Eu creio que tudo que nos acontece, de bom ou de ruim, sempre tem um porquê, uma razão de ser. Muitas vezes esse porquê demora a ser compreendido, assimilado, aceito.
Principalmente quando passamos por momentos difíceis, tendemos a questionar 'por que eu?', 'porque comigo?', 'porque com quem tanto amo?'
Então, só o tempo será capaz de apaziguar nosso coração, desvendar nossos olhos tristes e fazer-nos entender a razão de termos passado por aquela situação tão desgastante, desagradável, sofrível.
Assim é quando perdemos alguém a quem amamos para a morte. A princípio não entendemos, não aceitamos, ficamos desolados, querendo que tudo fosse um grande engano.
Assim é quando somos acometidos por uma enfermidade grave. O longo tratamento, o desgaste físico e emocional, a dor real e a dor da alma, fazem-nos, por vezes, querer desistir, esmorecer, perder a fé.
Assim é quando atravessamos dificuldades financeiras, derrotas, perdas.
Assim é quando somos vítimas de injustiças, desmandos, agressões.
E nos momentos difíceis em que a dor e o sofrimento nos assolam, enfraquecemos, esbravejamos, blasfemamos.
Então, quando decidimos deixar a dor de lado e aceitar os acontecimentos, tornamo-nos mais fortes para enfrentá-los. E a partir dai a cura se faz.
Mas para isso é preciso crer. Crer que sempre há um porquê. E que um dia ele será desvendado.
Os mistérios da vida e da morte, das enfermidades, das mazelas, das dores, dos desamores, dos sofrimentos. Nada há de ser em vão, sempre haverá uma explicação. Sempre haverá uma nova chance, um recomeço, um ponto de luz que nos chama à vida!
E se cremos, sabemos que enquanto há vida, há esperança. Enquanto o coração pulsar, mesmo com batidas mais lentas e descompassadas, ainda assim há esperança.
E se cremos sabemos que mesmo a morte não significa o fim. Apenas uma passagem, uma viagem. Então, se você perdeu alguém querido, deixe-o ir em paz, iluminar os céus com uma estrela a mais a cintilar, sua presença, embora não mais física, continuará a apaziguar seus dias, sua vida, seu viver.
E se você está doente, creia na cura, lute por ela, enfrente a batalha. Não se esconda, ao contrário, mostre-se, chame os amigos, peça ajuda, conte com quem lhe quer bem. E creia sempre! Caso desabe por alguns instantes, deixe ser. Chore, desabafe, escreva, fale. E depois recomponha-se, recomece, cuide-se.
E se você crê um dia entenderá. poderá olhar para trás e dizer "eu venci!", poderá olhar para a frente e dizer "vida, voltei!".
Eu creio em Deus, nos homens, na ciência. Eu creio na vida! Eu creio em você! Eu creio em mim!
Maria Conceição de Aguiar
Nenhum comentário:
Postar um comentário