E nestes tempos de mudança de ano fico aqui pensando, analisando, especulando.
E vejo pessoas cheias de vida, alegres, felizes, mesmo em meio a situações precárias de vida, não que se contentem com o pouco que têm, mas que conseguem superar as mazelas e ser feliz com o pouco que têm.
pessoas assim nos fazem bem, dão-nos verdadeiras lições de vida, de sabedoria, de grandeza.
No entanto, há outras dignas de dó. Pessoas que, apesar do muito que possuem não sabem dar valor. Escolheram a infelicidade como companheira, a lamúria como discurso, a intolerância como conselheira, a impaciência como aliada e a neurose como amiga.
pessoas assim não conseguem integrar-se, sentir-se bem, ser feliz. Então vão disseminando sua insatisfação e nada lhes basta, nem ninguém. E, até mesmo sem que percebam, machucam, ferem, extrapolam todos os limites da convivência, poluem.
Pessoas que me causam dó.
Porque, na sua maioria, não percebem que não estão bem, que precisam se tratar, olhar para dentro de si, ao seu redor, além do horizonte. Não entendem que o mundo é grande, a vida um bumerangue, auras são ímãs.
Então são infelizes e levam a infelicidade aos demais pois não sabem conviver.
Pena, dó.
A vida de ninguém é um mar de rosas, bem sabemos. E nossa felicidade não pode estar vinculada a outra pessoa, a um cargo melhor, um carro novo, uma casa maior, um amor. Não, a felicidade é inerente ao mundo exterior, ao ter.
A felicidade verdadeira é aquela que conquistamos, que sentimos ao apreciar o nascer de um novo dia, o alvorecer, a lua, o céu, as estrelas, o sol, o mar, a água. Um pássaro cantando, uma criança brincando, um amigo sorrindo.
Felicidade se conquista todos os dias, não cai do céu, não vem de graça. É preciso saber encontrá-la, plantar e colher, saboreá-la nos pequenos detalhes.
Ser feliz é muito mais que sorrir, é sentir-se bem, é estar em paz, é fazer as pazes com o mundo, com a vida, com Deus, com a humanidade e, principalmente, consigo mesmo.
Causa-me dó quem escolhe a infelicidade, mesmo tendo todos os motivos para ser feliz!
Maria Conceição de Aguiar
3/1/2014
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