Então a gente começa a lembrar, pensar e se perguntar:
E se naquele dia eu tivesse ficado em casa? Ou, e se eu tivesse saído com meus amigos....
E se eu não tivesse me deixado enfurecer e falado tantas sandices....E se eu tivesse dado a resposta certa, mortífera, dolorosa.
E se eu houvesse me calado? E se tivesse gritado mais alto?
E se eu fosse àquele encontro? E se eu aceitasse o seu convite? E se dançássemos juntos?
E se te pedisse para ficar? E se te mandasse embora?
E se eu saísse sem olhar para trás? E se partisse para não mais voltar?
E se tivesse escolhido outra profissão? E se estudasse literatura?
E se pensasse menos e agisse mais?
E se eu tivesse escolhido outro amor, outro marido, outra vida?
E se...
Então, não sei! Quem saberá essas respostas? Vamos vivendo e experimentando, fazendo escolhas, optando.
Não dá pra ser tudo, ter tudo, fazer tudo, amar a todos. Não dá!
Daí escolhemos e depois vemos as consequências e arcamos com elas. E quando percebemos que fizemos escolhas erradas, equivocadas, ficamos meio sem noção, sem norte, sem rumo...E se!
E quando essas escolhas, apesar de não estarem totalmente erradas deixam-nos confusos, sem a certeza de que era esse o caminho a seguir, então começamos o questionamento: E se...
Mas a resposta jamais saberemos. mesmo que demos um passo atrás, que tentemos um recomeço, um novo ponto de partida, mesmo que nos demos uma nova chance, uma outra oportunidade parecida com a anterior, ainda assim, jamais será a mesma coisa.
Porque o que passou não volta. Os momentos são únicos. O mundo evolui rapidamente, o tempo não espera por ninguém, as pessoas mudam.
Portanto, o que foi ou o que poderia ter sido, passou. Não dá pra reverter. E o que virá também assim será. Podemos pensar nas várias possibilidades mas teremos que optar, escolher, elencar prioridades para aquele momento da nossa vida. E depois novamente perguntar-se...e se...!
Maria Conceição de Aguiar
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