Sou mulher e gosto disso, orgulho-me! Não sou feminista, mas também não sou omissa. Nem discuto a importância da mulher na sociedade, a igualdade de direitos e oportunidades independente de gênero, acho tudo isso natural e deve ser tratado naturalmente.
Entretanto, apesar de todos os avanços, ainda vemos preconceitos e atitudes tão machistas que chegam a enojar.
Ainda se discute e até faz-se pesquisa sobre o porquê de tantas mulheres serem estupradas, querem saber se teriam contribuído para isso. Ainda se discute o porquê de tantas mulheres serem ameaçadas e agredidas por seus companheiros, levantam a questão do quanto elas contribuem para isso também
Todo ser humano merece respeito, independente de ser homem ou mulher, homo ou hétero, rico ou pobre, doutor ou analfabeto. Todos têm os mesmos direitos e deveres e deveriam ter as mesmas oportunidades.
Mas voltando a falar especificamente da mulher, acho um absurdo questionar ou definir o seu papel na sociedade.
Porque ao longo da história as mulheres vem mostrando que são plenamente capazes de dar conta do recado, de aliar vida profissional com vida pessoal, saindo-se muito bem em ambas.
E a capacidade, a seriedade e a feminilidade de uma mulher não podem ser mensuradas pelas roupas que ela usa, pelo corte de cabelo, pela cor do esmalte e do batom. Nem pela profissão que ela escolheu, por sua opção sexual, pela vida que decidiu levar. São apenas detalhes que traçam o individual e que podem até ser questionados, mas que não são parâmetros para julgamentos, rótulos, condenação.
Nenhuma mulher merece ser espancada, violada, estuprada. Nenhuma mulher merece ser desrespeitada, escravizada, subjugada!
No entanto enquanto houver essa disparidade social em que se põe em dúvida se a fulana queria ser estuprada por isso saiu de short curto ou se a outra queria apanhar por isso discordou do companheiro, haverá mentes doentes que se acharão no direito de violar o corpo do outro, os direitos do outro, o SER outro!
E, apesar dos avanços tecnológicos, culturais e sociais, ainda, em pleno século XXI, há quem ponha em xeque que ser mulher é muito mais que uma questão de gênero! Hora de evoluir de verdade!
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