Ou ficam um tempo sem contato, mas de repente bate uma carência, um chama e o outro vai. Só por hoje, amanhã será outro dia!
Mas nesse vai e vem vão se perdendo um do outro e de si mesmos. Até quando?
E nesses reencontros, nessa insistência em manter as amarras, mesmo sabedores de que aquilo não tem futuro, não seguirá adiante, vão perdendo oportunidades, desperdiçando chances, deixando de viver.
Até que decidem dar um basta, chega pra lá que quero viver a minha vida.
Hum, mas ai complica. Ele não te quer mas não quer te perder totalmente. Ela não te assume mas não te deixa ir.
São sentimentos estranhos, complicados. Posse.
Como entender que alguém que foi meu por tanto tempo possa ter outra pessoa? Como sabê-lo feliz longe de mim ou, pior ainda, feliz ao lado de outro alguém?
Pois é, somos estranhos. Possessivos!
Mas como? Não somos donos do outro, não podemos mandar nos seus sentimentos, determinar as suas escolhas, mantê-lo preso a nós mesmo infeliz.
Sabemos disso, então porque o fazemos? Carência, egoísmo, solidão? Medo? Talvez!
E porque o outro se dispõe a viver assim? Atendendo ao nosso chamado, mantendo sua vida em pausa para ficar a nossa disposição? Carência, egoísmo, solidão? Medo? Talvez!
E observando casais que assim vivem penso no quanto estão perdendo, deixando de viver novas histórias, novos rumos. E vejo o mal que causam a si e ao outro na angústia da incerteza, do vai e vem, do 'e por que não'.
Já passei por isso, vivi ambos os papeis. E agora vejo outros assim e me compadeço. Mas não dá para aprender com o erro dos outros. Não podemos ensinar com nossos tropeços. As pessoas precisam passar pelo mesmo problema, que na verdade nunca é o mesmo, apenas parecido. Mas apenas vivenciando as próprias experiências poderão aprender, refletir, repensar e fazer as suas escolhas.
E que façam as escolhas certas. E que saibamos desatar os nós, formar novos laços e desmanchar àqueles que se tornaram meros enfeites desgastados pelo tempo, os quais já não têm a ver com nosso agora, com nossa realidade atual. Pensamentos meus!
Maria Conceição de Aguiar
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