segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

DECEPÇÃO

Porque nos decepcionamos com alguém? Porque decepcionamos alguém?
Afinal, o que exatamente significa decepção?
Sentir-se traído nos sentimentos, na confiança, na cumplicidade?
Sentir-se ferido, machucado, magoado?
Sentir na pele a ingratidão alheia, sentir-se usado, manipulado, útil quando convém?
E porque?
Será porque depositamos confiança demais, cedo demais?
Será porque damos muito sem pedir nada em troca, mas claro, no fundo esperamos a mesma atitude, semelhante ou idêntica!
Ou será porque amamos além da conta que cegamos, idealizamos o outro e quando nos damos por conta, puxa, não era bem assim...
E os outros com relação a nós?
Também decepcionamos, também por vezes formamos uma película intransponível que, quando desaparece, mostramo-nos reais e verdadeiros, e nem sempre atingimos as expectativas.
Decepcionamos quando não agradecemos, quando sugamos, quando nos afastamos, quando deixamos de ser parceiros, companheiros.
Poxa, que coisa louca essa tal de decepção. 
Machuca, magoa, gera uma dor tão forte que dá vontade de gritar aos quatro ventos, esbravejar e por vezes até vingar-se, ou, traz uma depressão, uma sensação de fracasso, de que algo está errado, não deu certo, não era para ser assim!
Aff, muito estranho! Sentimentos afloram, ressentimentos, cobranças. Pois é!
Então finalmente entendemos que a decepção faz parte. Porque ninguém é perfeito, não somos perfeitos e não podemos exigir perfeição dos outros.
E se assim for, estaremos decepcionando e nos decepcionando diariamente. Porque se tem vida tem gente, as pessoas são diferentes, a falsidade, a mentira, a fofoca e as máscaras, infelizmente, fazem parte do cotidiano de muitos.
E como fazer? O que fazer?
Ah difícil. Impossível não se decepcionar! O segredo talvez seja aprender a lidar melhor com os sentimentos, com as pessoas, com nós mesmos. Observar, analisar, ouvir a intuição, prestar atenção nos detalhes. 
E, claro, lembrar que tudo passa, sempre passa. Amanhã é outro dia, logo outro mês, em breve outro ano e assim a vida segue. Então, o melhor é observar bem o que semeamos, o que plantamos, como estamos cultivando e assim teremos as respostas para o que estamos colhendo.
Mas, concluindo, decepção não mata ninguém não. Fere, claro, mas a gente sobrevive e com certeza mais cético, mais amadurecido e pronto para uma nova decepção, afinal, somos de carne, osso e coração!
Maria Conceição de Aguiar
19/1/2014

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