Quanto tempo nos resta? Este é o maior mistério da vida. Ninguém pode prever a hora de ir embora, partir, morrer, desencarnar!
Pensando nisso tudo fica tão pequeno e tão grande ao mesmo tempo. As mágoas, os dissabores, as discussões, as divergências de opinião, as palavras ofensivas, a puxada de tapete, o mau humor, a intolerância, a tristeza...Tudo isso fica muito pequeno, perde o sentido, a razão de ser.
Em contrapartida, os afetos, as amizades, o amor, abraços apertados, sorrisos, olhares, a ternura, a paciência, o carinho, a palavra amiga, as mãos estendidas, o dia a dia vivido com alegria...Isso sim vale a pena, torna-se grande!
Quando será a última vez que veremos aquele amigo, aquele colega, o filho, o irmão, os pais, o companheiro. Qual abraço será o último? Que palavra será a derradeira?
Não nos preparamos para isso. No corre-corre diário esquecemos de cultivar as pequenas coisas, adiamos sonhos, cultivamos planos para depois.
E se não houver depois?
Pensando bem a vida humana é tão frágil. pode terminar em questão de segundos. Um acidente, uma doença, um incidente. E, em minutos deixamos de existir ou perdemos alguém que nos é caro.
Quanto tempo? Ninguém sabe. Portanto, ao se despedir de alguém seja carinhoso, deixe seu sorriso, seu abraço forte, seu amor.
Quando estiver com alguém demonstre o quanto ele é importante para você, para sua vida, para sua felicidade.
Faça a vida valer a pena. Promova mais almoços de domingo em família, encontros de amigos para bate papo. Alegre-se por ser quem você é. Valorize o amor recebido e retribua.
Ao sair, não leve mágoas nem deixe ressentimentos. Pode ser o último encontro, como saber?
Não havemos de criar neuras pensando na morte, no fim, no que pode acontecer. Mas devemos estar preparados para que sejamos lembrados com carinho quando formos e, principalmente para não sentirmos culpa quando perdermos alguém.
Até quando veremos nossos filhos crescendo, desenvolvendo-se, buscando seus caminhos. Ate quando seremos seu porto seguro, sua mão amiga.
Como seremos lembrados? Até quando, por quem? Certamente não pelos bens que deixarmos, mas pelo bem que fizemos, pelo amor que partilhamos, pelo carinho que empreendemos.
E como nos lembramos dos que se foram tão repentinamente? Quisera seja sempre com alma límpida, certeza de ter estado ao lado, nem sempre fisicamente, mas sempre espiritualmente, como alguém com quem se pode contar sempre.
Até quando? Não sei, ninguém sabe. Mas quero cada vez mais curtir meus netos, meus amigos, minha família. Quero mais abraços e sorrisos largos. Quero mais bem querer. Quero ser ponte, amiga, amante, companheira. Até quando? Só Deus sabe. Talvez não haja tempo para despedidas, portanto, todo dia é dia de sorrir, amar, elogiar, cultivar. Todo dia é dia de perdoar e pedir perdão, espalhar coisas boas, sorrir para o mundo, para a vida, para todos e para Deus.
Até quando? Pode ser por mais uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano, uma década, um século. Estejamos sempre preparados!
Maria conceição de Aguiar
12/9/2013
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