quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SAÚDE

Normalmente tenho boa saúde. Consigo manter-me no peso ideal e consequentemente não tenho problemas de colesterol, triglicerídios, nem nada do tipo.
Já fiz implante de seios, odontológico, fiz laqueadura de trompas, períneo, quebrei o pé e sempre me recuperei a contento, no tempo certo, sem nenhuma sequela. 
E agradeço a Deus todos os dias porque sou forte, tenho boa memória, disposição, ânimo e saúde o suficiente para realizar todas as minhas atividades do dia a dia.
Entretanto, por vezes sofro com as 'ites'. Rinite, sinusite até labirintite. É que sou muito alérgica. Qualquer cheiro forte, poeira, sol, vento, frio ou calor, os extremos provocam-me crises de rinite e, acaba desencadeando a sinusite. Um momento de estresse, um vacilo, uma preocupação e a labirintite tenta se achegar.
Bem, como geralmente não sou estressada, não me irrito por pouca coisa, driblo a labirintite sem problemas. 
Mas, a minha rinite alérgica, ah essa é difícil de controlar. trabalho em meio a processos, papel empoeirado, convivo com perfumes, produtos de limpeza, cheiros por todos os lados. Então danou-se.
Além disso, tenho dois vícios que contribuem para essas crises.
O primeiro é o cigarro. Fiz aquele tratamento horroroso com champix, parei por um ano e três meses, até que, por bobeira e ignorância, voltei! Quando der, quando sentir que estou pronta, paro de novo. Mas, no momento não fico me culpando, me lamuriando por ter caído em tentação e retomado o vício.
O segundo é gelo. Sou viciada em gelo. Costumo encher um copo grande com gelo e completar os espaços com água. Só assim a água tem sabor para mim. Não conheço mais ninguém que seja viciada em gelo, só eu. Também tento parar, diminuir, mas sinto necessidade, nem sei de onde veio isso, quando começou, sei apenas que faz muito tempo que assim sou.
E, claro, são duas combinações prontinhas para fazerem piorar minhas crises de rinite. Cigarro e gelo!
Pois é, tenho consciência disso tudo, sei que que me fazem mal, mas insisto em cultivá-los. Bem, mas não posso ser hipócrita e dizer nunca mais. Sou sincera comigo mesma, admito meus vícios, admito minhas fraquezas e vou tentando mudar, melhorar, modificar o que não está bem, aos poucos, a seu tempo, ao meu tempo.
Nestes cinquenta anos, muita coisa consegui mudar, reverter, evoluir. E assim vou seguindo, reconhecendo meus erros, meus pontos fracos, mudando, crescendo. Não tenho medo das mudanças e sei que a maioria delas dependem de mim, dos meus atos, das minhas decisões e, principalmente, da minha força de vontade.
Então, vou em frente. Sigo vivendo, reaprendendo, refletindo, repensando. Esta sou eu!

Maria Conceição de Aguiar
11/9/2013

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