domingo, 20 de outubro de 2013

FERIDAS SOCIAIS

Não sou especialista em nada, não sou estudiosa do comportamento humano, sou apenas observadora atenta, ouvinte, leitora e participante ativa da vida!
Então, ponho-me a pensar sobre as várias feridas sociais que nos acometem no momento. Algumas tão sem solução, outras tantas esbarrando na divergência de opinião e dai ficam também sem solução.
E eu, como observadora e pensadora que sou, vou aqui neste blog expondo a minha opinião, deixando o meu achismo. Certa ou errada? Não sei! Mas vou escrevendo, expondo-me, indagando!
Redução da maioridade penal é um dos temas que tenho acompanhado debates ao longo da história. Talvez não seja este o caminho, afinal, antes de punir é necessário dar condições para que os jovens se desenvolvam. E isso passa pela estruturação familiar, educação, acesso à cultura, ao esporte, à vida! Em contrapartida, deixar de punir também não pode ser a solução. A marginalidade precisa ser contida, a criminalidade deve ser combatida. 
Outro tema polêmico é o uso de animais como cobaias em laboratórios. Claro, sou completamente contra os maus tratos, mas a ciência precisa avançar, então que haja regras, controle rígido, acompanhamento. E não podemos ser hipócritas e só agir quando isso dá ibope, audiência, vira notícia. E o tanto de animais abandonados pelas ruas? Sem água nem comida, sem lar, o que fazer por eles? 
E vamos mais além! Há seres humanos nas ruas, morando em bancos de praças e jardins, dormindo em becos. Há doentes amontoados pelos corredores dos hospitais públicos. Há idosos jogados em asilos sem nenhuma condição de funcionamento. Seres humanos! Feridas sociais!
Mais um: Bolsas e vales para amenizar a situação de pobreza...será esse o caminho? Penso que não. Acredito que seria melhor investir em escolas, criar frentes de trabalho, cursos profissionalizantes, apostar nas famílias, na sua estruturação, valorização e organização. Pessoas com acesso à educação, ao trabalho e renda não precisam de esmolas. Aliás, essas bolsas e vales retiram a dignidade humana, que passa pelo poder de prover seu próprio sustento e o de sua família, que passa pela moradia digna, pelo nome e sobrenome, pelo estímulo a autoestima.
E tantas outras feridas sociais que nos afetam diretamente. Temas polêmicos, controversos, difusos, capazes de gerar horas de discussão, debates, sem que se chegue a qualquer consenso. 
E, por vivermos em um país democrático, respeito a opinião alheia, mas deixo a minha, sem impô-la, apenas expressando minha indignação com tantas chagas abertas numa sociedade que poderia estar bem mais evoluída, bem mais avançada. Feridas sociais! Aff...

Maria Conceição de Aguiar

Nenhum comentário:

Postar um comentário