segunda-feira, 30 de junho de 2014

PODER DO PERDÃO

Saber perdoar é uma dádiva, na verdade, um sinal de maturidade, de grandiosidade, de generosidade. Principalmente consigo. Poque ao perdoar os erros de alguém, as ofensas que nos causaram, a puxada de tapete, a fofoca, a mentira, a calúnia, a traição, estamos nos libertando do peso da mágoa, da angústia, do sofrimento que determinada ação nos causou.
Então perdoar é necessário para que consigamos seguir adiante, sem resquícios, sem ficar remoendo, sem tentativas de vingança, sem revanche. Livres!
Mas perdoar, na minha concepção, não significa que queremos nos reaproximar de quem nos feriu. Porque voltar a confiar e acreditar é quase impossível. Não precisa, podemos manter distância, deixar de lado, até ignorar, mas sem culpas nem ressentimentos, com leveza nos sentimentos.
Já fui rancorosa, já acumulei mágoas e dissabores. Com o tempo percebi que tais coisas só faziam mal a mim. Quem as causou seguia sua vida normalmente. 
Então fui amadurecendo, mudando meus conceitos, revendo minhas atitudes. E aprendi a perdoar.
Sou contra a vingança e a favor da justiça. Então que sejamos justos.
Ao sermos traídos de alguma forma, por um amigo, um parente, um colega, um amor, tendemos a ficar mal. Inicialmente nos culpamos tentando encontrar explicação para o fato. Depois deixamo-nos inundar de ressentimentos, ódio, raiva, decepção.
Mas, quando simplesmente perdoamos, o alívio que sentimos é imensurável. Estamos libertos.
Não precisamos mais entender os motivos, não necessitamos mais buscar respostas. Passamos a limpo!
Mas o perdão há de ser real, verdadeiro, limpeza da alma, da mente e do coração. Enquanto remoermos a situação não ficaremos livres, não teremos perdoado pra valer.
E assim também é quando erramos e pedimos perdão. O alívio é libertador. Mas, nesse caso, ao admitirmos que erramos, temos a chance de tentar reparar, consertar, voltar atrás. Porque perdoar a nós mesmos também é imprescindível para alcançar a paz de espírito necessária para viver cada dia.
Hoje já não guardo mágoas nem rancores. Aprendi a perdoar e a pedir perdão. Para alguns erros, além do perdão, ofereço uma segunda chance, uma nova tentativa, um recomeço.
Para outros, prefiro manter-me longe, distante, mas sem sequelas. Não, definitivamente não tenho mais sequelas das mazelas vividas. estou livre, estou em paz.
E sabendo perdoar a mim, aos outros e, sabendo pedir perdão, sinto-me mais leve, mais tranquila, mais feliz! E diariamente repito: Eu sinto muito, me perdoe, eu te amo e sou grata! E diariamente eu perdoo, faço uma limpeza na memória e durmo sem nenhum ressentimento. Demorou, mas aprendi e estou muito melhor assim!

Maria conceição de Aguiar

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