Quisera ser como o sol, que mesmo só brilha e irradia luminosidade, aquece, chama para fora!
Quisera ser como a lua, que repete suas fases num compasso constante e, mês a mês míngua, renasce, cresce e se enche de beleza inigualável.
Quisera ser como o mar que, quando calmo mantém o vai e vem das ondas e quando agitado avança pela areia, calçadas e muralhas, mas sempre majestoso, respeitando os que o respeitam.
Quisera saber ser chuva que cai de mansinho e faz florescer.
Quisera ser como o arco-íris que aparece depois da tempestade, renovando as esperanças, promovendo encantamento.
Quisera saber ser como a lagarta, envolta em seu casulo, saindo linda borboleta, repetindo essa maravilhosa metamorfose.
Quisera entender e aceitar o diferente, o novo, a novidade, sem questionamentos, sem julgamentos!
Quisera entender e aceitar o acaso, sem descaso.
Quisera a sabedoria do pensar, da reflexão, da observação e da contemplação!
Quisera a alegria do dia, a serenidade da noite, a imparcialidade do tempo!
Quisera saber ser, sem aplausos ou alardes.
Quisera aprender a amar e respeitar incondicionalmente, sem nada esperar, sem muito ansiar.
Quisera ter o dom de aquietar corações sofridos, mentes turbulentas, almas cansadas.
Quisera aprender a curar dores, desamores, dissabores, cicatrizar feridas.
Quisera saber! Quisera ser! Quisera fazer!
Maria Conceição de Aguiar
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