Volta e meia trago este tema ao blog. Desenlaces, rompimentos, desencontros!
Sei bem como é difícil aceitar e entender o fim de um relacionamento, namoro, casamento, sei como sofrem as pessoas que passam por esse desenlace e por isso trago o assunto a tona.
Quando um casal está junto faz planos, compartilha seus ideais, sua vida. Um se completa com a existência e a presença do outro. Estão juntos por opção, pelo amor que os une e, portanto, há cumplicidade, companheirismo, carinho e atenção.
Sentir-se amado e amar o parceiro é maravilhoso. Transborda o melhor de nós.
Entretanto, quando esse amor enfraquece, destoa, morre, tudo fica mais difícil. E quando acaba para um apenas, é terrível. De repente parece que falta-nos o chão, a luz, a guia. Ficamos fragilizados, tentando entender, mas sem achar explicação plausível, procurando culpas e culpados, sofrendo.
E então já não vemos luzes, apenas trevas, já não vemos esperança, parece que aquela dor jamais acabará.
E nessa fase de sofrimento, muitos entram em depressão, já não caminham, apenas arrastam-se pelos dias intermináveis da solidão, dos porquês!
Difícil encarar, entender, aceitar.
E eis que nessa fase de angústia pela perda, tendemos a nos tornar irreconhecíveis, capazes de gestos, palavras e atos antes impensáveis.
Há àqueles que rastejam atrás do ex, tentando reconquistá-lo, buscando voltar a um passado que não vai voltar, que ficou lá atrás, mas naquele momento eu o quero de volta e ponto final.
Há os que iniciam imediatamente um novo relacionamento, acreditando na primícia que diz que que a dor de um amor cura-se com outro amor. Ledo engano. Corações machucados precisam de um tempo para restauração, tempo de cura, de libertação, para só então estar apto a amar novamente.
E há ainda os que dão seu grito de liberdade e decidem aproveitar a vida. De bar em bar, de mão em mão, ao sabor do vento. Mas sempre tem o dia seguinte, em que a dor aumenta, a saudade aperta, a culpa corrói e a solidão atormenta.
Pois é, mas então o que fazer? Como enfrentar a dor do desenlace, do término? Como já escrevi aqui, acho imprescindível dar-se um tempo. Tempo para amadurecer, para o entendimento, para a cura. Tempo para preparar-se para um novo amor, uma nova vida, um novo começo.
Com o tempo o coração se aquieta, a saudade diminui, o sofrimento cessa. Com o tempo as dores vão-se, as mágoas passam, a vida volta a ter sentido.
Não existe nenhuma fórmula mágica, não há um passe de mágica. É preciso respeitar o seu tempo, o tempo de cada um.
É necessário um recolhimento, um reencontro consigo mesmo para só depois voltar à vida plenamente. Para amar o outro e por ele sentir-se amada, é urgente primeiro reaprender a se amar. Resgatar a autoestima, a alegria de viver e de estar vivo, a independência emocional.
E com o tempo entendemos os porquês, percebemos que tudo passa, sempre passa e dai renascemos para o mundo, para a vida e, principalmente, para o amor!
Maria Conceição de Aguiar
27/2/2014
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