terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

SIMPLES ASSIM

Sempre achei que a vida é muito simples, as pessoas é que a complicam. E continuo assim pensando!
É tão fácil amar, ouvir, calar, ponderar, pensar, perdoar, recomeçar. Mas ao invés disso, perdemos nosso tempo com dissabores, falando muito, perdendo a razão, lamentando o que passou, ansiando pelo que virá, deixando de viver o hoje.
E eu me incluo nesse rol.
Viver de maneira simples não significa viver na ignorância, miséria ou coisas do tipo.
Acredito que signifique acordar todos os dias agradecendo pelo despertar, saudar o sol ou a chuva, sair à rua e cumprimentar os passantes, trabalhar com seriedade e comprometimento, amar incondicionalmente.
Acho que viver na simplicidade seja agradecer por tudo e por todos, tirando lições dos acontecimentos, saboreando os sentimentos, ouvindo mais que falando, respeitando os demais, agindo com bom senso.
É viver cada dia como uma dádiva. Aprender todos os dias, deixar passar as ventanias, deixar-se levar pelos bons fluídos.
Mas porque é tão difícil? Por que complicamos a vida? Porque fazemos tanta tempestade por tão pouco?
Porque é tão difícil colocar-se no lugar do outro e assim tentar entendê-lo? Porque é tão raro valorizarmos as qualidades em detrimento dos defeitos?
Não somos perfeitos. Mas exigimos perfeição do outro.
Enquanto não nos conscientizarmos de que estamos aqui de passagem, que nossa vida é breve, que o tempo passa rápido demais, não conseguiremos admirar a plenitude da simplicidade do dia a dia!
Enquanto nossas maiores preocupações forem a roupa nova, o sapato da moda, a bolsa de grife, o carro do ano, a casa maior, o trabalho melhor, o salário mais alto, não atingiremos a sabedoria do prazer em receber um sorriso, um abraço, um obrigada, um bom dia!
Enquanto acharmos que somos melhores pelo cargo que ocupamos, pelo nível de instrução que temos, pelo salário que recebemos, estaremos perdendo a chance de vivenciarmos o mundo real das pessoas reais, da vida real!
Então para que complicar? Porque não aproveitarmos as chances diárias de fazer o bem, de dar-se sem esperar recompensa, de ajudar sem alardear, de ser mais do que ter. E porque não experimentarmos a sabedoria alheia, a convivência pacífica, a partilha harmoniosa de saberes, conhecimentos, de vida?
Simplicidade é saber despir-se da arrogância, das vaidades, da individualidade. Saber que todos têm os mesmos direitos e deveres e precisam ser respeitados independente de não compartilharmos suas ideias.
Simplicidade é ver-se no outro e ver-nos por dentro, na essência, resgatando o que foi se perdendo, o que deixamos para trás pela vida que escolhemos.
Pois é, quero ser cada vez mais simples na minha maneira de ser e de agir, no meu relacionamento com o mundo e com as pessoas. Quero o aconchego do meu lar, da família e dos amigos, da vida que em mim clama!
Uma reflexão, um desafio, um desabafo, um chamado!
Simples assim!
Maria Conceição de Aguiar

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