Há tempos fiz as pazes com o mundo, com Deus e com as pessoas. Há muito apaguei as sombras do passado, perdoei a mim e aos outros, parei de julgar, deixei de lamentar, resolvi renascer.
Hoje vejo as pessoas, as coisas e a vida de uma maneira mais simples, bela e pacífica. Já não cobro tanto, nem exijo muito de mim nem dos outros. Quer dizer, exijo sim, mas já não peço perfeição, assim como não tento ser perfeita. Porque, na verdade ninguém o é!
Há tempos fiz as pazes com meu passado, fiz terapia, matei os monstros, enfrentei os medos, curei os traumas, tratei as neuroses, minimizei as frustrações. Já não guardo mágoas nem rancores. Meu coração está aberto ao amor, amizade, carinho e compreensão. O que passou, lá atrás ficou.
Entretanto, há pessoas que prefiro deixar lá. Que não pertencem ao mundo que escolhi para viver, portanto, prefiro deixá-las onde estão, sem contato, sem nada.
Essa exclusão não significa que eu tenha preconceitos ou sentimentos ruins para com elas. Significa apenas que não mais se encaixam na minha vida e por isso não quero que retornem.
Aliás, não gosto de fantasmas que reaparecem do nada para tentar assombrar a vida dos outros.
Minhas portas estão abertas para as pessoas de bem e do bem. Meu coração e minha mente estão abertas para àqueles de boa vontade.
E, falando sinceramente, o que me une às pessoas é a sintonia das afinidades, mesmo que sejamos opostos, há sempre algo bom que atrai, que proporciona troca, partilha, gerando afeto, amizade, laços nem sempre sanguíneos, mas da escolha, da confiança, da unidade.
Então, já não olho tanto para trás, já não lamento perdas, nem conto vitórias. Vou vivendo cada dia como um presente de Deus.
Procuro dar o melhor de mim. Mas quando me decepciono não lamento, sigo adiante, excluo, não sofro nem faço sofrer.
E, citando Antoine Exupery, 'Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas'! O resto é resto e não vale a pena!
Maria conceição de Aguiar
19/2/2014
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