segunda-feira, 15 de julho de 2013

BORBOLETAS

Adoro borboletas, principalmente àquelas coloridas, que brilham, voam de flor em flor e ficamos ali parados a apreciá-las. Como são belas.
Mas para chegar a tal formosura passam por um longo processo. No início, são lagartas envoltas num casulo, alimentando-se das folhas das plantas. Quando estão prontas rompem-no e saem majestosas, bonitas, até atingirem a vida adulta e se tornarem maravilhosas! E então, para que o ciclo continue, acasalam-se e novamente surge a lagarta que se transforma em borboleta e assim sucessivamente.
Há pessoas que são como borboletas. Precisam de um tempo de recolhimento, da solidão do casulo até que estejam prontas para voltar à vida.
Inúmeros motivos levam a isso. Problemas de saúde, desilusão amorosa, perda de um ente querido, depressão, enfim, as razões são várias, mas o mais importante é que esse tempo de casulo sirva para o amadurecimento, o crescimento e o fortalecimento necessário para voltarem.
Conheço muitas pessoas assim, que por um motivo ou outro, de vez em quando tem que se recolher para se recompor e só então voltar a voar, brilhar, iluminar, enfeitar o mundo.
Também por vezes já experimentei esse processo. Enclausurar-me para depois renascer mais forte, mais consciente do que realmente vale a pena.
Então, àqueles que nesse momento passam por essa metamorfose, ou ainda dentro do casulo, ou saindo dele, que tenham força e coragem e que saibam que o mundo aqui fora sempre vale a pena, mas que esse período de casulo, por vezes, é necessário!
Seja borboleta, admire-as, aprenda com elas. Eu aprendo! 
Seja borboleta e fique no casulo se precisar, mas quando estiver pronta saia e viva em plenitude.
Seja borboleta e voe, sinta o perfume das flores, o colorido da vida, a brisa leve, o mundo.
Seja borboleta e seja feliz!

Maria Conceição de Aguiar

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