segunda-feira, 9 de junho de 2014

LIMITES

Ao longo da vida vamos nos deparando com limites e limitações, impostos ou necessários, confusos ou esclarecedores.
Ao educarmos filhos temos que, necessariamente, impor-lhes limites. Se assim não for, não crescerão em plenitude. Aliás, quem ama há que se preocupar com os limites diários. Posso? Devo? É legal? É moral? É ético?
Os limites impostos pelos educadores, pais, professores, mestres e afins condizem com a percepção de vida que têm, com os valores que querem repassar. Quando deixamos crianças, ainda sem condições de discernir, livres, estamos negando-lhes o direito à educação, impossibilitando a sua formação. Então, quando amamos traçamos limites. Nem tudo é permitido, nem tudo é possível, nem tudo é aceitável.
E, assim agindo, contribuímos para moldar o caráter dos que amamos, formamos seres de bem, ou, no mínimo, mostramos os caminhos do bem, do ético, do moral e legal.
Então, mais tarde, quando adultos, a vida virá com novos limites e estarão prontos para saber seguir adiante.
Porque sabemos que podemos tudo, mas nem tudo nos convém. E se sabemos disso é porque fomos educados, recebemos orientação, exemplos, amor.
Mas infelizmente, cada vez mais os pais têm menos tempo para seus filhos. Então, para compensar, tornam-se permissivos demais, tentam desviar a falta de atenção e amor com presentes, passeios, bens. Dai vemos uma geração perdida, sem noção de tempo, de espaço, em que o agora é o que vale e, portanto, precisam vivenciar tudo muito cedo, com uma urgência desmedida, sem a devida orientação.
Então meninas de onze, doze anos desfilam maquiadas, já namoram, vestem-se como adultas. Meninos ainda na pré-adolescência experimentam drogas, bebidas, baladas.
Nossos adolescentes dominam o mundo virtual, os jogos eletrônicos e vorazes, mas não dominam a gentileza, a convivência, a harmonia. Mas quando nos apercebemos é tarde demais, o estrago está feito e eles não estarão prontos para enfrentar o mundo real, competitivo mas seletivo. E eis que, por falta de limites ao longo da vida, terão que aprender a lidar com as limitações do dia a dia, da concorrência, do mercado de trabalho, da profissão escolhida, da vida vivida.
Portanto, continuo acreditando que quem ama educa, mostra as alternativas, impõe limites e dá o exemplo. Pois só assim teremos adultos capazes, coerentes, bem resolvidos, gente de cabeça boa.
Fácil não é, claro que não. Mas vale refletir, repensar, analisar. Que espécie humana queremos inserir na sociedade, que tipo de gente deixaremos para este mundo? Vale refletir sim, temos feito a nossa parte? Ou temos deixado que a escola, a mídia e a vida eduquem por nós? Preocupa-me uma geração sem limites!

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