reunindo-nos pro almoço de domingo, natal, férias.
Éramos tantos, mas cabíamos todos, na casa e no coração dos nossos avós.
Ainda consigo me ver adolescente saindo com as primas para dançar, participando das festas de família, acompanhando familiares doentes, vendo-os partir.
Pois é, lembranças de um tempo passado, que foi bom, que teve momentos bons, marcantes e que passou  rápido demais.
Tempo da Família Aguiar! Meu avô Paulino gostava da casa cheia, de reunir os filhos e netos, mas tudo conforme as suas regras. Hora de dormir, de acordar, de comer, de falar e de calar. Minha avó Conceição sempre tão paciente, submissa, amorosa e carinhosa, minha verdadeira mãe.
Tiveram onze filhos, sobreviveram seis, hoje são apenas três.
O tio Venício, mais velho da turma, continua firme e forte. Lembro dele sempre responsável, preocupado com os irmãos mais novos, com os sobrinhos e filhos. Vejo-o pouco atualmente, mas sempre que o vejo encontro-o alegre, disposto a uma boa conversa, de bem com a vida. 
A tia Norma está adoentada, com sérios problemas de saúde. Mas sempre que penso nela, lembro-na vaidosa, elegantemente vestida, um coração enorme, acolhedor. Saudades, ainda neste ano pretendo visitá-los.
A tia Noemia é a mais nova atualmente. Já teve alguns problemas de saúde, mas sempre dá a volta por cima. Ainda é jovem e faceira. Carinhosa, cuidadosa, parceira. Ajudou a me educar e sinto por ela um carinho enorme. Essa, vejo constantemente, porque ainda viaja para cá.
Os outros três lembro com saudades, estão em algum lugar perto de Deus, tenho certeza. 
Valmício, meu pai que se foi aos 42 anos. Sempre alegre, brincalhão, gostava de ter amigos ao seu redor.
Tio Vilmar, meu tio que foi embora aos 33 anos. Lembro de um homem vaidoso, perfumado, penteado, garboso!
Tio Walter, há 3 anos faleceu. Era o mais novo dos seis, portanto, o que mais tive contato. Sempre rodeado de amigos, sempre alegre, mesmo doente. Gostava de pescar, de ouvir músicas e de estar com a família.
Hoje, somos muitos primos e primas, temos ainda uma ligação forte, mas pouco nos vemos. A vida foi nos afastando. E isso é natural, cada qual segue seu caminho, toma seu rumo na vida, mudam de cidade, de estado, constroem família, carreiras. 
Mas nesse pico de lembranças bate uma saudade. Vontade de rever a todos, de estar com todos, de contarmos nossas histórias, rirmos juntos, chorarmos pelos que se foram, todos cedo demais.
Sinto orgulho de ser Aguiar! Sinto orgulho dos meus tios e tias, carinho enorme pelo meu irmão e por todos os meus primos e primas. Sinto-me e sou parte da história desta família e isso me honra.
Porque, com seus erros e acertos, tropeços e recomeços, todos lutaram, batalharam e viveram sua vida da maneira que acharam que acharam que deveria ser. Certo ou errado? A quem cabe julgar. Sou Aguiar e trago na minha genética essa mistura de sentimentos, de contrastes, de oscilações e sou feliz por ser assim!
Maria Conceição de Aguiar
23/7/2013



sexta-feira, 19 de julho de 2013

(IN)SUBSTITUÍVEL

Durante esta semana falamos muito sobre isso no trabalho. 
Quem somos? Até quando somos admirados, respeitados, valorizados, apreciados, amados? Até quando seremos lembrados quando nos afastarmos.
Este tema me faz divagar! Ao longo da vida constituímos vários grupos. A começar pela família, pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos. Então vem o grupo da pré-escola, do ensino fundamental, médio, da faculdade. E tem os vizinhos, os parentes mais distantes, a turma da Igreja, mais tarde a turma do vôlei, do futebol, do chope.
E já adultos formamos grupos de trabalho, colegas de profissão, de atuação, de academia, de viagem. E há os amores, namorados, marido, esposa, filhos, novos amores.
Enfim, vamos formando grupos, inserindo-nos em uns e afastando-nos de outros. A vida é assim, as coisas são assim e as pessoas tendem  a ser assim. 
Então mudamos de cidade, de colégio, de curso, de trabalho, de casamento, de namorado. Mudamos e levamos na bagagem as lembranças do que ficou para trás. Por vezes partimos chorando, tristes e também deixamos tristes os que ficam.
Mas tudo isso é muito passageiro. Logo, outra pessoa ocupa nosso lugar na mesa de trabalho, na turma de amigos, na casa onde morávamos, no coração de quem amávamos. E assim também outras pessoas passam a ocupar lugares vagos na nossa vida.
Então chegamos a conclusão de que ninguém é insubstituível! Claro que é uma conclusão banal, todos sabem disso.
Mas pensar sobre o assunto, refletir, conversar, faz-nos sentir impotentes frente à vida! 
Hoje estamos aqui sem saber o que será amanhã, como será, onde estaremos, com quem poderemos contar. E se perdermos o emprego quanto tempo seremos lembrados por nossos colegas? E se mudarmos de casa por quanto tempo nossos vizinhos sentirão a nossa falta? 
E se morrermos? Quantos lamentarão, por quanto tempo sofrerão? Logo seremos substituídos na vida dos que ficaram, nosso lugar não ficará vago por muito tempo. Aos poucos seremos apenas uma vaga lembrança de alguém que passou por aqui e se foi!
Aos poucos, a saudade ameniza, a dor sara e outro alguém vem para ocupar nosso lugar. porque na verdade aquele lugar nunca foi nosso. Nenhum lugar o é. Nada é nosso de fato. Tudo é passageiro, efêmero, temporário. Tudo passa, tudo se transforma e, nesse ínterim, todos somos substituídos!

Maria Conceição de Aguiar
19/7/2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Maria de Aguiar: NOVOS TEMPOS

Maria de Aguiar: NOVOS TEMPOS: Estou vivendo um novo tempo. Morando em uma cidade pequena, em uma casa pequena, trabalhando das 12 às 19 horas. E só! Estou com tempo li...

NOVOS TEMPOS

Estou vivendo um novo tempo. Morando em uma cidade pequena, em uma casa pequena, trabalhando das 12 às 19 horas. E só!
Estou com tempo livre de sobra e, consequentemente, grana de menos.
Por isso tenho pensado em aproveitar esse tempo livre, pela manhã e à noite para fazer trabalhos extras. Estou aceitando sugestões.
Além de me ocupar preciso melhorar meus rendimentos. Então pensei em dar aulas particulares, corrigir trabalhos, escrever artigos, enfim, coisas que sei fazer.
Sou Professora pré-escolar e de séries iniciais. Sou Jornalista formada e com bastante experiência em assessoria.
Escrever é o que sei verdadeiramente, meu dom, minha paixão.
Mas, como estou há tempos afastada, apenas trabalhando no Fórum, confesso que nem sei por onde começar.
Talvez anunciar, fazer contato com jornais e revistas, escolas e faculdades, elaborar um currículo. Aceito ajuda!
Por que realmente não sei por onde começar, sei apenas que preciso sair da ociosidade e melhorar minhas finanças.
Claro que trabalhar 7 horas por dia é cansativo, mas me sinto em plena forma, física, mental, intelectual e emocional, portanto, tenho que aproveitar!
Aceito ideias, dicas, recomendações e sugestões. 
Pois é, quero trabalhar mais, ganhar mais e esse é meu propósito para este segundo semestre que se inicia. Portanto, vamos lá, mãos à obra e mente pensando!

Maria Conceição de Aguiar

BORBOLETAS

Adoro borboletas, principalmente àquelas coloridas, que brilham, voam de flor em flor e ficamos ali parados a apreciá-las. Como são belas.
Mas para chegar a tal formosura passam por um longo processo. No início, são lagartas envoltas num casulo, alimentando-se das folhas das plantas. Quando estão prontas rompem-no e saem majestosas, bonitas, até atingirem a vida adulta e se tornarem maravilhosas! E então, para que o ciclo continue, acasalam-se e novamente surge a lagarta que se transforma em borboleta e assim sucessivamente.
Há pessoas que são como borboletas. Precisam de um tempo de recolhimento, da solidão do casulo até que estejam prontas para voltar à vida.
Inúmeros motivos levam a isso. Problemas de saúde, desilusão amorosa, perda de um ente querido, depressão, enfim, as razões são várias, mas o mais importante é que esse tempo de casulo sirva para o amadurecimento, o crescimento e o fortalecimento necessário para voltarem.
Conheço muitas pessoas assim, que por um motivo ou outro, de vez em quando tem que se recolher para se recompor e só então voltar a voar, brilhar, iluminar, enfeitar o mundo.
Também por vezes já experimentei esse processo. Enclausurar-me para depois renascer mais forte, mais consciente do que realmente vale a pena.
Então, àqueles que nesse momento passam por essa metamorfose, ou ainda dentro do casulo, ou saindo dele, que tenham força e coragem e que saibam que o mundo aqui fora sempre vale a pena, mas que esse período de casulo, por vezes, é necessário!
Seja borboleta, admire-as, aprenda com elas. Eu aprendo! 
Seja borboleta e fique no casulo se precisar, mas quando estiver pronta saia e viva em plenitude.
Seja borboleta e voe, sinta o perfume das flores, o colorido da vida, a brisa leve, o mundo.
Seja borboleta e seja feliz!

Maria Conceição de Aguiar

quinta-feira, 11 de julho de 2013

PENSANDO

Pensando bem a vida é um vai e vem de pessoas, de conquistas, de medos e anseios, vitórias e realizações, amores e desamores, realidade e fantasia...
A vida é um vai e vem! Portanto, enquanto vivemos realizamos trocas. Trocamos opiniões, conceitos, saberes, afetos, carinhos, ofensas, mágoas, amores. 
Por vezes mais coisas e pessoas vão, noutras, vem. E assim vamos vivendo, saboreando essa troca, essa leveza de estar e sentir-se vivo.
Porque viver vai além de existir, vai além do ter, passa pelo ser e se estabelece no que nos transformamos no convívio, nas trocas, nas vivências experimentadas.
Portanto, não dá para passar pela vida sem experimentar todos os sentimentos inerentes ao ser humano, impossível. Sentimos raiva, preguiça, orgulho, vaidade, amor, afeto, carinho, proteção, companheirismo.
Também não podemos viver sem experimentar os sabores e dissabores, tudo isso faz parte da existência humana e precisamos aprender a lidar com eles.
Sim, é isso! Aprender a lidar com os sentimentos e com os acontecimentos comuns a quem está vivo.
Então é vivendo que brigamos e fazemos as pazes. Vivendo que amamos ou odiamos. Vivendo que conquistados ou perdemos. Vivendo!
E, pensando melhor ainda, a vida é tão curta, passa rápido demais e pode acabar numa fração de segundos, sem aviso prévio.
Pensando assim, podemos trabalhar os sentimentos ruins, as vaidades individuais, o ter, e cultivar o que realmente importa, o que está na essência, o que, verdadeiramente, é a essência.
Um almoço em família, um piquenique com os filhos, um chope com os amigos, um passeio...Apreciar o pôr do sol, a chuva caindo, o filho crescendo, progredindo. Felicitar a conquista alheia e alegrar-se com as suas. Agradecer sempre!
Viver é bem mais que existir.
pensando bem, viver é maravilhoso! E, apesar do vai e vem constante, dos prós e contras, no fim das contas o saldo positivo depende exclusivamente de nós.
Então, um brinde à vida!

Maria Conceição de Aguiar
11/7/2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

LEMBRANDO

Hoje fiquei pensando na minha vida profissional, minha jornada de trabalho ao longo dos anos. Comecei tarde, aos 30 anos, lecionando. Gostava de ser professora, ensinar e aprender.
Quando me especializei em Educação Infantil e fui trabalhar com crianças de 3, 4 e 5 anos, senti-me realizada. Lembro das tardes de sol em que íamos pra rua fazer atividades ao ar livre. Lembro dos dias chuvosos em que espalhávamos tiras de papel pelo chão da sala de aula e pintávamos, desenhávamos e saíamos coloridos no final da aula. Nos dias frios, os colchonetes e cobertores e um filme infantil. 
Gostava de pintar-lhes os rostos, desenhando uma flor, um coração, um desenho qualquer. Eles adoravam. 
Gostava de ver-lhes descobrir as primeiras letras, ler as primeiras palavras, escrever seus nomes, desenvolver a coordenação motora.
Adorava seus abraços, bilhetinhos, flores, seu carinho! Adorava ser professora.
Depois fiz faculdade de Comunicação Social e fui trabalhar como Jornalista. Durante anos, fui assessora de imprensa, assessora política, coordenadora de Jornalismo e repórter. Também amava essa profissão. Escrever é meu dom, meu norte, meu prazer maior. Entretanto, a política decepcionou-me e a assessoria de imprensa fez-me aos poucos perceber que, na verdade, eu vendia as minhas ideias, os meus textos, a minha opinião. Eu escrevia e outros assinavam. Claro, recebia por isso, mas foi-me cansando e desiludindo. Como se prostituísse meus pensamentos, minhas ideias, meus textos. Então parei.
E decidi ser funcionária pública, fiz concurso para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e aqui estou. Trabalhei durante 5 anos no Fórum de Joinville até que decidi vir para Barra velha. Em nenhum momento o trabalho pesou na minha decisão. Levei em conta apenas a minha vida pessoal. Buscava mais qualidade de vida, uma cidade litorânea, com menos trânsito, menos moradores, tudo mais perto. Deixei uma infinidade de amigos no Fórum de Joinville e sinto falta deles. Lá aprendi a ser Técnica Judiciária Auxiliar. Tiveram paciência para me ensinar. Eu nunca havia tido relacionamento com o mundo jurídico, não conhecia as palavras empregadas, muito menos o que significavam. Fui aprendendo com os colegas. 
Assim, trouxe na mudança lembranças de pessoas que lá ficaram, mas que me acompanharão para sempre. Juízes, Assessores, Chefes de Cartório, Técnicos, Estagiários, Oficiais, Agentes, enfim, colegas que, na sua grande maioria, transformaram-se em amigos. Sinto sua falta.
Agora, no Fórum de Barra velha é um recomeço. Também estou cativando amigos, aprendendo novas atividades, e, também aqui tenho encontrado pessoas pacientes em me ensinar, ajudar-me a reciclar. Já me sinto parte desta equipe. Fui bem recebida e sou bem tratada.
Mas, em certos momentos, como hoje, em que as lembranças afloram, a saudade invade e a mente viaja por acontecimentos passados que marcaram. Interessante, apenas as lembranças boas vem à mente. Que bom, isso demonstra que consigo superar o que não me faz bem.
Pois é, momento de melancolia e nostalgia, relembrando as minhas crianças, os meus assessorados, a minha equipe de jornalismo e os meus colegas da Comarca de Joinville. E em momentos assim, em que as lembranças surgem do nada, fico até possessiva, e digo 'meus', porque se cativei e fui cativada, de certo modo são 'meus'. 
Lembranças!!!
Maria Conceição de Aguiar
4/7/2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

MEIO ANO

Meio ano já passou. Entramos no segundo semestre de 2013. Julho e agosto normalmente são meses frios, tempo de recolhimento, chá e chocolate quente, café passado na hora, sopa, arroz com feijão e abraços em braços aconchegantes.
Passados esses dois meses chega a primavera, os feriados e quando vemos já é natal, ano novo, férias e 2014 vem num piscar de olhos.
Mas meu foco hoje é esse primeiro semestre de 2013 que passou rápido, mas que vivi cada dia, sonhei e realizei, planejei e conquistei.
Nesses seis meses mudei de Comarca, de casa, de cidade. Conheci novos lugares, novas pessoas, fiz novos amigos. Mudei!
Mudei de vida, alterei planos, refiz projetos, redesenhei sonhos e redescobri a vida. Cativei sorrisos, cultivei carinho, estudei, aprendi coisas novas, tanto no trabalho quanto na vida.
Este tem sido um ano abençoado para mim e minha família, portanto, só tenho a agradecer. 
E todas as noites agradeço a Deus pela minha vida, minha família, meu trabalho, minha casa, meus amigos, meu mundo. Agradeço por estar viva, saudável e de bem comigo e com os demais.
Duas músicas traduzem o tempo em que estou vivendo, o que estou sentindo: "Viver coisas novas" e "Casinha branca". 
Pois é, estou na minha casinha com uma varanda de onde posso ver o sol nascer e se pôr, a lua, adoro ver a lua! Joguei coisas fora, comprei outras, troquei algumas. Estou vivendo coisas novas. Durante tempos postava essas músicas sonhando, e, finalmente, idealizei-as. Estou em paz, estou bem, estou feliz!
E quero que este segundo semestre que inicia continue me trazendo bons fluídos, realizações, saúde, e, quem sabe, um amor!
Caso venha, será bem vindo, senão tudo bem também. Estou bem.
Tenho três filhos e cinco netos, dois genros. Minha família é a maior bênção de Deus em minha vida. Tenho meu trabalho que exerço com prazer porque o escolhi e, com ele, consigo me sustentar. Minha casa e meu coração estão sempre abertos aos amigos, colegas, parentes e quem mais vier, em paz, por amor!
Obrigada Deus por tudo que tenho, por ser quem sou, pelas maravilhas em minha vida! 

Maria Conceição de Aguiar
1º/7/2013