Hoje faz 21 dias que dei início ao tratamento anti-tabagismo com champix e seis dias que não fumo um único cigaro. Confesso que está ficando cada vez mais difícil, tanto o uso do medicameno, quanto a falta da droga.
Os efeitos colaerais do remédio são muito fortes e agem profundamente em mim, deixam-me agitada e ao mesmo tempo com o raciocínio lento, sem conseguir pensar direito, tomar decisões importantes.Fico totalmente sem concentração, quando vou ler alguma coisa preciso refazer a leitura várias vezes, portanto não estou conseguindo prosseguir com a pós-graduação. Meu sono, mesmo com um outro remédio para dormir, é agitado, com sonhos estranos, acorto o tempo todo com a boca seca, assustada. Mas o pior são os picos de depressão que, em determinadas horas parece que me arrasto pela casa, nada consegue me alegrar ou satisfazer. A bula é imensa e esses e dezenas de outros efeitos estão descritos lá, mas eu vou em frente, porque se atingir o objetivo esperado terá valido a pena passar por tudo isso.
A falta do cigarro começo a sentir passados alguns dias, no início foi mais tranquilo. Chego a sonhar que estou fumando.Tenho medo de recair, mas tenho sido firme na minha decisão. Tenho rezado muito e repetido o tempo todo para mim mesma que abandonar este vício é o melhor. Mas afinal, foram 30 anos de dependência de uma droga que vicia mesmo e tenho plena convicção de que agora estou em um processo de tratamento, de cura, de libertação e vou vivendo sem cigarros, um dia de cada vez.
Mas olha, hoje é um daqueles dias! Talvez isto tenha a ver com os outros problemas pelos quais estou passando. Com o pé quebrado, sem poder dirigir, sem poder subir e descer estas escadas, presa sozinha neste apartamento bem nas minhas férias; terminei um namoro de três anos e me sinto só, sinto falta de alguém ao meu lado neste momento.
Mas também pode ser que eu tenha escolhido me enclausurar aqui, sem querer ninguém por perto, por achar que asim é mais fácil. Livrar-se de um vícil é complicado. Estou irritada, nervosa, chorona, deprimida, então se fico sozinha ninguém vê, não preciso compartilhar pessoalmente, apenas aqui no blog. Também se nao saio de casa não corro o risco de cair em tentação e fumar de novo. É confuso, a mente humana é complicada, as pessoas são confusas e eu, especialmente, esptou vivendo um momento muito complicado, mas vai passar!
MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
15/1/2012
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