sábado, 23 de agosto de 2014

REFLEXÕES....

Iniciei um novo curso virtual pela Academia Judicial do Tribunal de Justiça de Santa catarina. Estou gostando tanto que decidi dar uma parada para refletir sobre algumas leituras interessantes que o curso apresenta. 
O curso 'Administração Judiciária'. O primeiro módulo 'Gestão de Pessoas'.
Um tópico, em especial, chamou-me atenção. A história da telha. Dela originou-se a expressão 'feito nas coxas', pois até o século XIX os escravos a confeccionavam usando suas coxas como moldes, então saiam sem padrão de qualidade, sem formas definidas, seguiam a anatomia do corpo de quem as criava. O mesmo texto traça um paralelo entre as telhas na atualidade e as competências individuais. As telhas servem para proteger o ambiente, impedir a passagem da chuva, da luz, do calor e do frio. Entretanto, só atentamos para sua importância quando quebram e deixam de cumprir o seu papel. Assim somos nós. Na maioria das vezes trabalhadores invisíveis, desempenhando suas funções, atingindo suas metas e objetivos. Entretanto, somos notados pelos gestores apenas quando 'quebramos' e não mais realizamos nossas tarefas da maneira esperada!
Achei muito interessante esta abordagem e, como pensadora que sou, fiquei refletindo sobre o assunto. E parece fazer sentido. O mundo avança, as tecnologias tomam conta do cotidiano individual e coletivo, mas, na gestão de pessoas ainda há muito que alavancar.
Ainda vemos os quadros na parede com o 'funcionário do mês', ainda compara-se a produtividade, ainda temos papeis definidos os quais não podemos discutir, opinar, discordar.
E enquanto cumprimos nossas metas, quietos e amarrados à demanda do trabalho, que aumenta continuadamente, somos imperceptíveis. Sabem que estamos ali porque os resultados aparecem. Mas quando quebramos, adoecemos, instigamos, ousamos desafiar, então somos notados.
E dai, como telhas quebradas, tornamo-nos inúteis, devemos ser substituídos, reciclados talvez, mas sem muita serventia. De fato, instigante o tema!
Estou na quinta aula do primeiro módulo e já estou encantada com o quanto o curso tem me feito refletir, repensar, reanalisar e observar.
E quanto mais leio, mais pensadora fico. E recomendo. Tenho certeza de que aprenderei muito com este curso e gostaria que muitos outros o realizassem para que, assim como eu, possam refletir e expor sua visão sobre nossas atividades laborais.
Tenho certeza de que nos próximos módulos haverá outros textos, outras reflexões, outras citações e incitações. Até que deixemos de ser vistos como telhas. Mas até lá, vale a reflexão inicial, que tanto chamou minha atenção.
Parabéns ao CNJ e a ENFAM, que desenvolveram um curso bastante desafiador, capaz de mexer nos paradigmas, capaz de incentivar a redescoberta dos potenciais, das competências ee do gerenciamento destas. Pela primeira vez comento aqui um curso da Academia. Pela primeira vez estou plenamente satisfeita com o conhecimento compartilhado, que, de fato, está proporcionando reflexões! Vale a pena!

"Livre conhecimento não significa livre gerenciamento", Juíza Corregedora Eliane Nogueira.

Maria conceição de Aguiar

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