segunda-feira, 16 de março de 2015

FILOSOFANDO

Filosofia e poesia sempre me atraíram. Ambas nos fazem pensar, refletir, sonhar, idealizar, cada qual a seu modo.
Como escrevedora gosto de brincar  com as palavras, embaralhar, misturar e ver no que dá.
Não sou filósofa mas gosto de filosofar, debater temas atuais, comportamentos e sentimentos, principalmente, os meus.
Não sou poeta mas gosto das rimas, da aliteração, das frases de improviso, do texto lido.
Filosofando eu sigo adiante. Nuns dias alegre e sorridente, noutros sombria e torturante. Mas sempre transparente.
Filosofando eu falo de mim, dos outros, da vida, do mundo. Deixo minha opinião, questiono paradigmas, brado por soluções.
Filosofando busco respostas, lanço perguntas, quero porquês.
Escrevendo deixo rastros, pistas de quem sou, do que gosto, o que quero e o que abomino.
Escrevendo sou inteira, letreira, palavreira, texteira.
Nem todo dia é sol, nem toda chuva é ruim. Nem todo dia é chuva, nem todo sol é bom.
Assim também sou controversa, dou-me o direito de mudar conceitos, modificar minha opinião, voltar atrás, assumir erros e tentar consertá-los.
Assim também me faço poeta que fala dos sentimentos, do amor, da reconciliação da harmonia, mas também, da intolerância, das desigualdades, do cansaço, da insatisfação pessoal e coletiva.
Minha filosofia e  minha poesia são controversas, dependem do meu estado de espírito, da minha vivência, do meu aprendizado, do dia, da noite, do tempo, do vento, do sol e da chuva.
Escrever deveria ser meu ofício mas tornou-se meu hobby. Mas ainda assim não me sinto frustrada. 
Escrevendo aqui neste blog sou livre para expressar o que penso, sem censuras, sem julgamentos. E meus leitores são livres para opinar, compartilhar, discordar, ler, guardar ou descartar.
Filosofia e poesia, pode até parecer utopia, mas tornam meu mundo melhor.

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