Para a maioria das pessoas o nascimento de um filho é um dos momentos mais importantes da vida. Um acontecimento inesquecível, celebrado diariamente. Passar pela experiência de gerar uma vida, trazê-la ao mundo, amamentar, trocar suas fraldas, passar noites acordada velando seu sono, controlando sua temperatura, medicando e só descansar quando ele está bem.
Ser pai e mãe é para sempre. As preocupações são para sempre e as satisfações também.
Fui mãe ainda muito nova, na adolescência, portanto, totalmente inexperiente, devo ter falhado com meus filhos em alguns momentos. Mas nada muito relevante. Consegui educá-los, passar-lhes noções de valores, princípios que os nortearão para a vida toda. Consegui mantê-los unidos, como os três mosqueteiros "um por todos e todos por um". Também o pai deles sempre foi, e ainda o é, participativo. Está está sempre presente na vida deles, tal qual eu. Apesar de termos nos divorciado há bastante tempo, não nos separamos dos nossos filhos, continuamos atuantes na vida deles. Sempre, claro, respeitando a individualidade, seus espaços, suas escolhas. Mas sempre por perto.
E hoje, já adultos, colho os frutos do amor e da dedicação que sempre empreendi a eles. Meus filhos são os melhores filhos que uma mãe poderia desejar. Sempre presentes, sempre prontos a me ajudar de todas as maneiras, jamais me deixam na mão, são ótimos filhos e fico imensamente orgulhosa disso.
Para mim, meus filhos estão e sempre estarão em primeiro lugar na minha vida. Acima de qualquer outra pessoa ou coisa. Não conseguiria deixá-los de lado, ficar longe. Não saberia viver sem o amor que eles me dedicam. E sei que assim sempre será!
Com a vinda dos netos, experimentei um novo tipo de amor, ainda mais incondicional. São cinco e cada um é especial para mim. Cada qual com seu jeito de ser, de expressar seu amor por mim, mas todos apegados, chegadinhos, dengos da vovó. E também por eles faço tudo o que estiver ao meu alcance e sei que jamais me abandonarão.
Então, não consigo entender quando casais se separam e e, consequentemente, um deles também se separa do filho. Abre mão, perde a paciência, deixa de lado. Mesmo que não morem juntos precisam estar presentes, acompanhar o crescimento, o desenvolvimento, contribuir para a formação do caráter, continuar sendo pai e mãe!
Também não consigo entender quando o contrário acontece. pais presentes, amigos, companheiros e que, ao envelhecerem, tornam-se fardos para seus filhos. São jogados de lá pra cá, todos querendo se livrar, ninguém querendo assumir a responsabilidade de cuidar, amparar, acolher.
Na infância, na adolescência e até na vida adulta os filhos precisam dos pais, dos seus cuidados, dos seus conselhos e até das suas intervenções. Na velhice e na doença os pais precisam dos filhos, do seu carinho, da sua atenção, dos seus cuidados. É uma relação de reciprocidade. É uma relação eterna.
Fico emocionada e feliz quando presencio amor incondicional, demonstrado com atitudes entre pais e filhos, do nascimento à morte, sem lacunas, sem peso, sem melindres. Acredito que assim deve ser e que assim se constrói uma humanidade melhor!
Maria Conceição de Aguiar
2/6/2013
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