domingo, 9 de março de 2014

TERAPIAS

Vez por outra entrego-me às terapias. Através delas venci medos, superei traumas, aprendi a perdoar, entender, relaxar. Com elas, vou-me superando, renovando, renascendo, revivendo e descobrindo formas de vive melhor.
Muitas vezes a terapia consiste em meses de encontros com o psicólogo. Noutras, apenas algumas horas sentada olhando o mar, apreciando o vai e vem das ondas, sentindo o sol e o vento batendo em meu rosto, contemplando o quão maravilhosa é a natureza, o poder da criação e percebendo que sou parte desse incrível mistério Divino, a criação!
Ambas me fazem bem, ambas provocam o despertar do que estava meio adormecido, esquecido por mim.
E tantas outras formas procuro de me reencontrar, melhorar, modificar. Um livro, um vídeo, uma música, uma conversa informal. E assim vou melhorando a cada dia, por mim mesma, pelos que amo e até para entender melhor àqueles que me ferem, machucam, magoam.
Agora estou experimentando uma nova terapia. Totalmente nova para mim. A psicóloga mistura a conversa com a cura das cartas Xamânicas e o Reiki. Estou adorando.
E tem me feito pensar 'quem sou eu', 'o que me define', 'o que estou transmitindo' e 'o que estou recebendo'!
E paralelo a esses questionamentos, casualmente assisto a um vídeo em que o Cid Moreira narra a Carta de Paulo aos Coríntios "Sem amor eu nada seria" ," Se em mim não houver amor eu nada serei". E, também casualmente assisto a uma palestra da Lizzi Weelasquez, considerada a mulher mais feia do mundo por ser portadora de uma síndrome rara. E ela diz: "O que me define? O que define você?"
Pois é, são exatamente esses questionamentos que tenho me feito nesta nova terapia e no meu dia a dia. O que me define? Como atingir a plenitude do amor incondicional olhando a todos como a mim mesma, sem distinções, sem julgamentos, sem disfarces nem mazelas.
É fácil amar os semelhantes, os que nos fazem bem, os que nos amam igualmente. Mas e quanto ao restante? Não são merecedores do nosso amor porque pensam diferente, porque cometeram um deslize, porque nos magoaram ou machucaram alguém próximo a nós?
Mas sem amor nada seríamos. E quero chegar a está máxima de saber amar incondicionalmente, de me colocar verdadeiramente no lugar do outro e assim entendê-lo e aceitá-lo como é.
Então o que me define? Meu jeito de vestir, andar, comer? Meu jeito de ser, agir e falar? Minha personalidade forte ou meu olhar fraterno? Meus textos no blog, meus posts no face, meu batom vermelho? Como me vejo ou como os outros me veem? O que me define?
Não posso ser definida em uma palavra, por um aspecto isolado. Sou muitas em uma só e uma em muitas de mim.
Então não me defino. Estou em uma nova fase de autoconhecimento, de mutação, de descobertas. E que bom poder seguir adiante metamorfoseando pela vida, hoje assim, amanhã não sei.

Maria Conceição de Aguiar
9/3/2014

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