Sou curiosa na essência. Sou observadora, conselheira, palpiteira. Sou perguntadora, gosto de 'porquês'.
E não me contento com respostas do tipo 'porque sim'! Quero sempre saber mais, especular, pesquisar, interagir. Quero sempre argumentar, provocar o pensamento crítico, a recíproca, a discussão saudável, com conflitos de opinião, com o pensar nem sempre lógico em todos os sentidos, mas que reforça, rebate, chama ao debate.
Então leio, falo e escrevo. E recebo as críticas, discutindo-as, argumentando. E dou pitaco na opinião alheia. E, muitas vezes, recolho-me envolta em pensamentos que guardo internamente, sem exposição. Normalmente faço isso quando o debatedor deixa de argumentar e tenta impor a sua verdade absoluta, tenta incutir seus dogmas como se minha opinião de nada valesse. Então, deixo ser, não entro em duelos vazios, que nada condizem com meu jeito de pensar, ser e agir. Vou saindo de mansinho e mantendo minhas convicções.
E por ser assim sou admiradora dos pensadores. Grandes ou pequenos, públicos ou anônimos, antigos ou contemporâneos. Mas gosto de gente que pensa, que tem o poder de persuasão através da razão, da racionalidade, mesmo que, por vezes, utópica. Pessoas que experimentam, analisam, observam e contribuem para o nosso enriquecimento intelectual, emocional, pelo desenvolvimento da nossa criticidade, da nossa maneira de enxergar o mundo e as pessoas.
Por isso tudo é que não me contento com respostas vagas, com discussões sem argumentos, com imposições de dogmas. Gosto mesmo é da discussão saudável, em que cada um contribui argumentando, ponderando, favoravelmente ou contrariando nosso pensar, mas pensando junto, formando opinião, colaborando.
Pois é, eu gosto da palavras, da troca delas, do seu simbolismo, de saber a sua essência, os vários modos de aplicá-las, seus diversos significados dentro dos mais variados contextos. Gosto de quem pensa e gosto de pensar.
Mas, ao mesmo tempo que admiro tanto o racional, também aprecio o emocional. Portanto, sinto o mesmo prazer em ler poemas, escrever sobre histórias de amor, ouvir casos e contos. As palavras em si me fascinam, sejam escritas em verso ou prosa, sejam faladas ou sentidas, sejam compartilhadas ou guardadas para ocasiões especiais.
E assim sigo, perguntando porque, para que, como assim....e assim obtenho respostas vãs e outras memoráveis. E assim continuo aprendendo, curiosa, ansiosa pelo saber, pelo descobrir, pelo desvendar a alma e mente humana. E assim vou escrevendo meu pensar, de maneira simples e clara, provocando o seu pensar, questionando-o, atiçando-o, compartilhando!
Maria Conceição de Aguiar
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