Nesta semana alguém no trabalho comentou: Maria, você está sempre feliz..., respondi: Eu sou feliz!
E sou, feliz, de bem com a vida, alto astral. Mas não pensem que num passe de mágica tirei da cartola a fórmula da felicidade, claro que não.
Mas, há alguns anos, decidi parar de contabilizar minhas fraquezas, minhas angústias, minhas tristezas, deixar de pensar no que me faltava e comecei a olhar o mundo com outros olhos.
Comecei a mudar, devagarinho, aos poucos fui me tornando mais tolerante, mais confiante, mais agradecida e, consequentemente, mais feliz.
É claro que não tenho tudo o que desejo, mas tenho muito e valorizo cada conquista, cada vitória, cada tropeço, cada lágrima e cada sorriso.
Aprendi a viver um dia de cada vez e assim me livrei da ansiedade. Aprendi a não remoer mágoas passadas e assim me livrei da depressão. Aprendi a perdoar aos outros e a mim mesma e assim fui mudando minha maneira de ser e de agir, de me relacionar, de viver!
Não sou uma boba alegre, não sou alienada, longe disso, mas procuro sempre ver o lado bom das coisas e das pessoas.
Também aprendi a me amar, a aceitar meus defeitos e minhas limitações, enfatizando minhas qualidades. E hoje sou feliz!
Encontro felicidade nas pequenas coisas do dia a dia. Agradeço sempre, por tudo e por todos. Sinto-me em paz e isso é uma conquista, amparada num árduo trabalho de auto conhecimento, de cura interior, de aceitação, de não procurar entender tudo, mas ter certeza de que em tudo há um porquê, uma razão, um motivo.
Claro que tenho meus momentos de fraqueza, em que penso que poderia fazer mais. Há dias em que as mazelas do mundo me afetam, as injustiças sociais, as desigualdades, o preconceito. Não gosto disso. Sonho em um mundo melhor e mais justo para todos, em que todos tenham igualdade de condições. Utopia, eu sei. Portanto, procuro fazer a minha parte. Meu trabalho exerço com alegria, meus filhos sabem que podem contar comigo sempre, meus amigos têm em mim alguém em que podem confiar plenamente.
Sou feliz, conquistei a minha felicidade interior, a minha liberdade de escolha. Escolhi viver bem, de bem com o mundo, com Deus e com todos. Nem sempre é fácil, mas eu sigo firme na minha escolha.
Não, isso não acontece numa palavra mágica. É um longo percurso, é um trabalho de dentro para fora, mas que vale a pena.
E, estando tão bem comigo mesma, posso ser melhor mãe, amiga, companheira, namorada, irmã, avó, profissional. Estando bem, atraio coisas boas, pessoas de bem e esta é a parte melhor.
Estou feliz e vibro com a felicidade alheia. Não invejo ninguém, já quase nem julgo ninguém, não cobiço grandes coisas. Estou bem, sou feliz!
Maria Conceição de Aguiar
28/8/2013
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