Nasci e cresci no período da ditadura militar.
Leitora, pensadora, observadora e democrática por natureza, jamais me conformei com isso.
Claro que considero a democracia a maior de todas as conquistas. E sei que essa passa pelo voto direto e secreto, pelo pluripartidarismo, pelas diferenças e, principalmente pela liberdade de expressão, de escolha e de opções.
Então, nem me ocorre a ideia de voltarmos a viver em tempos de ditadura. Não é isso que queremos.
Aliás, o povo nas ruas demonstra exatamente o que queremos. Mais liberdade de escolha, mais possibilidades de opinar, mais direitos, mais qualidade de vida!
Mas há os que tentam deturpar o movimento, achando que estamos passando da democracia para a anarquia. Não concordo.
No entanto, concordo que as mudanças reais só vão acontecer quando soubermos votar. Na hora da eleição dizemos que falta opção, os candidatos são sempre os mesmos, então deixemos como está. Não dá mais, não pode mais ser assim.
Mas para que essas mudanças aconteçam na prática, é preciso, necessário e urgente a reforma política. Vereador, deputado, senador não pode ser profissão. Estão ali para legislar a favor daqueles que os elegeram, ou daqueles a quem representam, o povo brasileiro. Então,não podem ter tantas mordomias como diárias exorbitantes, carros e celulares pagos por nós, auxílio isso, auxílio aquilo, além dos altos salários, fórum privilegiado, enfim.
É preciso rever isso, a começar pela qualificação. Deveriam ter o mínimo de conhecimento em leis, em uso do dinheiro público, em cidadania.
É fácil se deixar corromper pelo poder dos cargos eletivos. As mordomias são tantas, as vantagens são imensas.
Difícil mudar o que está enraizado. Difícil sim, mas possível. Basta continuarmos unidos, empenhados em promover as mudanças que o país precisa. O que é público é de todos, deve ser usado para o bem comum e não em benefício de uns poucos que detém o poder! Poder esse outorgado por nós que os elegemos.
Basta de discursos vazios, basta de desperdícios, basta de corrupção, basta!
Não queremos nenhum golpe, queremos respeito. Lutamos por mais democracia e não pelo fim dela. Queremos ser tratados com dignidade, independente da classe, posição, profissão, opção sexual. Queremos respeito! Queremos um Brasil para os brasileiros!
Maria Conceição de Aguiar
21/6/2013
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