Ah como é bom conjugar o verbo amar! Em todos os tempos e modos, é sempre bom! Porque a vida sem amor não vale a pena. E aprendemos isso logo que nascemos. Normalmente somos recebidos com amor por nossos pais, avós e pela família toda. Aprendemos a conviver recebendo cuidados, carinho, atenção que simbolizam este amor e assim vamos também aprendendo a amar.
Amamos com tamanha intensidade nossos pais, de maneiras diferentes nas idades diferentes, é certo, mas sempre com intensidade. Amamos nossos irmãos de sangue e aqueles que escolhemos como amigos e amigas. Amamos nossos avós que até sentimos o cheirinho da casa da vó quando paramos para pensar nela. Vivendo e aprendendo a amar!
Então crescemos e conhecemos um outro tipo de amor, um amor diferente, que mexe demais com a gente, amor de gente grande, amor de homem e mulher. Dai aparece aquele amor especial que faz nosso coração bater mais forte, a voz travar, a mão suar, o corpo todo tremer de emoção quando ele chega perto. É amor!
Namoro, noivado, casamento, filhos! Nossa, nesse momento conhecemos o amor maior que uma pessoa pode sentir, o de ter filhos, principalmente o amor de mãe. Quando você olha para aquele ser e se dá conta que o gerou, carregou por nove meses, trouxe ao mundo, amamentou, educou, alimentou, criou e continua fazendo de tudo para que ele seja feliz, você não tem dúvidas de que seria capaz de dar a sua vida por ele se preciso fosse.
Amo meus três filhos assim, intensamente, eduquei-lhes para que criassem asas e voassem, para que soubessem fazer escolhas sabendo que caberia a eles colher os frutos das escolhas bem feitas e/ou assumir as consequências das más escolhas. Ensinei-lhes a pensar como os três mosqueteiros 'um por todos e todos por um', e que a mãe os deixa caminhar sozinhos, livremente, mas está sempre aqui, atenta, antenada.
Amo meus netos, cada um dos cinco, incondicionalmente. Eles me seduzem, fascinam-me, tornam meus dias melhores, dão-me qualidade de vida.
Agora estou aprendendo a amar de maneira geral. Quero um amar diferente. Sem posse, sem ciúme, sem preconceito, sem rejeição, sem concessão, sem esperar nada em troca, sem querer saber porquê. Quero simplesmente amar, porque acho que é assim que deve ser. Amar os iguais e os diferentes, os que estão perto e os que estão longe. Os que me amam e os não me toleram, estou trabalhando isto em mim, estou mudando isto em mim.
E prá começar estou me amando mais. Amando o que sou, do jeito que sou, como sou, sem me cobrar tanto, sem me exigir tanto, simplesmemte me aceitando. Assim, amando a mim, com meus defeitos e qualidades, consigo amar os outros também com suas virtudes e defeitos e conquisto o amor verdadeiro.
É, estou aprendendo a amar! E estou gostando disso, está me fazendo bem!
MARIA CONCEIÇÃO DE AGUIAR
15/1/2012
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