E assim vamos vivendo, fazendo escolhas, optando, tomando decisões. E assim vamos renunciando a pessoas, sentimentos e coisas em geral.
E normalmente a renúncia é um ato de amor. Nem sempre, claro. por vezes renunciamos a situações que não nos fazem bem, pessoas que já nada tem a ver conosco, que nada acrescentam a nossa vida.
No entanto, muitas vezes renunciamos por amor.
Renunciamos a um trabalho melhor, com salário mais alto, posição mais elevada, mas em um local distante. Então, para não ficar longe dos que amamos abrimos mão, damos um passo atrás na carreira.
Renunciamos a uma grande festa, um show, uma importante reunião de trabalho só para poder assistir a apresentação do filho na escola, ou acompanhá-lo a um passeio com os colegas.
Renunciamos a um amor por senti-lo infeliz e insatisfeito ao nosso lado.
Renunciamos a mágoa, a dor, ao sofrimento para perdoar e sentir-nos aliviados.
Renunciamos a uma briga, ao prolongamento de uma discussão, em nome da paz e harmonia em casa, no trabalho, em família.
Renunciamos àquela roupa nova, ao sapato bonito, a viagem dos sonhos, para pagar aulas particulares ao filho que está precisando, inscrevê-lo no cursinho pré-vestibular, ajudá-lo.
E há renúncias bem mais difíceis, que mesmo com o coração em frangalhos, são necessárias naquele momento. Renunciar a um filho, aos pais, à família! Renunciar à vida, abrir mão do que lhe é mais sagrado. Deve ser complicado, confuso, deve dar um medo que, imediatamente, precisa ser substituído pela coragem de ir além.
E não cabe a mim julgar as renúncias alheias, E a ninguém dou o direito de julgar as minhas.
As escolhas que fazemos ao longo da vida podem ser objetivas ou totalmente subjetivas, mas são muito pessoais e particulares.
Talvez chegará o dia em que nos arrependamos de ter renunciado a algo ou, principalmente a alguém. Talvez não. Mas, o mais importante, na minha concepção, é ter a nítida certeza de que, naquele momento, naquela fase, naquele ponto do caminho, essa renúncia foi a alternativa mais acertada.
Então, por mais dolorida e sofrida que possam ser suas renúncias, faça-as com convicção, sem pensar no julgamento alheio, apenas aja por amor e com amor e depois erga-se novamente, encare as consequências e volte à vida! S´não vale ficar se lamentando, choramingando, afinal, sua vida, suas escolhas, suas consequências! Pensamentos meus!!!
Maria Conceição de Aguiar
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