A nossa vida é recheada de opções. A todo momento podemos escolher entre o que queremos, o que podemos e o que nos convém.
Escolher entre o bem e o mal, o bom e o mau, o certo e o errado.
Escolher entre o mais fácil e o mais trabalhoso, o simples e o complicado, o belo e o feio.
Fazemos opções e tornamo-nos reféns delas, ao menos por algum tempo, até que que façamos novas escolhas.
Então, somos livres para optar, mas prisioneiros das consequências. Não dá para ter tudo, fazer tudo, agradar a todos nem desprezar o mundo. Não, é preciso ponderar, pensar, escolher, optar.
Nem sempre nossas escolhas são acertadas, fundadas, mas sempre podemos revê-las e revertê-las, dando um passo atrás, refazendo o percurso, sempre tomando o cuidado de não machucar, não ferir, não atropelar. porque, na maioria das vezes, nossas escolhas envolvem outras pessoas, outras vidas, outros destinos. E se quisermos voltar atrás temos esse direito, com o dever de respeitar todos os envolvidos, sem sacrificá-los.
Também de nada vale sempre fazer a opção que melhor nos parece, independente dos outros. O próximo, o outro não pode ser visto apenas como um obstáculo,uma pedra no meio do caminho, um objeto inanimado. Ao contrário, assim como nós, tem sentimentos, vontades, sonhos e precisam ser respeitados.
Lembro o ditado que diz que minha liberdade termina quando começa a do outro. E assim é.
Somos livres para fazermos o que quisermos, desde que respeitemos a liberdade, as escolhas, as opções alheias.
Afinal, de que vale a felicidade construída sobre o infortúnio de outros? De que adianta vencer a qualquer custo, subir de qualquer jeito, menosprezando, desprezando, pisando em todos pelo caminho.
Não, isso não é viver. Viver é saber escolher, optar, decidir sempre em consonância com os demais. Viver é estar em harmonia com a sua consciência, consigo, com Deus, com o mundo e com todos. Não exatamente como no mundo de Alice, mas no mundo real, em que o respeito ao próximo é de fundamental importância para pautar nossas escolhas e nortear nossa vida em sociedade!
Maria Conceição de Aguiar
4/6/2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário