Estamos vivos hoje, mas a única certeza que temos é de que todos morreremos um dia. Grande chavão não é mesmo? Mas é verdade.
E pensando nessa verdade, medito sobre a vida e a morte. Quem somos, o que somos, o que fazemos, como fazemos, que vida vivemos! Que tipo de morte teremos.
E penso que o importante é o hoje, o aqui e agora. E que a beleza, assim como a felicidade, consistem nas coisas mais simples do dia a dia. Na família reunida, no passeio, no banho de mar, no alvoroço das crianças, na amizade, no carinho, na gratidão e no amor!
Porque o ontem passou, não voltará. O amanhã é uma incógnita, não podemos prevê-lo.
Então reunimos a família para celebrar o Natal, a Páscoa, nossos aniversários. Reunimos os amigos para uma cerveja gelada, um bate papo, boas rizadas.
E não sabemos por quanto tempo o poderemos fazer. Não sabemos se estaremos todos juntos na próxima Páscoa, no próximo Natal, no próximo aniversário, na próxima reunião.
Tênue demais a linha que separa a vida da morte. Invisível, inexplicável.
E nesse ínterim não dá para perder tempo com questões mal resolvidas, com mal entendidos, fofocas, brigas inúteis. E não dá para adiar aquela conversa, a declaração de amor, a viagem, o passeio, aquela visita há tanto planejada.
Imprescindível é administrar o nosso tempo, o tempo que nos resta da melhor maneira possível, já que não sabemos quanto teremos.
E dividindo nosso tempo de maneira sadia, podemos fazer tudo ao mesmo tempo, ou tudo a seu tempo. Sem atropelos, mas sem deixar para depois, nem para lá!
Resolver pendências, pedir desculpas, perdoar, dar um abraço apertado, um aperto de mão. Ligar, visitar, convidar para um café!
Amanhã pode ser tarde, amanhã pode não chegar para nós ou para alguém que amamos, admiramos, queremos bem.
Portanto, é sempre bom rever e repensar quem somos, o que somos, o que fazemos e como fazemos. Caso tenhamos que diminuir o ritmo, tudo bem! Caso tenhamos que acelerar o passo, tudo bem também. Só não podemos parar, estagnar, deixar o tempo passar sem que percebamos a graça de estarmos vivos, sem que vivamos em plenitude.
Estou refletindo, estou repensando, estou questionando e tudo isso faz-me um bem enorme! Afinal, não sei quanto tempo tenho. Mas agradeço por cada dia, por mais um dia, por todos os dias!
Maria Conceição de Aguiar

