Tudo começou por um protesto contra os vinte centavos de aumento na passagem de ônibus em São Paulo. Era o estopim que faltava para que o povo saísse às ruas clamando por seus direitos.
E hoje os noticiários mostram o pais quase que em sua totalidade mobilizado contra todos os abusos.
Somos um país rico, feito de pessoas de bem, trabalhadores que não querem pão e circo. Queremos nossos direitos. E é por isso que milhares de brasileiros estão nas ruas hoje, protestando, reivindicando, clamando por um Brasil melhor e mais justo.
Educação, saúde, alimentação. Não queremos bolsas, não queremos esmolas. Queremos aquilo a que temos direito. Queremos ser atendidos em hospitais públicos, postos de saúde e ambulatórios capazes de sanar nossas necessidades. Queremos escolas de excelência, com professores valorizados, empenhados com sua missão, satisfeitos com seus salários, suas condições de trabalho e com o rendimento de seus alunos. Queremos escolas profissionalizantes, que formem verdadeiramente para o mercado de trabalho. Queremos diminuição dos impostos para que mais postos de trabalho se abram. Queremos nossa mesa farta, com alimentos de qualidade, vendidos a preços justos e comprados com nossos salários.
Queremos voz ativa, participação comunitária e, principalmente, nas decisões governamentais.
Os vinte centavos foram a força que faltava para que a população já tão escravizada, humilhada e sem perspectivas decidisse dar um basta!
Basta aos aumentos abusivos, aos impostos inconcebíveis. Basta à corrupção, aos desvios, a falta de planejamento, de prioridades.
Não precisamos de grandes estádios de futebol. precisamos investir nos esportes sim, garantir uma geração saudável pela prática desportiva, mas isso não passa por nenhuma copa.
Precisamos de saúde, educação, trabalho e renda. Nenhum país cresce baseado em esmolas, em 'vales'.
Por algum tempo dá-se o peixe enquanto ensina-se a pescar. E assim sucessivamente. É preciso ajudar enquanto qualifica, educa, abre portas.
Vinte centavos foi o mal necessário para que nos antenássemos do quanto somos fortes, do quanto podemos quando reunimos forças, de quão grande pode ser nossa capacidade de fazer as coisas acontecerem.
Protesto sim, protestos pacíficos, sem violência, sem agressão, sem opressão. Protestar é um direito e um dever. E que bom fazer parte de um país que acorda, que vibra, que quer fazer a mudança!
Maria Conceição de Aguiar
17/6/2013
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