segunda-feira, 29 de julho de 2013

VIDA E MORTE

A maior certeza da vida é a morte. Mas desde o nascimento até a morte, vivemos!
Elementar isso ai, claro.
Mas quero refletir sobre a vida que vivemos, sobre o passar do tempo, o correr dos anos, as inúmeras atividades que realizamos, as escolhas que fazemos, a vida que escolhemos, ou, àquela que nos é imposta.
porque muitos vivem meio que sem escolha. Apenas aceitam as coisas acontecendo de qualquer jeito, conformistas ou covardes, sempre com medo do novo, do arriscado, vivem sem ousar.
Outros, no entanto, ousam até demais. Jogam-se na vida de cabeça, quebrando-a por muitas vezes, mas fazendo valer a pena, construindo e escrevendo sua história.
A morte é certa, só não sabemos quando chegará. E não dá para viver cada dia como se fosse o último. Aliás, o imediatismo, o consumismo, a pressa em viver pode nos levar ao caos, a uma sub-vida sem sentido.
Mas também não dá para ficar de braços cruzados esperando a vida passar, sonhando com uma casa melhor, um trabalho melhor, um amor melhor, uma vida melhor.
É preciso ponderar! Pesar, medir, estabelecer prioridades sem deixar de viver.
Afinal, dá para conciliar tudo. Trabalhar, estudar, namorar, criar filhos, progredir, viajar, divertir-se. Basta querer, ousar, arriscar.
A vida passa tão rápido, o tempo não espera por ninguém e a morte chega sem aviso prévio. 
Então talvez quando nos apercebamos seja tarde demais para dar aquele abraço, fazer aquela viagem, conhecer aquela cidade, mudar de emprego, cortar o cabelo, pintar a casa, trocar um móvel.
Talvez de repente seja tarde demais para tirar um dia de folga, uma soneca à tarde, um banho de chuva, uma caminhada pela praia.
Pode ser que amanhã olhemos para trás e fiquemos frustrados, ou não, mas pode ser também que não haja nada à frente para olhar.
Morte e vida, morte em vida, vida e morte.
A vida começa e termina sem hora marcada, sem data prevista. Viver cada dia como sendo especial, uma dádiva, uma bênção. Viver o hoje, deixando para trás o que não mais nos convém, levando conosco as lembranças, as coisas boas. Planejando o futuro sim, mas sem que isso se torne obsessão, afinal, o futuro pode ser apenas hoje, mais um mês, um ano...
Nascer, viver e morrer!
E que quando partirmos possamos deixar boas lembranças nos corações dos que conosco conviveram. Possamos ser lembrados por nossas ações, nossas palavras, pelo bem que praticamos, pelas pessoas que amamos, por quem fomos e não pelo que tínhamos acumulamos, enfim...
Viver e deixar a vida acontecer, mas sempre tomando as rédeas do seu destino, da sua história, com sabedoria, amor e gratidão, valorizando o que realmente importa, a família, os amigos, o que nos faz bem. viver e deixar viver, porque a morte é certa para todos!

Maria Conceição de Aguiar
29/7/2013

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