segunda-feira, 2 de setembro de 2013

VAZIO

Sabe aqueles dias em que, do nada, você  sente um vazio inesperado, inexplicável, sufocante.
E olha ao redor, observa sua vida, analisa suas conquistas, suas vitórias, sua existência e realmente não consegue perceber o que está faltando.
E nesses dias fazemos uma retrospectiva, lembranças vem à tona, dá um nó na garganta. Mas o que falta?
O que acontece nesses momentos de vazio. 
Talvez um amor, um ombro amigo, um abraço. Ah, abraços curam qualquer coisa!
Talvez um beijo apaixonado, uma surpresa, uma flor, hum, flores alegram qualquer mulher.
Talvez um elogio, uma palavra de carinho, um gesto de carinho, nossa, carinho faz muito bem!
Talvez uma paixão dessas que fazem enlouquecer, perder o tino, a noção das horas, do tempo, do ridículo!
Talvez uma noite de amor daquelas que fazem as pernas bambearem, o coração acelerar, a cabeça girar e depois de tudo, braços abertos pra se aconchegar!
Talvez um passeio sem rumo, admirando o mar, o sol, visualizando desenhos nas nuvens.
Talvez um texto, umas palavras que tentem expressar o que sente!
Talvez......
Pois é, estes momentos de vazio que nos acomete vez por outra, na maioria sem uma razão plausível, servem como alerta de que nem tudo está perfeito, nem tudo está no seu lugar. Ou, simplesmente, mostram-nos que não somos sempre fortes, sempre autosuficientes, sempre donos da situação.
E no dia seguinte, ao acordarmos e vislumbrarmos o novo dia, com sol ou chuva, novamente nos enchemos de esperanças e expectativas, novamente renascemos e, como num passe de mágica, a sensação de vazio dá lugar à vida, ao belo, ao reencontro com nós mesmos.
Sentimento estranho, controverso, mas que fortalece, engrandece, abre mentes! E que passa, sempre passa, tudo passa!

Maria conceição de Aguiar
2/9/2013 

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