terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O PÁSSARO E O PEIXE

Diz a lenda que um pássaro e um peixe podem até se apaixonar, mas onde viveriam esse amor?
E, pensando bem, eis um tema interessante! 
Um peixe só sabe viver na água, fora dela morreria em pouco tempo. Um pássaro, ao contrário, na água morreria afogado.
Então eles podem se conhecer, apaixonar-se, encontrar-se de vez em quando, por breves instantes, mas sempre chegará o momento da despedida, em que cada qual voltará para o seu mundo.
O pássaro é livre, precisa voar, bater asas, sair do ninho. Entretanto, em determinado momento sentirá vontade de construir seu próprio ninho, no alto de uma árvore, na cumeeira de um telhado, na soleira de um toldo. 
O peixe também é livre, embora sua liberdade seja limitada à água. Gosta de nadar, conhecer outros mares, visitar lagos e rios, sem ponto fixo, sem laços.
Então o peixe e o pássaro tendem  a dispersarem-se, voando ou nadando para longe um do outro.
Essa lenda serve para ilustrar o quanto é difícil manter um relacionamento quando as pessoas são demasiadamente diferentes, vivem em mundos opostos, levam vidas antagônicas.
Porque os opostos se atraem, mas os semelhante se completam!
Então, pensando assim, o romance entre o peixe e o pássaro estaria fadado ao fracasso. E como fazer? Desistir ou persistir?
Eis a questão!
Caso desistam, estarão abrindo mão de algo que poderia ser bonito, eterno enquanto houver laços que os una.
Caso persistam poderão brevemente entrar em colapso, não se adaptando ao mundo um do outro.
E então, o que fazer? 
Persistir ou desistir?
Poderia o peixe aprender a voar, mesmo que rasamente para acompanhar seu amor? E o pássaro aprenderia a nadar para viver esta paixão? 
Difícil decisão, difícil compreensão! Caso não tentem jamais saberão o que poderia ter sido. Caso tentem, terão que fazer escolhas, ceder, aprender, reeducar-se.
Eu não tenho a resposta. Não sei se alguém tem! Deixo aqui a polêmica, a dúvida, o questionamento. E se alguém tiver a receita, opine, fale, escreva.
Particularmente acredito no que disse anteriormente: Os opostos se atraem mas os semelhantes se completam. O que acham?

Maria Conceição de Aguiar


2 comentários:

  1. Sem receitas. Às vezes, os opostos conseguem conviver bem, apesar das diferenças e os semelhantes não se entendem, mesmo com as semelhanças. Relacionamentos não tem receita pronta. O jeito é viver cada dia, aparando aqui, consertando ali e pedindo a Deus que derrame seu amor, que é a liga.

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