Com o passar do tempo vou ficando sem tempo para um monte de coisas e, principalmente para um tanto de gente.
Estou intolerante!
Meu tempo está passando rápido demais. Meu prazo de validade começa a ficar mais próximo do vencimento.
Então, já não tenho tempo nem tolerância para a maldade, a mediocridade, a falsidade, mentira, bajulação.
Já não tenho tempo nem tolerância com pessoas que mudam até o tom de voz para falar co seus superiores, tornam-se meigas, extremamente simpáticas. Mas, ao lidarem com os que consideram seus inferiores, são ríspidas, mal educadas ou simplesmente os ignoram.
Já não engulo desaforos, nem pitis. Respondo no mesmo tom.
E com as palavras sou ferina, mas sou verdadeira.
E como já não tenho mais tempo nem tolerância, falo o que penso, o que sinto, sou sincera. E quem não gostar que se afaste. Ficará quem tiver que ficar.
Não sou e nem pretendo ser melhor que ninguém e já não tolero quem acha que é.
Não sou e nem pretendo ser dona da razão, mas não suporto quem acha que é.
Não sou e nem pretendo ser pior que ninguém e não admito que alguém ache que é.
Somos todos iguais. Com algumas diferenças, culturais, sociais e econômicas. Mas, na essência somos todos iguais, viemos do pó e ao pó retornaremos sem levar nada da vida.
Na verdade apenas deixaremos lembranças que podem ser boas ou ruins, sementes que poderão germinar ou não, pessoas que sentirão nossa falta, saudades e outras que em pouco tempo terão nos esquecido completamente.
Portanto, já não tenho tempo nem tolerância para a pequenez humana. Faço a minha parte e espero apenas que cada qual faça a sua.
E nesta fase de intolerância acabo machucando e sendo machucada, ferindo e sendo ferida, magoando e sendo magoada. Mas, faz parte. Não quero nada que não me caiba, não anseio nada que não possa ter, não invejo, não cobiço. Sou quem sou e me orgulho de mim!
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