Durante esta semana falamos muito sobre isso no trabalho.
Quem somos? Até quando somos admirados, respeitados, valorizados, apreciados, amados? Até quando seremos lembrados quando nos afastarmos.
Este tema me faz divagar! Ao longo da vida constituímos vários grupos. A começar pela família, pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos. Então vem o grupo da pré-escola, do ensino fundamental, médio, da faculdade. E tem os vizinhos, os parentes mais distantes, a turma da Igreja, mais tarde a turma do vôlei, do futebol, do chope.
E já adultos formamos grupos de trabalho, colegas de profissão, de atuação, de academia, de viagem. E há os amores, namorados, marido, esposa, filhos, novos amores.
Enfim, vamos formando grupos, inserindo-nos em uns e afastando-nos de outros. A vida é assim, as coisas são assim e as pessoas tendem a ser assim.
Então mudamos de cidade, de colégio, de curso, de trabalho, de casamento, de namorado. Mudamos e levamos na bagagem as lembranças do que ficou para trás. Por vezes partimos chorando, tristes e também deixamos tristes os que ficam.
Mas tudo isso é muito passageiro. Logo, outra pessoa ocupa nosso lugar na mesa de trabalho, na turma de amigos, na casa onde morávamos, no coração de quem amávamos. E assim também outras pessoas passam a ocupar lugares vagos na nossa vida.
Então chegamos a conclusão de que ninguém é insubstituível! Claro que é uma conclusão banal, todos sabem disso.
Mas pensar sobre o assunto, refletir, conversar, faz-nos sentir impotentes frente à vida!
Hoje estamos aqui sem saber o que será amanhã, como será, onde estaremos, com quem poderemos contar. E se perdermos o emprego quanto tempo seremos lembrados por nossos colegas? E se mudarmos de casa por quanto tempo nossos vizinhos sentirão a nossa falta?
E se morrermos? Quantos lamentarão, por quanto tempo sofrerão? Logo seremos substituídos na vida dos que ficaram, nosso lugar não ficará vago por muito tempo. Aos poucos seremos apenas uma vaga lembrança de alguém que passou por aqui e se foi!
Aos poucos, a saudade ameniza, a dor sara e outro alguém vem para ocupar nosso lugar. porque na verdade aquele lugar nunca foi nosso. Nenhum lugar o é. Nada é nosso de fato. Tudo é passageiro, efêmero, temporário. Tudo passa, tudo se transforma e, nesse ínterim, todos somos substituídos!
Maria Conceição de Aguiar
19/7/2013
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