segunda-feira, 20 de julho de 2015

APRENDENDO E VIVENDO

Então realizo o exercício diário, semanal, mensal, anual do aprender e reaprender a viver.
E por vezes tropeço, escorrego, dou voltas em vão, saio do eixo, do prumo, do norte, mas dai nova lição, novo aprendizado, renovação.
E aprendo que a vida pode ser breve ou longa demais, de acordo com o estilo que optamos.
Que os dias chuvosos podem ser tão agradáveis quanto os ensolarados, que dormir e comer tem que ser na medida exata, nem demais, nem de menos.
E aprendo que não é preciso esperar o fim de semana, as férias, o natal, o fim do ano para ser feliz, o tempo é o presente, o agora, o hoje.
Que a roupa nova é para ser usada, assim como o carro, a casa, o enxoval, a porcelana. a ocasião especial quem decide somos nós e não o calendário.
E aprendo que pessoas vão e vem, que enquanto algumas portas se fecham outras são abertas, que é preciso olhar pro alto e contemplar o céu, mas necessário também olhar pro chão e saber onde pisa.
E que amor de verdade é incondicional, forma laço, mas que, quando se torna nó, aprisiona, amarra, sufoca.
E que posso amar, sentir raiva, enfurecer-me, lamuriar, perdoar, relevar, deixar pra lá. Mas não posso ser ingrata, insensata, desrespeitosa.
Aliás, diariamente aprendo que o respeito é o mais belo dos sentimentos. Que dele faço questão, que dele não abro mão.
E que minhas escolhas são cada vez mais minhas, pois já não me importo tanto com o que pensam, falam, imaginam. 
Então aprendo que o dinheiro serve para prover as minhas necessidades, que já
nem são muitas, aliás, aprendo que a simplicidade da vida me enriquece e me alegram os pequenos prazeres do dia a dia.
Aprendo que posso mudar de ideia, de casa, de trabalho, de profissão. Que posso ser uma, ser muitas, ser mais eu a cada dia.
E que gostar de mim é um aprendizado constante, apreciar a minha companhia é um exercício emocionante e que não preciso de metades, de tampas, de quem me complete, talvez alguém que acrescente, ou que me faça transbordar, nada menos que isso.
E aprendendo vou vivendo melhor, entre erros e acertos, recaídas e recomeços, comigo como parceira, fiel aos meus ideais, escrevendo e poetando, pensando e sentindo, renascendo a cada amanhecer.
E assim eu sou feliz, estou viva e vou vivenciando meu aprendizado, corrigindo quando necessário, fazendo do pouco o muito que me basta para ser eu. Na verdade, sou feliz porque me amo e adoro viver comigo, ser quem sou, por isso agradeço.
E aprendendo vou vivendo......

AMIGOS

Ah mas eu sou uma pessoa rodeada de amigos. Alguns que foram chegando de mansinho, outros, repentinamente, uns de longa data, e os mais recentes.

E nestes anos todos de vida tenho sido presenteada com amigos de todo tipo. 
Há os que me entendem pelo olhar, pelo tom de voz, pelo levantar da sobrancelha.
Há os que me reconhecem pelo modo de dirigir, de me vestir, de balançar a cabeça.
Há os que me conhecem pelo silêncio e outros pelo barulho.
Há os virtuais, os digitais e os analógicos.
Tenho amigos chatos pra caramba, adoro-os. Tenho amigos que falam demais, outros, de menos. E os do tempo do colégio, do curso de Magistério ou do Curso de Comunicação. Tem os de ontem, os de agora e os de sempre.
Colegas que se fizeram amigos, amores que se transformaram em amigos, olhares, gestos e palavras que me conquistaram.
A maioria dos meus amigos em nada se parece comigo. Há gente de todo gosto, de sorriso largo ou riso tímido, de olhar altivo ou cabisbaixo, de abraço apertado ou toque suave.
Amigos que me cativaram, por quem me deixei cativar. E cada um a seu modo faz meu mundo melhor, minha vida mais vivida, meus dias mais ensolarados, minhas lembranças mais fartas.
Ah, mas que sorte eu tenho por ter tido a oportunidade de conhecer tanta gente, de me aproximar, de dizer olá e mais um amigo encontrar. Que bom poder ter com quem desabafar, cantarolar, sair pra paquerar ou dançar, simplesmente conversar.
E vibrar com suas conquistas e sentir sua felicidade em ver-me bem e ainda, mesmo que não nos vejamos tão amiúde, sabemos que estamos por perto, independente da distância física ou geográfica, mas a amizade verdadeira permanece e se enriquece, e se envaidece em saber o amigo feliz.
Obrigada aos amigos que me aceitam do jeito que sou, que respeitam meus altos e baixos, que conseguem enxergar algo de bom em mim. Obrigada aos amigos que me deixaram cativar. Amo vocês!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

CURIOSA

Curiosa que sou, vou mexendo, vasculhando, pesquisando, lendo, perguntando. E se não entendo faço tudo de novo. 
Gosto de aprender. O novo me fascina!
Acho que isso tem um pouco a ver com o fato de eu ser aquariana, sempre querendo ir além, redescobrindo, reinventando, renascendo. Também acho que por isso estudei Comunicação, porque o saber me instiga.
E nessa era digital, no mundo virtual, em que as informações são transmitidas instantaneamente, no momento em que as coisas acontecem, vivemos a história, fazemos-na.

Então fico fascinada com a velocidade da vida, do mundo, da gente, dos fatos que viram notícia e que rapidamente são suplantados por outros ainda mais factuais. 
Ufa, haja fôlego e disposição para acompanhar tudo. E principalmente para não perder nada nem perder-se no meio do todo, de tudo, do muito.
Então o segredo é reciclar-se diuturnamente. Aprender, reaprender, refazer até saber. Estudar, sim, estudar muito, estudar de tudo um pouco.
Especialista em um assunto específico ou conhecedor básico de vários assuntos? Há lugar para os dois, ainda. Mas, aos poucos a engenhoca digital toma o lugar do analógico e tudo fica virtual, entre nuvens e sites, blogs e redes sociais. 
A informação mais rápida e pontual, o aprendizado facilitado, a atualização necessária.
Porque quem ficar parado será engolido pela velocidade, pela inconstância do achar que sabe, porque de fato, pouco sabemos, aprimorar-se é a palavra da hora.
Então aja. Porque não há mais como escapar. O virtual, o digital está no seu celular, no relógio, na TV, no telefone, na antena, no computador, na sua vida. E, por menos que se interesse, o mínimo de conhecimento é necessário, lembrando que mesmo esses conhecimentos avançam muito rapidamente, exigindo aprendizado constante.
Bem, eu particularmente tenho todas as minhas fotos salvas no OneDrive, meus documentos no Office Lens,minhas notas e lembretes no OneNote, enfim, estou literalmente no mundo das nuvens, mantendo apenas os pés no chão.

O TREM DA VIDA

Como se passageiros de grandes trens fôssemos, seguimos adiante, entre curvas e retas, túneis, viadutos, pontes.
Por vezes o trem desencarrilha e levamos um susto, sacolejamos, levantamo-nos e avante!
Em cada estação alguém fica. Um desconhecido, um parente, uma amiga, um pai, um filho, uma mãe. 
Por alguns dias o lugar fica vago, mas logo outro passageiro o ocupa.
Então lembramos daquela senhora de cabelos grisalhos com o teço nas mãos, daquele homem garboso assanhado, fazendo pose de galã para as moças de todos os vagões, daquela menina bonita, com laço de fita, vestido de chita, daquele garoto sardento, meio rabugento. E pensamos no bebê recém-nascido, cujo choro cessou, na noiva já pronta, no velho ranzinza que os resmungos já não se ouve, na mulher falante, cuja fala calou.
Em que estação desceram?
E os trens continuam, aqui e acolá. Por vezes se cruzam, mas o manobrista experiente não deixa que colidam. E neles há vagões mais cheios, outros mais vazios, outros sem ninguém. Ouve-se choro, rizo, alegria, tristeza, fala, assovio, lamúria, agradecimento.
E de tempos em tempos pensamos que talvez na próxima estação sejamos convidados a descer. Talvez, quem sabe. Um mistério! Ninguém poderá saber, iniciamos a viagem sem saber a data do final. O bilhete só de ida não aponta o prazo de validade!
Então vamos viajando, mudando de vagão, trocando de trem, ocupando outro lugar, visualizando novos cenários, encenando novos contextos.
E quem saberá em qual estação nossa viagem terminará? Ninguém! Portanto, o que podemos fazer é apreciar e saborear cada momento desta linda viagem, antes que chegue ao final.
E se amanhã eu chegar a minha estação de desembarque, chegarei feliz e tranquila, pronta para mais uma viagem, desta vez sem bagagem, misteriosa como só! E para os que no trem prosseguirem, acenarei saudosa, conformada, feliz, desejando-lhes boa viagem!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

GENTE

E gente de pouca sorte
Sem rumo nem norte
Como que a esperar a morte
Vendo a vida passar distante
Alheio ao pensar constante
De quem nada espera adiante!

E gente de pouca luta
Que não sabe enfrentar labuta
Esmorece até ficar maluca
De querer sem poder aprender
De saber sem querer fazer
De deixar-se pela vida abater!

E gente de pouca fé
Que da vida pouco quer
Que vive em compasso de ballet
Como se espreitando pelo acaso
Vivendo banalizado 
Meio que pelo mundo escorraçado!

E gente que não quer ver, ouvir ou falar
E que sentir já não lhe apraz
Que prefere distante observar
O trem da vida passar
E em cada estação talvez, ao parar
Abra-lhe as portas e o convide a entrar!

E gente que já nem sei
Se amo ou se amei
Se de fato passou ou se ficou
Se algo representou
Ou se nada modificou
Gente com quem, apenas, pela vida dancei!


MARIA

E todos os dias ao acordar digo bom dia Deus, bom dia vida, bom dia Maria Conceição. E agradeço por mais um despertar, por mais um dia, pelo sol ou pela chuva, pelo alimento, pelo trabalho, pela vida.
E todos os dias enceno as muitas 'Marias' que em mim existem. Sou a mãe, a mulher, a servidora pública, a colega, a amiga, a avó, a ouvinte, a falante, a leitora, a escrevedora.....
E para cada uma dessas, e de tantas outras, que compõem-me tenho um jeito, um falar, um pensar, um agir. Não que eu seja falsa ou aparente. É que sou muitas numa só e uma em muitas. 
Então me adapto, vou me aperfeiçoando, moldando-me a minha maneira, ao meu discurso, unindo fala e ação, tornando-me única mesmo que desfragmentada.
Pois é, desfragmentada! Para ser muitas é preciso saber discernir, adaptar-me, aprender a lidar com as emoções, a separar o que é relevante do que não tem importância, saber deixar pra lá.
Mas nem sempre é fácil. A profissional exige de mim muito tempo, muito esforço, muito trabalho. A mãe exige que eu me desdobre em três, em oito, em dez. A amiga me faz, por vezes, sentir o peso da responsabilidade em ouvir um desabafo, um segredo, um conselho. A colega me traz emoções dúbias como a decepção, a angústia e a admiração.
Não é fácil, mas vou tentando.
E nem sempre acerto, claro. Tem vezes que misturo tudo. Há dias que separo muito. Mas vou tentando.
E quando finalmente chega a noite, a hora de deitar e repensar no dia que passou, novamente uma prece, um obrigada por mais um dia, por cada dia, por tudo que tenho, principalmente por ser quem eu sou.
Porque sou a Maria Conceição e gosto de ser quem sou. Gosto desta fragmentação, de dividir-me em muitas para somar e, no final, multiplicar.
Mas que final? 
Enquanto eu viver não haverá um final. Haverá recomeços, tropeços, mudanças. Haverá pessoas indo e vindo. haverá novos papeis e novos desafios. Haverá erros e acertos. Haverá amores e desamores, gente que passa, gente que fica, sentimentos que mudam, opiniões modificadas. Mas não haverá fim!
Então, pensando assim, continuarei a ser as muitas Marias, por ora pensadora, observadora. 
Continuarei viva enquanto vida em mim houver. Continuarei mãe para os filhos, avó para os netos, amiga e colega para os que assim desejarem, sobrinha, irmã, tia, sogra. Continuarei a Maria profissional que vive em busca de novos saberes, dos desafios, do que acrescenta, da eficiência.
E como é bom continuar viva sentindo-se viva, capaz de enfrentar os percalços cotidianos, desanimando um pouco algumas vezes para, logo em seguida, reerguer-se ainda mais forte, como a Fênix. Assim sou eu, Maria Conceição de Aguiar. 
PS: Também um pouco presunçosa talvez, mas na medida para me saber valorizar!

DESAFIOS

Aceito mais um desafio profissional. Nem sei ainda se já estou pronta e preparada, nem sei ainda se darei conta do trabalho, mas sei claramente que estou me esforçando ao máximo para aprender e encarando este desafio como mais um de tantos que já enfrentei e superei.
E afinal o que é viver senão ir desafiando
a vida, os acontecimentos, o acaso, o saber, o conhecimento, a nós mesmos?
E desafiando também somos desafiados. Enfrentando-os podemos escolher entre deixar acontecer ou fazer acontecer. Dependendo da importância do desafio, escolho a primeira ou a segunda opção.
Em se tratando de vida profissional, normalmente faço acontecer. Aceito o desafio, vou em busca do conhecimento, do saber, do preparo até que consiga dominá-lo, superá-lo.
Mas, se o desafio é pessoal, confesso, nem sempre sou tão astuta e determinada. por vezes deixo-me levar, vencida pelo cansaço, preguiçosa demais para enfrentar batalhas que julgo desnecessárias.
Então é mais ou menos assim. Desafio e sou desafiada. Enfrento tudo, mas não luto sempre. Depende sempre do motivo, da motivação, do querer, da importância que dou. E se preciso for, vou além, vou mais firme, fico mais forte. 
Mas, se preciso for, também posso recuar, dar um passo atrás, repensar e até deixar pra lá. Desistir não. Adiar talvez! Porque nem todas as batalhas precisam ser ganhas, assim como nem tudo precisa ser a ferro e fogo. Acredito nos meios termos, na verdade questionável, em que o que acredito pode ser diferente da crença do outro, mas nem por isso menos verdadeiro. portanto, não acredito na verdade absoluta.
Mas, pensando bem, a vida é mesmo um constante desafio, viver e manter-se viva é desafiador. E, convenhamos, aí está a graça de tudo, o segredo, o que de fato nos impulsiona.
Então, amanhã começo um novo desafio profissional e, mais do que sorte, desejo-me capacidade de aprender, apreender, sem considerar-me pronta, sem esmorecer, aprimorando-me a cada dia, assimilando e desenvolvendo novas aptidões. E que venham novos desafios!