quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CAMINHOS


Observadora atenta do mundo, das pessoas, dos comportamentos! Ouvinte alerta dos desabafos, das lamúrias, das decepções. Parceira que vibra com as conquistas alheias, as vitórias, o progresso em todos os sentidos. Assim sou eu!
E como observadora, ouvinte, parceira, reflito sobre os caminhos que seguimos, que decidimos por embrenharmos. 
Então encontro gente feliz da vida na profissão que escolheu, no trabalho que desenvolve, por mais simples ou mais complexo que seja, com alto ou baixo retorno financeiro, mas felizes, fazendo bem aquilo que se propuseram a desenvolver.
Também encontro pessoas felizes com sua metade da alma, seu amor, sua família. Encantadas com a beleza interior e exterior do seu parceiro. Agradecidas pelos filhos que vieram do seu ventre ou de qualquer outra forma, mas são seus filhos.
E encontro gente satisfeita com sua casa simples, seu carro que o leva a qualquer lugar, sua vida rotineira. 
Essas pessoas traçaram seu caminho, souberam contornar as pedras e demais obstáculos e estão bem. Basta observarmos para ver que são realmente felizes.
No entanto, como observadora, ouvinte e parceira também encontro pessoas altamente insatisfeitas. Umas porque não tem o trabalho ideal, a profissão que gostariam, o salário dos sonhos. Outras porque não acharam um amor, um companheiro, uma companheira, não constituíram família.
E há ainda àquelas que vivem relacionamentos de fachada, com medo de mudar, de dar um basta, infelizes na solidão a dois. 
Também encontro outros que gostariam de ter uma casa maior, um carro melhor, roupas de grife, poder viajar, enfim. Mas seguem meio sem rumo, sem saber exatamente o que querem e onde buscar.
Pessoas infelizes nas suas escolhas. 
Mas, pensando bem, nenhum caminho é sem volta. Apenas quando morremos cessam-se as oportunidades. Enquanto estamos vivos, sempre é tempo de dar um passo atrás, repensar uma decisão, refazer uma escolha, modificar, mudar, recomeçar.
Enquanto há vida pulsando em nós não dá para viver pela metade, somatizando frustrações, angústias e lamúrias.
Infeliz nunca! Sempre dá tempo para fazer novos cursos, escolher outra profissão, mudar de emprego, encontrar um amor, viver um grande amor! Sempre é tempo de lutar pelo que nos faz falta, mas, lembrando de olhar para o que temos e agradecer.
Então, como observadora, ouvinte e parceira digo que a vida sempre vale a pena. Mas para tal precisamos estar atentos, de bem com ela, com os outros e, principalmente com nós mesmos.
De nada adianta viver por viver, sem objetivos, sem perspetivas, apenas reclamando. Se está insatisfeito, busque a satisfação, triste, procure a alegria em sua volta, infeliz, corra atrás da sua felicidade!
A vida é curta para sermos infelizes. Precisamos viver sabiamente, agradecidos pelo que temos, por quem somos e, o que falta, correr atrás.
Maria Conceição de Aguiar
11/9/2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário